Minha vida acadêmica anda uma merda. Depois de ter encarado semestre passado 7 matérias, além da academia, trabalho na editora e como professor, achei que este período seria uma maravilha. Só quatro matérias, 2 dias na semana, paz e tranqüilidade, além, é claro de matérias em dia e dez em tudo como gosta o bom nerd que sou.
Ledo engano! Pilhas de leituras atrasadas, ânimo zero para trabalhos, provas e afins e um número considerável de faltas nas duas matérias que começam às 7h50.
Quinta-feira passada eu dormindo na aula, ouvi ao longe “Rafael.. Rafael”, seria minha mãe? Um coro de anjos? Não, claro que não. Era, literalmente, a turma toda me chamando porque o professor pediu que eu lesse um texto. Hoje, filme etnográfico chaaato na aula de Antropologia visual. Só acordei quando derrubei sobre mim mesmo um copo d’água cheio que eu, antes de dormir, segurava, pretendendo matar minha sede que, pelo visto, não era maior que meu sono.
****
Eu identifiquei o ponto exato em que, numa relação, normalmente, eu pulo fora. É na passagem do ideal para o real. Quando o homem que você pensa ter encontrado se torna aquele que, efetivamente, você encontrou. E se é assim, as coisas não serão tão fáceis, nem tão mágicas e nem serão as coisas que você sonhou.
Mas, sinceramente, uma relação precisa ser o que a gente determina? O outro é efetivamente sujeito desta relação, parceiro? Um namoro, or whatever, não é mais do que as aspirações e desejos de um pólo apenas, ainda que seja o seu?
Por isto eu decidi ficar, permanecer. Claro, não só por isto. Há tantas outras razões, mas sobre estas eu me calo. Vivo-as, abraço-as, nelas me perco e me encontro, mas não falo.
****
ATENÇÃO MAD MEN 4° TEMPORADA – SPOILER
Como uma série que já era ótima, consegue ficar ainda melhor? A criação da nova agência que reuniu meus personagens prediletos e o delicioso Don Draper, agora divorciado, mais sombrio e perdido do que nunca dinamizaram de forma deliciosa Mad Men.
Pena que no último capítulo da temporada o gostosão fica noivo.. prefiro ele solteiro. Ah se eu morasse em NY nos anos 60!
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Esse tal de "Namoro"
Quem quer encontrar alguém que seja significativo o suficiente para habitar, realmente, em um lugar especial do coração, tem muito trabalho.
A dinâmica de encontros e tentativas tem como resultado normal desencontros. A expectativa é sempre o elemento primordial para a frustração. Ser bonito, ter um bom papo, querer de fato estar numa relação não significa que ela irá se realizar. Pelo menos não de forma realmente significativa.
Pode-se começar mil “namoros” com trocentos caras legais. Mas isto não basta. Namorar por que se quer, é namorar pela metade. Lindo, loiro, inteligente e com grana é como ter ovos leite, farinha à mão: parece excelente pra fome, mas não significa que desta mistura sairá necessariamente um bolo inesquecível.
O melhor é não querer namorar. Ou, pelo menos, não contar com isso como algo certo. Porque, estranhamente, viver o que significa, de fato, namorar não depende das partes envolvidas. Não provém da vontade de um e de outro.
Namorar é da ordem da Graça. É um desejo que nasce em sei lá que instâncias: o de estar junto, e mais e mais junto àquele que se ama. É ter a boca cheia de sorriso que ninguém na rua entende, que os colegas do trabalho não sabem o porquê, só de lembrar da última vez em que os dois enamorados estiveram juntos. É ficar louco pra contar a coisa engraçada do dia, sentir uma vontade imediata de abraçá-lo quando o esperado não acontece e saber que logo mais tudo estará melhor, só porque ele estará presente.
Não se decide, não se escolhe, não se persegue o namorar. Ele acontece. É claro que é preciso estar atento e forte, e se enfrentar e enfrentar o medo. Todos os tremores e covardias que estão implicadas em se pôr assim, de forma tão entregue a outro ser humano. Mas é definitivamente a vida, a fluidez da relação, o rasgar da saudade que te mostrarão quem é merecedor da dádiva do seu melhor afeto.
A dinâmica de encontros e tentativas tem como resultado normal desencontros. A expectativa é sempre o elemento primordial para a frustração. Ser bonito, ter um bom papo, querer de fato estar numa relação não significa que ela irá se realizar. Pelo menos não de forma realmente significativa.
Pode-se começar mil “namoros” com trocentos caras legais. Mas isto não basta. Namorar por que se quer, é namorar pela metade. Lindo, loiro, inteligente e com grana é como ter ovos leite, farinha à mão: parece excelente pra fome, mas não significa que desta mistura sairá necessariamente um bolo inesquecível.
