Em meio à uma fase bem chatinha, na qual nada parece estar na coordenada exata em que se quer as coisas: afetos, grana, vida em geral, é preciso ruminar a todo instante o mantra do que já se tem, do que se conquistou, aquilo que te dá prazer.
Fora isto, pelo menos no meu caso, são sempre muito bem-vindo os doces drops do cotidiano. Pequenos links com o “agora-já” para que a vida não se perca em projeções, planos futuros, até que um dia, de tão catapultado pela utopia para estar sempre além de onde se finca os pés de verdade, descubra-se que, no fundo, se desperdiçou toda uma vida real em nome de uma sonhada e inexistente.
O declinar do dia com a sua incrível luminosidade; uma boa e oportuna música; café!, Correr, respiração, suor e atenção voltados para cada metro vencido; um bom chopp com amigos e alegria de estar vivo... Tudo isto me dizem “Hoje”; o que muitas vezes me soa como uma palavra mágica, uma espécie de senha secreta e fundamental neste momento.
5 comentários:
"fase chatinha...nada parece estar na coordenada exata em que se quer as coisas"
exatamente isso!boa semana pra vc
beijos
E quando o meu hoje encontra o teu hoje, tudo fica muito mais leve.
amore
pq eu senti uma pontinha de insatisfação...
Acho que podemos dar as mãos.
Esse texto poderia ter sido escrito por mim.
;-)
Bjo
(é que nesse caso foi morte-morte mesmo, amore, e hoje faz um ano. beijo.)
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