segunda-feira, 25 de abril de 2011

No currículo escolar

Comecei meu estágio, obrigatório para quem faz licenciatura, atrasado por motivos burocráticos. Hoje o professor corrigiu a prova bimestral e 2 trabalhos que complementaram a nota desta. E qual não foi minha surpresa ao ver que um destes trabalhos era sobre gênero e diversidade sexual.

A primeira questão pedia para citar 2 elementos que definem o sexo de uma pessoa, por exemplo, órgãos genitais e hormônios. A segunda era sobre gênero, definindo-o como a expectativa social a respeito dos sexos em determinada cultura. A última questão: Qual a orientação sexual de uma transexual?

O professor salientou que aceitou tanto quem considerou a orientação da trans antes da operação de mudança de sexo, que segundo ele seria então “homossexual”, quanto após a cirurgia, aí a resposta correta seria “heterossexual”.

Confesso que achei bem esquisita a questão. Mas ver meninos e meninas por volta de dezesseis anos em um colégio estadual discutindo sobre diversidade sexual como matéria de aula renovou minha esperança que, apesar de tanta caretice neste mundo, a gente está definitivamente conquistando espaços e preparando uma sociedade mais plural e colorida sem que se tenha que matar ou morrer tanto por causa disto. E viva o Gay Power!

17 comentários:

Rapha disse...

VIVA!!! \o/

Mas agora me veio uma dúvida? Em qual aula eles estavam aprendendo sobre isso? Isso parece coisa para sociologia. :p Foi só um palpite.

Bjs

AD disse...

pois é... transexualidade só veio até mim na aula de antropologia na Universidade, até então... nada.

Alexandre Willer Melo disse...

mas acho que é o unico meio mesmo, não adianta empurrar goela abaixo com a bandeira colorida, tem de ser com conversa, discussão, vá lá, às vezes um pouco mais de 'truculência'.

nunca achei que o caminho fosse fácil...

Daniel Cassus disse...

tudo culpa desse kit gay...

Luciana Nepomuceno disse...

\o/\o/\o/

Júlio César Vanelis disse...

Bem... Isso não é da minha época! Na minha época ainda não tinha isso, prova que isso é bem recente. cada vez mais o tema é abordado nas escolas. Minha irmã já até me usou como exemplo em uma aula da faculdade... Os professores novos que se formam já são instruidos a abordar esses temas. Parece que faz parte agora dos parametros curriculares nacionais... Já não era sem tempo, né verdade?

Um abraço, Rafa... até o próximo

..::voy::.. disse...

olha... coisas evoluindo nesse brasil!!!

abraços do voy

Unknown disse...

Um raio de esperança (real)! :-)

Dan disse...

bacana!
achei a questão no mínimo corajosa. na minha época tbem nao tinh aisso nao

bjo rafa!

Atitude do pensar disse...

Fiquei curiosa por conhecer o plano de ensino dessa escola. Inovadora e super bem vinda a proposta.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini - Bratz disse...

Bons ventos estes ... q os anjos digam amém ...

Anônimo disse...

Também não é da minha época...essas coisas renovam as esperanças mesmo...

FOXX disse...

então, para explicar a visão do professor, se foi isso q vc achou esquisito na questão é que um/a transexual se por exemplo, ela nasceu homem e tinha atração por homens havia uma orientação homossexual, porém com a readequação sexual a transexual se torna mulher e sente-se atraida por homem, então, heterossexual. De fato, como transexualidade é uma doença em que o orgão sexual está errado, apesar da presença do pênis, a transexual sempre foi mulher, então ela sempre foi heterossexual.
é um erro considerar a pessoa transexual homossexual, ela sempre foi heterossexual, porém seu corpo estava "errado".
será q foi isso q vc não entendeu na pergunta do professor?

Wans disse...

Eu considero a transexual heterossexual. Embora ela seja homem mesmo antes da operação, na cabeça dela, é comos e fosse uma mulher.
É bacaníssimo saber que estão discutindo assuntos são tão relevantes no colégio.

bjão

Gui disse...

Bem interessante isso. Minando o preconceito pelas suas bases, adorei.

Beijão

D.a.v.i.d disse...

A pergunta foi mal formulada... A transexual é o individuo(a) que sente ter nascido no corpo errado, para sua adequação ela(e) faz a cirurgia de redesignação sexual, mas isso tem a ver com disforia de gênero...

Caju disse...

Passei pela universidade sem ao menos tocar nessas discussões. Antropologia não é obrigatória para o curso de Jornalismo daqui (o que eu acho um absurdo) e não consegui cursá-la como optativa. É a única coisa da faculdade que deixou a desejar.

Com relação ao seu post, acho que essa seria mais uma tarefa para professores que são gays, principalmente aqueles que atuam em áreas que dariam oportunidade para a discussão, já que o sistema ainda não está tão avançado...