O melhor é não querer namorar. Ou, pelo menos, não contar com isso como algo certo. Porque, estranhamente, viver o que significa, de fato, namorar não depende das partes envolvidas. Não provém da vontade de um e de outro.
Namorar é da ordem da Graça. É um desejo que nasce em sei lá que instâncias: o de estar junto, e mais e mais junto àquele que se ama. É ter a boca cheia de sorriso que ninguém na rua entende, que os colegas do trabalho não sabem o porquê, só de lembrar da última vez em que os dois enamorados estiveram juntos. É ficar louco pra contar a coisa engraçada do dia, sentir uma vontade imediata de abraçá-lo quando o esperado não acontece e saber que logo mais tudo estará melhor, só porque ele estará presente.
Não se decide, não se escolhe, não se persegue o namorar. Ele acontece. É claro que é preciso estar atento e forte, e se enfrentar e enfrentar o medo. Todos os tremores e covardias que estão implicadas em se pôr assim, de forma tão entregue a outro ser humano. Mas é definitivamente a vida, a fluidez da relação, o rasgar da saudade que te mostrarão quem é merecedor da dádiva do seu melhor afeto.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Hiato das palavras.. Ah, não! Segunda-feira...
Eu iria escrever sobre como as palavras se tornaram muralhas para mim, indevassáveis que nem 7 voltas em 7 dias derrubariam, Jericó perde. Em geral, elas são minhas amigas, minhas chaves para o mundo, minhas armas. Em minha vida, quando sentir era um problema eu pensava, racionalizava, inventava teorias, idealizava. E ficava bem, em paz. Finalmente o mundo tinha uma explicação e eu não precisava submergir no sentimento, este sim indomável, denso, desconhecido.
Enfim, eu iria mesmo escrever sobre isto. Aí me lembrei que, às vezes, meus posts assustam e desanimam os leitores incautos (eu ouvi isto no encontro de blogueiros!), mais do que tudo eu percebi que é uma segunda chuvosa no Rio de Janeiro. Começo de semana, com chuva, já é “denso” o suficiente para ainda se escrever um post como este. Portanto, seguindo a recente dica do querido Dan, fiquemos com Soko.
Enfim, eu iria mesmo escrever sobre isto. Aí me lembrei que, às vezes, meus posts assustam e desanimam os leitores incautos (eu ouvi isto no encontro de blogueiros!), mais do que tudo eu percebi que é uma segunda chuvosa no Rio de Janeiro. Começo de semana, com chuva, já é “denso” o suficiente para ainda se escrever um post como este. Portanto, seguindo a recente dica do querido Dan, fiquemos com Soko.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
2º Turno: A Hora do Espanto
O espanto de todos nós com o segundo turno é por percebermos como a religião ainda é uma força poderosíssima no Brasil, capaz de coagir candidatos a assinar termos de compromisso, “cartas abertas” nas quais prometem se alinhar às posições daqueles que se julgam os detentores da verdade moral sobre toda a nação. Em troca? Votos, a promessa de milhões de votos.
E a situação ficará pior! Os segmentos neo-pentecostais, de moral conservadora, são os que mais crescem atualmente quer no meio evangélico, quer na igreja católica, nesta sendo conhecida como “Renovação carismática”.
Aqui e ali se reage. “O Brasil é um país laico”! “A constituição assegura a separação entre Estado e Religião”! Formalmente muito correto e bonito. A questão é que a política, ainda mais a eleitoral, não se rege inteiramente por princípios, nem pelos constitucionais muitas vezes, mas pelas circunstâncias.
A política, a “arte do bem gerir”, se faz a partir de demandas específicas de grupos. O jogo político é aquele no qual cada segmento social procura se fazer representativo e às suas propostas, angariando o favor dos políticos em troca de apoio, de voto.
É preciso gritar sim nessa hora, apelar para os princípios constitucionais. Mas, sobretudo, é preciso que tenhamos (nós, os gays) uma identidade política, uma voz alta e clara no cenário eleitoral para que não apenas falem de nós (os evangélicos, os candidatos, a mídia), mas que sejamos sujeitos reconhecidos do nosso próprio discurso, um dos muitos segmentos sociais a exigir reconhecimento e representatividade.
Avançamos em muitas áreas a passos largos, menos na política. Beijar à vontade na boate, ser retratado de maneira “fofa” (argh!) na mídia não nos garante direitos políticos, não nos livra de ter de lutar, politicamente, para deixarmos de ser pseudo-cidadãos neste país.
