sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O retrato do artista quando...velho (?)
Vi a pouco a prévia do clipe de “Give me all your lovin’”.Eu sempre gostei muito da Madonna. No universo efêmero da pop music, as letras mais inteligentes, os clipes poderosos e as provocações mais interssantes eram da loira em questão. Fui aos dois shows aqui no Rio, em 1993 e ano retrasado (?) e até hoje muitas das suas músicas fazem parte da minha playlist de corrida.
De uns anos pra cá, no entanto, eu me pergunto: É o pop um universo exclusivamente menor de idade? Devem seus ídolos, divas bafônicas lá pelos 40-45 cantar sobre amores maduros, aprender um instrumento e parar de rebolar com shorts minúsculos em meio a canhões de luzes nos palcos pelo mundo? A outra saída digna para os ídolos pop seria a morte jovem e trágica?
Uma parte de mim diz que não a ambas possibilidades, puro preconceito meu. Que as mulheres, inclusive as da rara categoria “divas pop”, podem comportar-se da forma que for em qualquer idade. No entanto, será que perseguir a todo custo uma pele de 25 anos, trejeitos de adolescente (que capa é essa do novo single, Madge??) e namorados mancebos, é uma atitude libertária ou uma forma de escravidão aos deus pop da jovialidade?
Não sei não, por melhor que esteje aos 53 anos, ver Madonna num clima de cheerleader, cantando coisas apropriadas à faixa etária das fãs de Miley Cyrus não me parece nada provocante. Um passo em falso da loira e se cruzará a linha do ridículo.
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10 comentários:
Sei lá Rafa... eu acho que independente de ela parecer ridícula ou não, se o que ela fizer estiver dentro da proposta de trabalho dela e render bons frutos...
Beijo!
acho sua critica bem interessante... concordo plenamente, pode simplesmente cair no ridiculo mto facilmente...
mas... "eu sempre gostei muito da Madonna" é um pouco de eufemismo né?
;D
saudades de vc postando.
Perfeita sua análise, Rafa. Não esperaria outra coisa.
Muito bom!
Cai aqui por engano, por sinal, um feliz engano!
Dia desses estava conversando com um amigo sobre Madonna e minha conclusão foi justamente essa... Sempre gostei e sempre a ouvi. Gosto muito da Madonna subversiva, que sempre tinha(tem?) algo a dizer com suas músicas, não posso negar que também gosto do lado divertido e da descontraído da diva, mas como você bem disse, até que ponto essa "descontração" pode ir? Simplesmente ri litros quando comparou-a a Miley Cyrus e a conclusão, não tem melhor... Um passo em falso da loira e se cruzará a linha do ridículo! Assino em baixo tudo que disse!
Adorei seu blog!
Clap, clap, clap, clap!!!
E depois - de análises como esta - ainda perguntam pq eu pago (um baita) pau pra ti... é óbvio, tolinhos!
Hugzão, Rafão - o homem pra 500 talheres!
Antes de tudo, agradeço ao Humberto por me indicar este post.
Eu ainda não tinha pensando neste ponto de vista e mesmo concordando com alguns itens, não acho que deve ser deste modo. Madonna é uma artista e deste modo está sempre se reinventando. Ela já teve alguns momentos em que deixou a idade transparecer e tudo mais... Não vejo como um ponto negativo essa forma dela de se expressar. Ela quer chegar em um público mais "novo" e creio que, ainda quer mostrar que tem muito chão pela frente. No final é algo divertido... Uma brincadeira regida pela Madonna.
Sei lá, eu gostei e continuarei gostando se ela seguir mais um pouco deste caminho.
nem sempre se faz o que gosta...fica a dica.
ah! deixa a "menina" gente ... esclerose não é privilégio só da plebe não ... rs
Uma vez li que Madonna não consegue segurar seus fãs - excluindo-se os gays - por muito tempo: eles se cansam da sua eterna-falsa juventude e partem para outros artistas, cujas músicas amadurecem. Fiquei pensando... e tenho um caso próximo. Minha irmã teve muitos álbuns dela... e hoje é incapaz de identificar qualquer música dela.
Mas eu sou suspeito, porque detesto tudo que ela fez/faz depois de Ray of Light. ;-)
estratégia de marketing. ela está sempre se reinventando e conquistando novos públicos. não é à toa que está no topo há 30 anos.
sou fã e curto muito!
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