Ando meio obcecado por Florence Welch. Isto significa longas horas de pesquisa na net em busca de delicinhas raras e que me conseguem arrancar um belo sorriso do rosto. Biografia não me interessa, agora a discografia...
Florence participou de uma banda que lançou um único CD, em 2007, chamada "Ashok". O som é bem legal e o estranho é ouví-la fazendo quase que só a segunda voz nas músicas. Confere a ótima "New Year's ansiety":
Depois, a ruiva mais delícia da Inglaterra se juntou com Isabella Summers numa banda de dois com nome complicado, "Florrible and Misrabella". Desta época temos "Small hands":
Sem esquecer as versões alternativas às do primeiro álbum:
E o melhor é que Florence fará shows no Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo e Floripa, em Janeiro. E o mais legal é ficar sabendo pela própria, no facebook. Pergunta, pergunta se eu vou...
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
A vida em um dia
O que surpreende em “A vida em um dia” não é a extrema diversidade de culturas e tipos de pessoas sobre a terra, é o fato de, apesar disso, sermos todos fundamentalmente humanos. Aproveitei o último dia do festival “É tudo verdade” que estava rolando aqui no Rio e em Sampa para conferir a instigante proposta de Ridley e Tony Scott: voluntários gravariam suas vidas em um dia preciso, 24/07/2010, e a partir deste material se faria um documentário. Mais de 80.000 inscritos em 192 países responderam ao chamado dos produtores em parceria com o Youtube, somando o total de 4.500 horas gravadas.
De meia noite à meia-noite do dia seguinte vemos passar pela tela um monte de gente nas mais variadas situações ao redor do mundo. A única trama são perguntas que foram respondidas por alguns voluntários como o que eles mais amavam, qual era o medo maior deles, entre outras. Tem gente que só aparece escovando o dente, fritando um ovo, mas há alguns personagens mais constantes como o coreano que dá a volta ao mundo numa bicicleta há 9 anos e um menino no Peru que trabalha como engraxate e que ama a Wikipédia. Duas participações brasileiras no documentário. Pés à beira d’água enquanto se ouve a confissão de que o que a menina mais ama é sentir a areia molhada e uma cena engraçadíssima de um pai filmando o parto do filho.
A transição entre as horas é um recorte de hábitos associados àqueles momentos: muitos desjejuns, sonecas de tarde (24/7 foi um sábado), tudo ao som de uma trilha sonora fofa com um certo quê de comercial da mastercard.
Gostei do filme, ajuda a gente a perceber como este mundão é grande e que estamos todos envolvidos na mais bela e difícil batalha, a do dia-a-dia, com suas pequenas glórias, seus momentos de puro regozijo e, vez por outra, muitos motivos para sentar e chorar. Mas prosseguimos, quase sempre, quase todo mundo.
P.S. O blog só voltaria na próxima sexta quando resolvo umas pendengas que tem tirado meus sono, mas blogsville é irresistível!
De meia noite à meia-noite do dia seguinte vemos passar pela tela um monte de gente nas mais variadas situações ao redor do mundo. A única trama são perguntas que foram respondidas por alguns voluntários como o que eles mais amavam, qual era o medo maior deles, entre outras. Tem gente que só aparece escovando o dente, fritando um ovo, mas há alguns personagens mais constantes como o coreano que dá a volta ao mundo numa bicicleta há 9 anos e um menino no Peru que trabalha como engraxate e que ama a Wikipédia. Duas participações brasileiras no documentário. Pés à beira d’água enquanto se ouve a confissão de que o que a menina mais ama é sentir a areia molhada e uma cena engraçadíssima de um pai filmando o parto do filho.
A transição entre as horas é um recorte de hábitos associados àqueles momentos: muitos desjejuns, sonecas de tarde (24/7 foi um sábado), tudo ao som de uma trilha sonora fofa com um certo quê de comercial da mastercard.
Gostei do filme, ajuda a gente a perceber como este mundão é grande e que estamos todos envolvidos na mais bela e difícil batalha, a do dia-a-dia, com suas pequenas glórias, seus momentos de puro regozijo e, vez por outra, muitos motivos para sentar e chorar. Mas prosseguimos, quase sempre, quase todo mundo.