E a situação ficará pior! Os segmentos neo-pentecostais, de moral conservadora, são os que mais crescem atualmente quer no meio evangélico, quer na igreja católica, nesta sendo conhecida como “Renovação carismática”.
Aqui e ali se reage. “O Brasil é um país laico”! “A constituição assegura a separação entre Estado e Religião”! Formalmente muito correto e bonito. A questão é que a política, ainda mais a eleitoral, não se rege inteiramente por princípios, nem pelos constitucionais muitas vezes, mas pelas circunstâncias.
A política, a “arte do bem gerir”, se faz a partir de demandas específicas de grupos. O jogo político é aquele no qual cada segmento social procura se fazer representativo e às suas propostas, angariando o favor dos políticos em troca de apoio, de voto.
É preciso gritar sim nessa hora, apelar para os princípios constitucionais. Mas, sobretudo, é preciso que tenhamos (nós, os gays) uma identidade política, uma voz alta e clara no cenário eleitoral para que não apenas falem de nós (os evangélicos, os candidatos, a mídia), mas que sejamos sujeitos reconhecidos do nosso próprio discurso, um dos muitos segmentos sociais a exigir reconhecimento e representatividade.
Avançamos em muitas áreas a passos largos, menos na política. Beijar à vontade na boate, ser retratado de maneira “fofa” (argh!) na mídia não nos garante direitos políticos, não nos livra de ter de lutar, politicamente, para deixarmos de ser pseudo-cidadãos neste país.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Explicação nenhuma isso requer
Há conquistas que se quer exibir. Troféus a ostentar. Cabeças de animais caçados pelas paredes, diplomas emoldurados em consultórios. Homens bonitos também se exibe. Por isso, poderia eu escrever longamente sobre o Alê. Ele é grande, forte, de uma barba irresistível.
Mas tudo o que ele é de fora, está envolto num sentimento tão genuíno, num encontro tão inusitado e belo que se tem medo que, ao ser dito, se desfaça o laço, se desalinhe alguma trama que vem sendo costurada, dia a dia, com palavras, o silêncio entre estas e a certeza paulatinamente experimentada que se encontrou, de fato, alguém especial.
Daí a vontade de “falar sobre” some. Como quando a gente é criança e ganha um doce e não quer dividir, ou vive algo muito bom e quer deixar quieto, na bruma, porque assim, parece que cada mensagem, beijo e amasso rendem mais, se impregnam suavemente na memória, no afeto, na vida.
Eu entendi que isto é bom. Hoje. Que paixão não é uma semana, um mês, um ano. Não há cronômetro. Paixão é o eterno que rasga o instante. Aqui. Agora. E deixa, indelével, a sua marca. Que a tenhamos, na carne, na alma, no furor da noite e na tranqüilidade de acordar lado a lado.
Mas tudo o que ele é de fora, está envolto num sentimento tão genuíno, num encontro tão inusitado e belo que se tem medo que, ao ser dito, se desfaça o laço, se desalinhe alguma trama que vem sendo costurada, dia a dia, com palavras, o silêncio entre estas e a certeza paulatinamente experimentada que se encontrou, de fato, alguém especial.
Daí a vontade de “falar sobre” some. Como quando a gente é criança e ganha um doce e não quer dividir, ou vive algo muito bom e quer deixar quieto, na bruma, porque assim, parece que cada mensagem, beijo e amasso rendem mais, se impregnam suavemente na memória, no afeto, na vida.
Eu entendi que isto é bom. Hoje. Que paixão não é uma semana, um mês, um ano. Não há cronômetro. Paixão é o eterno que rasga o instante. Aqui. Agora. E deixa, indelével, a sua marca. Que a tenhamos, na carne, na alma, no furor da noite e na tranqüilidade de acordar lado a lado.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Errata (Ai que vergonha....)
Eh.. então, queridos, peço que desconsiderem o post-desabafo-relâmpago abaixo. Foi tudo um mal-entendido.. (minha ansiedade é uma merda!)
Ontem o moço veio aqui pra casa, preparou o jantar e.. bem ambos perdemos a hora hoje de manhã.
Viva a paixão!
(aiai... = suspiros)
P.S. Na segunda, minha vida volta ao normal no trabalho, o que significa que volto a visitar os blogs amados e atualizo de maneira decente este aqui
Ótimo Final-de-semana!!!!!!!!!!
Ontem o moço veio aqui pra casa, preparou o jantar e.. bem ambos perdemos a hora hoje de manhã.
Viva a paixão!
(aiai... = suspiros)
P.S. Na segunda, minha vida volta ao normal no trabalho, o que significa que volto a visitar os blogs amados e atualizo de maneira decente este aqui
Ótimo Final-de-semana!!!!!!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)