sexta-feira, 2 de julho de 2010

Adooro! – Séries

Iniciando mais uma (existe já alguma?) coluna no blog. A “Adooro!” vai falar sobre tudo o que eu.. hãn.. adoro no mundo do entretenimento, da cultura, da arte e é uma chance de eu dar uma de crítico no único espaço em que alguém (talvez) me leia nesta função: o meu próprio blog.

Começaremos com a melhor série de todos os tempos: Sixt Feet Under (No Brasil: A Sete Palmos). Resumo da Wikpédia: “Na série, criada por Alan Ball, Peter Krause é "Nathaniel ("Nate") Fisher Jr.", filho do dono de uma funerária que relutantemente se torna sócio do negócio da família com o seu irmão "David", estrelado por Michael C. Hall – agora em “Dexter”. A família "Fisher" também inclui a mãe "Ruth" (Frances Conroy) e a irmã "Claire" (Lauren Ambrose). Incluem-se em torno da família o assistente da funerária, o amigo "Federico Diaz" (Freddy Rodriguez), a namorada e eventual esposa de "Nate" chamada "Brenda Chenowith" (Rachel Griffiths – Agora em “Brothers and sisters”), e o namorado (e eventual marido) de "David", o polícial "Keith Charles" (Mathew St. Patrick). Toda a trama se desenvolve em torno do mundo da Fisher & Sons Funeral Home, uma fictícia empresa funerária nos dias atuais em Los Angeles, Califórnia”.

A série traz constantemente a questão da finitude humana e o quanto o se deparar com a morte modifica a maneira como vivemos, os laços que construímos. Pode-se dizer que o que os personagens tem em comum é um desamparo diante da vida, já que esta não tem sentido em si mesmo é preciso inventar algum ou simplesmente fugir desta tarefa, prendendo-se ao imediato.

O sem sentido da vida se evidencia na maneira banal como a morte acontece. Cada episódio começa com uma pequena história de como morreu a pessoa que terá seu funeral preparado pelos irmãos Fisher. A série é permeada por um humor ácido, mas não é seca ou mórbida, como poderia parecer à primeira vista. A identificação com os personagens se dá porque vamos percebendo que, eles e nós, estamos todos no mesmo barco: procurando viver o que realmente vale a pena, encontrar o melhor da existência mesmo em meio aos imprevistos, distrações e burradas, nossas e dos outros em relação a nós.

Os personagens são, em sua maioria, multifacetados e a relação entre eles muda muito ao longo das temporadas. É interessante acompanhar David e seus conflitos em relação à homossexualidade, a relação conturbada e abissal de Nate e Brenda e os trancos e barrancos que Claire enfrenta e provoca na difícil passagem para a vida adulta. O trabalho de Frances Conroy como Ruth é fenomenal. Uma mulher anulada pela vida familiar que, depois da morte do marido, tem de se redescobrir, se reiventar e faz isto em tãos variados estados de espírito, que vão da placidez à histeria, que é impossível não se apaixonar por Ruth.

Os últimos episódios, que não serão contados obviamente, são ousados e a seqüência final é belíssima. Apesar de tudo, a vida segue e se a gente não pode garantir que ela seja sempre como a gente projeta, nós podemos aprender a ficar com o melhor do que nos é oferecido. Fica a dica!

9 comentários:

Lobo disse...

Rafa!

Adorei Six Feet Under, pelo menos até onde eu assisti, o décimo da quarta temporada. Preciso muito terminar de assistir.

Um beijo!

Cris Medeiros disse...

Adoro séries tb! Eu sigo algumas, e recentemente descobri uma que já tá na quinta temporada, Criminal Mind, que é a minha cara...

Obrigada pela visita!

Beijocas

Wans disse...

Já tô amando o o Adoro!!!!!!

Six Feet Under tá no topo de tudo. Todas as temporadas são geniais e Allan Ball é deus! Em SFU temos os diálogos mais dilacerantes já feitos em séries de tv. E o final é tb o melhor que já existiu. Sia termina de forma brilhante as passagens da vida.

bjaço, Rafa. Acertaste em cheio.

Mauri Boffil disse...

Kai é viciado em 6 feet under... nunca vi.

Visão disse...

Eu volto e vc me faz isso, sr. Rafa?! Enche-me de informações deliciosas, fazendo-me querer assistir essa série.
Beijo grande!

Don Diego De La Vega disse...

Pô, eu tenho a coleção completa aqui de SFU e não passei do segundo episódio da primeira temporada, pq as séries novas q saíram iam atropelando, atropelando e eu acabei deixando pra lá.

Olha q linda a caixa completa aqui:
http://www.amazon.com/Six-Feet-Under-Complete-Gift/dp/B000HEVZBW/ref=sr_1_2?ie=UTF8&s=dvd&qid=1278170667&sr=1-2

Mas como adoro o Alan Ball de True Blood e Beleza Americana, tenho certeza q vou adorar SFU.

Uma crítica construtiva, agora, sobre o título do post: quando vc escreveu "séries", achei q nesse primeiro "Adoooro" vc iria dar um apanhado geral em TODAS as séries q vc assiste ou tem em casa.

Se o título fosse "Adooro: séríes - Six Feet Under" eu já esperaria como leitor só ler sobre SFU. Mas, do jeito em q está, fiquei ansioso pra ler mais sobre todas as séries q vc gosta e acabei só lendo sobre uma.

Apenas uma ideia. ;)

E eu sou completamente louco por seriados, vc lembra quando veio aqui em casa, não? Das 4 estantes de DVDs ?

David® disse...

nunca assisti a série pra valer..pegava pedaços nas madrugadas do SBT mas sempre me pareceu interessante.
Gostei mto de uma cena q vo onde a mãe deles ouvia "Woodstock" da Joni Mitchell numa velha fita cassete..pirei naquela cena.
Abração!

K. disse...

eu adorei a primeira temporada... mas, assim como dexter, só a primeira. depois da segunda, tudo parece meio remendado. indício do sistema de produção estadunidense, que sempre prepara tudo pra uma temporada só e, dependendo do resultado, estica.

Paulo Roberto Figueiredo Braccini - Bratz disse...

esta eu não assisti ... mas enfim ... amei as referências e fiquei super interessado ... vou vasculhar e ver se tem para baixar ...

bjux

;-)