terça-feira, 12 de agosto de 2008

Sobre o Peso da vida

Todos nós temos que ser responsáveis não só pela parte da vida que escolhemos para nós, mas também pelas conseqüências da outra parte, aquela que se faz quando o acaso, o impensável, o não-planejado acontece.
Com 17 anos eu fiz uma escolha que pensava ser toda a minha vida. Aos 27, mudei totalmente, re-invenção total para ser mais feliz, mais leve, muito mais eu mesmo. E sou.
Agora qualquer gesto de liberdade acarreta o ônus da responsabilidade. E tenho me descoberto forte e corajoso o suficiente para ele. Mas, não hoje. Tenho medo.
Diante dos desacertos que não dependem de mim, do que se espera e não acontece, da semente plantada que não vinga. Sim, tudo isto hoje. A reação: Força. Depois dos baques, repensar, refazer, continuar no ânimo necessário. Só agora, na pausa do cansaço, dou-me conta do estremecimento interior que me percorre.
É ruim pensar que a sua vida, em muitos aspectos, depende de uma única chance e que talvez esta seja mais difícil de alcançar do que se imaginava a princípio. Mas o que fazer senão continuar?
Invento, então palco, luz, o close. Relembro os bons motivos. Faço projeções futuras de rir de tudo isto, que então, será passado. Não para escapar, me iludir, fugindo à tensão do hoje. Mas para usá-la, contra a sua insistência, como uma propulsão para agarrar o que ora, apesar de parecer mais difícil, continua sendo, entretanto, a meta.

2 comentários:

Anônimo disse...

E o que é viver senão uma grande invenção?
E vamos indo, vivendo.
;-)

Cheguei aqui e blog em blog e adorei tudo.
Bjos

Anônimo disse...

Os riscos e as renúncias. Benditos sejam!

Delicioso mesmo é perceber que as únicas chances nunca são únicas e que as escolhas para toda a vida são periodicamente redimensionadas.

Ser um a cada dia e todos em um dia só!