quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quantos anos você tem?

É mentira que se tem o número exato de anos desde que brotamos nesta terra. Temos os anos que foram conquistados por nós, feitos nossos, sobre o qual agimos construindo, edificando, plantando a nós mesmos. Projetando-nos em sonhos, vontades e trabalho. Esses anos nós os temos. Os outros são anos que passaram, nos quais reagimos, mais ou menos, bem ou mal, às provocações todas que venceram nossa inércia. Só aquilo que fizemos em nós e a partir de nós é nosso.
É mentira dizer que tenho os meus 30 anos (efetivamente quase 31). Mais há algo aqui, no interior de tudo o que sou que é meu, que já é meu e que cresce, se expande, entre clarões e tempestades, medos ancestrais e robustez inegável ... algo que sou eu mesmo. Não faz muito tempo, não há muito ainda, mas sim, eu estou em mim, posto, presente, sólido e disso, apesar de tudo, não há como duvidar

2 comentários:

Anônimo disse...

Curioso é perceber que nossa idade muda dia após dia. E não respeita qualquer sistema cronológico.

Um dia temos 30, no dia seguinte voltamos aos 13, em poucos minutos vamos aos 60.

Irônico é perceber que temos a idade dos nossos sonhos.

Ollie disse...

First of all:

Eu comentei aqui ontem. Or better... I was almost sending quando fiz alguma caca e o comment todo se perdeu. Era tarde e eu ainda estava aqui, onde estou agora, na minha mesa do escritório. Me emputeci, desisti.

Mas havia me dado conta de algo sad, but true: eu não estarei aqui no seu aniversário. Eu não estarei no Rio. Oh, mas que puxa... como estarei assim, tão longe, no dia do seu aniversário!?! É uma coisa que eu tenho, isso de estar sempre longe de alguém especial em momentos importantes.
Bof. E buá também.

Afora isso, sobre a idade, vem o comentário, em si.

Eu tenho três idades distintas: aquela que consta de todos os meus documentos oficiais, me tornando uma pré-balzaquia-estágio-2; aquela que gira entre os 40 e os 60, com maior ou menos intensidade conforme o nível de imaturidade e futilidade dos que me rodeiam, me dando ares de "em que mundo vocês vivem, guys?", embora ainda seja uma young lady; e os sempre imutáveis 15 anos, que visto quando o coração acelera, a perna treme, o olho brilha e eu, como uma teenager, saio correndo - por vezes, literalmente - com medo do amor.