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terça-feira, 15 de novembro de 2011






quarta-feira, 6 de julho de 2011

O mundo inteiro, logo ali

Eu pensei que o Couchsurfing fosse apenas uma forma mais barata de viajar, mas ele pode ser muito mais que isso. O projeto se propõe a ser uma rede mundial de suporte, de fraternidade para viajantes. Você pode procurar um sofá amigo no Camboja por três dias, hospedar um braisleiro desejoso de conhecer a sua cidade ou se dispor a tomar um café e mostrar seus lugares favoritos para alguém em férias no seu canto do mundo.

Em seis dias eu: fui a um sarau literário com uma baiana, participei de um encontro dos couchsurfers no Rio com gente do mundo inteiro e cerveja a R$ 2, fiz amizade com um chileno que se mudou a pouco para cá e quase não sabe português e hospedei por três dias um casal de Moscou.

Toda quinta há um encontro para reunir a galera que ou é ou que está no Rio. Bati papo com um cambojano, uma belga que fala português com sotaque baiano, e vários argentinos em visita à cidade: o mundo todo no meu quintal.

A experiência mais legal foi ter hospedado o casal de Moscou quer dizer, o cara é brasileiro, de Goiânia, mora lá há quatro anos e namora Kristina, esta sim, uma autêntica russa. Fomos à praia em Ipanema, vimos o sol se pôr fenomenal em Copa, bebemos na Lapa e zanzamos com caipirinhas o sábado quase inteiro pela feira do Lavradio. Gente finíssima! Eu aprendi a dizer спасибо (espassiba/ obrigado), e мастурбация (masturbaviriot/ masturbação)... rs ah! e ganhei uma autêntica Матрьона (matrioska), aquelas bonecas russas tradicinais, que vem uma dentro da outra.

No entanto, o mais legal de tudo, foi treinar um olhar novo, olhar estrangeiro sobre paisagens tão cotidianas e a sensação de que o mundo inteiro é logo ali depois da esquina.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Fome de mundo

Eu sempre me achei um privilegiado por morar numa cidade como o Rio. Lugares incríveis, praias logo ali, um entorno montanhoso quando estiver com vontade de Serra e a 45 min. de Sampa, pra brincar um pouco de irresistível megalópole quando der vontade. E a verdade é que nem ligava muito pra viajar.

Além do mais, sair em férias não é uma tarefa fácil quando se é freelancer em 3 lugares e se faz faculdade. Resultado: Fazia anos que não viajava pro exterior. E eu estava super tranquilo com isso. Atenção para o tempo verbal da frase anterior! Bastou eu passar uma semana em Buenos Aires em Setembro do ano passado, para a fome de mundo, adormecida há séculos, despertar com força total.

Meu projeto a médio prazo era voltar a Buenos Aires e fazer também Chile ou Uruguai. Acontece que meu pai teve uma espécie de surto sentimental (e isso é absolutamente estranho nele) e decidiu levar toda a família para viagem que, inicialmente, ele e minha mãe fariam: Portugal e Espanha em Outubro. Estou aqui dando meus pitacos no roteiro, tentando convencê-los a passar mais tempo na Espanha, ir a Barcelona que inicialmente está fora dos planos, mas como é tudo paitrocinado, tô naquela “do que vier é lucro”.

Fora o milagre sentimental ibérico de papai, estou fuçando como viajar barato. Pensando em me aventurar no Couchsurfing e devorando várias dicas e relatos de viagem no Mochileiros.com. Meus planos organizados numa escala de “muito provável” a “Quem sabe um dia” são estes:

A curto prazo: Brasil (Nordeste com Borboleta e S.; Belém com amigo).

A médio prazo: Nova Iorque e Cidade do México.

A médio quase longo prazo: Mochilão pela América do Sul (Argentina, Chile, Peru e Bolívia).

A muitíssimo longo, “quem sabe um dia”: Viagem de volta ao mundo! Ou quase isso: Começaria pela Austrália, Nova Zelândia, Sudoeste asiático, Índia, China, Japão, Rússia, Israel, Emirados Árabes, Egito, Moçambique, Quênia, África do Sul. No esquema mochilão custa um carro popular zero. E o tempo ideal é um ano.

Aiai...Bora pôr o pé na estrada?