domingo, 17 de agosto de 2008

O Guia Mágico de Labirintos

Há becos para os quais parece não haver saída. Nenhuma placa, branca e vermelha, uma não-seta que, não existindo, não aponta para lugar algum.
Caminhos, corredores, desvios à esquerda e à direita, aqui e acolá... então, novos corredores e outros becos, sem saída.
Às vezes parece que há um caminho novo, uma espécie de inauguração, mas se percebe em outras roupagens, os mesmos tortuosos caminhos percorridos. E o complexo de muros é tão amplo e intrincado que se pode passar o tempo todo achando que se tem de fato uma via nova, algo não trilhado, quando o que ocorre é a mesma repetição de passos na estrada. Porque quando a maneira de trilhar é sempre a mesma, nunca há uma via régia, uma estrada nova.
A verdade é que não há saída, em nenhum LOCAL.
É preciso construir uma. Ouvir um estrondo interior de velhos hábitos que explodem, compreensões sobre coisas que se dinamitam, mundos que se quebram e nesta demolição íntima de algo que se se é, já se foi e não se quer mais ser, faz-se a saída. Lá fora o sol brilha... às vezes, chove, mas não importa... because you got the power

5 comentários:

Bruno disse...

as vezes eu desisto de sair de lá, sento e leio um livro... Amanhã eu procuro essa saida de novo!

Anônimo disse...

Eu estou precisando achar a minha luz no fim do tunel, nem que seja para a luz de um dia de chuva, hehehe
Vc colocou tão bem em palavras o que ando pensando ultimamente.
Grande abraço, amigo

Bruno disse...

Ah! Atualiza!

Ollie disse...

Por muitas vezes eu achei que tinha chegado naquele ponto do labirinto que não ia mais pra frente nem pra trás. Numa delas, pelo menos, eu senti a desesperadora sensação de que viver não era a melhor opção, mas que morrer tampouco era a melhor opção, e tudo o que eu queria era "desnascer".
Mas, de algum modo, abria-se uma parede do labirinto, e eu saía para outra aléa, às vezes muito mais ampla, às vezes muito estreita, mas sempre de modo a caminhar mais um pouco.
E vamoquevamo!

Anônimo disse...

Não se dá pra chamar de vida, uma existência sem caminhos tortuosos.

Seria algo mais próximo de uma "não-vida".

Os dias de chuva não duram para sempre.