domingo, 24 de agosto de 2008

O que se tem à mão

Em meio à uma fase bem chatinha, na qual nada parece estar na coordenada exata em que se quer as coisas: afetos, grana, vida em geral, é preciso ruminar a todo instante o mantra do que já se tem, do que se conquistou, aquilo que te dá prazer.
Fora isto, pelo menos no meu caso, são sempre muito bem-vindo os doces drops do cotidiano. Pequenos links com o “agora-já” para que a vida não se perca em projeções, planos futuros, até que um dia, de tão catapultado pela utopia para estar sempre além de onde se finca os pés de verdade, descubra-se que, no fundo, se desperdiçou toda uma vida real em nome de uma sonhada e inexistente.
O declinar do dia com a sua incrível luminosidade; uma boa e oportuna música; café!, Correr, respiração, suor e atenção voltados para cada metro vencido; um bom chopp com amigos e alegria de estar vivo... Tudo isto me dizem “Hoje”; o que muitas vezes me soa como uma palavra mágica, uma espécie de senha secreta e fundamental neste momento.

5 comentários:

Beta disse...

"fase chatinha...nada parece estar na coordenada exata em que se quer as coisas"

exatamente isso!boa semana pra vc
beijos

Anônimo disse...

E quando o meu hoje encontra o teu hoje, tudo fica muito mais leve.

Goiano disse...

amore
pq eu senti uma pontinha de insatisfação...

Anônimo disse...

Acho que podemos dar as mãos.
Esse texto poderia ter sido escrito por mim.
;-)
Bjo

Ollie disse...

(é que nesse caso foi morte-morte mesmo, amore, e hoje faz um ano. beijo.)