P.S. O blog só voltaria na próxima sexta quando resolvo umas pendengas que tem tirado meus sono, mas blogsville é irresistível!
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Adooro!! - Literatura

Xinguem-me, lancem sobre mim as mais pontudas pedras, risquem meu nome do Livro da Vida, mas a verdade é que eu não lia literatura há muito tempo. Para vocês terem uma idéia, estou há meses avançando a ritmo de criança semi-alfabetizada na leitura de “A Descoberta do mundo”, e olha que é da mais querida de todas as escritoras: Clarice Lispector!
Antes que o desprezo de vocês torne este espaço um blog fantasma, abandonado por todos aqueles de bom-senso e amor aos livros, convém esclarecer que tenho lido, muito, exaustivamente: sociologia, antropologia e, vez por outra, um furtivo jornal, mas literatura (que é bom mesmo), nada.
Por isto foi com um verdadeiro frisson que me apoderei do recém comprado por meu pai “A elegância do Ouriço” a fim de passar as longas esperas em aeroportos da maneira mais confortável possível. Livros, como eu os venero!
Acabei a leitura ontem. Há partes que me tocaram profundamente, arranjos literários belíssimos tirados de situações cotidianas de um prédio de luxo em Paris, sendo personagens principais a conciérge e uma menina intelectualmente precoce e que planeja o próprio suicídio se não descobrir até a data prevista um sentido real para a vida.
O que me incomodou no livro foi um tom didático demais, mas que é próprio desta linha: “vamos tirar lições existenciais da filosofia e da arte”. Como se a literatura, independente de ser usada para este fim de forma intencional, como no livro, não tivesse esta dimensão por si só. Parece que o (a) autor (a) quer entregar a quem lê o trabalho feito, a reflexão mastigada. Gosto, eu mesmo de realizar isto, à medida que vou lendo, senão, soa quase (eu disse quase!) como uma auto-ajuda rebuscada.
Enfim, um bom livro, apesar de longe dos meus preferidos.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Adooro! – Séries
Iniciando mais uma (existe já alguma?) coluna no blog. A “Adooro!” vai falar sobre tudo o que eu.. hãn.. adoro no mundo do entretenimento, da cultura, da arte e é uma chance de eu dar uma de crítico no único espaço em que alguém (talvez) me leia nesta função: o meu próprio blog.
Começaremos com a melhor série de todos os tempos: Sixt Feet Under (No Brasil: A Sete Palmos). Resumo da Wikpédia: “Na série, criada por Alan Ball, Peter Krause é "Nathaniel ("Nate") Fisher Jr.", filho do dono de uma funerária que relutantemente se torna sócio do negócio da família com o seu irmão "David", estrelado por Michael C. Hall – agora em “Dexter”. A família "Fisher" também inclui a mãe "Ruth" (Frances Conroy) e a irmã "Claire" (Lauren Ambrose). Incluem-se em torno da família o assistente da funerária, o amigo "Federico Diaz" (Freddy Rodriguez), a namorada e eventual esposa de "Nate" chamada "Brenda Chenowith" (Rachel Griffiths – Agora em “Brothers and sisters”), e o namorado (e eventual marido) de "David", o polícial "Keith Charles" (Mathew St. Patrick). Toda a trama se desenvolve em torno do mundo da Fisher & Sons Funeral Home, uma fictícia empresa funerária nos dias atuais em Los Angeles, Califórnia”.
A série traz constantemente a questão da finitude humana e o quanto o se deparar com a morte modifica a maneira como vivemos, os laços que construímos. Pode-se dizer que o que os personagens tem em comum é um desamparo diante da vida, já que esta não tem sentido em si mesmo é preciso inventar algum ou simplesmente fugir desta tarefa, prendendo-se ao imediato.
O sem sentido da vida se evidencia na maneira banal como a morte acontece. Cada episódio começa com uma pequena história de como morreu a pessoa que terá seu funeral preparado pelos irmãos Fisher. A série é permeada por um humor ácido, mas não é seca ou mórbida, como poderia parecer à primeira vista. A identificação com os personagens se dá porque vamos percebendo que, eles e nós, estamos todos no mesmo barco: procurando viver o que realmente vale a pena, encontrar o melhor da existência mesmo em meio aos imprevistos, distrações e burradas, nossas e dos outros em relação a nós.
Os personagens são, em sua maioria, multifacetados e a relação entre eles muda muito ao longo das temporadas. É interessante acompanhar David e seus conflitos em relação à homossexualidade, a relação conturbada e abissal de Nate e Brenda e os trancos e barrancos que Claire enfrenta e provoca na difícil passagem para a vida adulta. O trabalho de Frances Conroy como Ruth é fenomenal. Uma mulher anulada pela vida familiar que, depois da morte do marido, tem de se redescobrir, se reiventar e faz isto em tãos variados estados de espírito, que vão da placidez à histeria, que é impossível não se apaixonar por Ruth.
Os últimos episódios, que não serão contados obviamente, são ousados e a seqüência final é belíssima. Apesar de tudo, a vida segue e se a gente não pode garantir que ela seja sempre como a gente projeta, nós podemos aprender a ficar com o melhor do que nos é oferecido. Fica a dica!
Começaremos com a melhor série de todos os tempos: Sixt Feet Under (No Brasil: A Sete Palmos). Resumo da Wikpédia: “Na série, criada por Alan Ball, Peter Krause é "Nathaniel ("Nate") Fisher Jr.", filho do dono de uma funerária que relutantemente se torna sócio do negócio da família com o seu irmão "David", estrelado por Michael C. Hall – agora em “Dexter”. A família "Fisher" também inclui a mãe "Ruth" (Frances Conroy) e a irmã "Claire" (Lauren Ambrose). Incluem-se em torno da família o assistente da funerária, o amigo "Federico Diaz" (Freddy Rodriguez), a namorada e eventual esposa de "Nate" chamada "Brenda Chenowith" (Rachel Griffiths – Agora em “Brothers and sisters”), e o namorado (e eventual marido) de "David", o polícial "Keith Charles" (Mathew St. Patrick). Toda a trama se desenvolve em torno do mundo da Fisher & Sons Funeral Home, uma fictícia empresa funerária nos dias atuais em Los Angeles, Califórnia”.
A série traz constantemente a questão da finitude humana e o quanto o se deparar com a morte modifica a maneira como vivemos, os laços que construímos. Pode-se dizer que o que os personagens tem em comum é um desamparo diante da vida, já que esta não tem sentido em si mesmo é preciso inventar algum ou simplesmente fugir desta tarefa, prendendo-se ao imediato.
O sem sentido da vida se evidencia na maneira banal como a morte acontece. Cada episódio começa com uma pequena história de como morreu a pessoa que terá seu funeral preparado pelos irmãos Fisher. A série é permeada por um humor ácido, mas não é seca ou mórbida, como poderia parecer à primeira vista. A identificação com os personagens se dá porque vamos percebendo que, eles e nós, estamos todos no mesmo barco: procurando viver o que realmente vale a pena, encontrar o melhor da existência mesmo em meio aos imprevistos, distrações e burradas, nossas e dos outros em relação a nós.
Os personagens são, em sua maioria, multifacetados e a relação entre eles muda muito ao longo das temporadas. É interessante acompanhar David e seus conflitos em relação à homossexualidade, a relação conturbada e abissal de Nate e Brenda e os trancos e barrancos que Claire enfrenta e provoca na difícil passagem para a vida adulta. O trabalho de Frances Conroy como Ruth é fenomenal. Uma mulher anulada pela vida familiar que, depois da morte do marido, tem de se redescobrir, se reiventar e faz isto em tãos variados estados de espírito, que vão da placidez à histeria, que é impossível não se apaixonar por Ruth.
Os últimos episódios, que não serão contados obviamente, são ousados e a seqüência final é belíssima. Apesar de tudo, a vida segue e se a gente não pode garantir que ela seja sempre como a gente projeta, nós podemos aprender a ficar com o melhor do que nos é oferecido. Fica a dica!
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