terça-feira, 20 de março de 2012

A grande questão

Crescer é auto-aceitar-se. É libertação do que se deve ser, fazer, parecer, de como agir. È matar todas as instâncias “pai” e provar a doçura e o amargor de ser quem se é e/ou empreender a longa jornada noite adentro para se tornar quem se quer ser.
Nisso tudo tem algo de que, volta e meia, me ressinto.

Escolhas. Aquele primeiro substrato de quem se é, mais determinado por outros, pela época, por tantos contextos nos quais se vem a este mundo não passa por nós mesmos. As escolhas que se dão a partir disto, como uma “reação à”, ainda não são totalmente nossas. Chega uma hora, no entanto, que ou a gente veste o manto maltrapilho da mágoa que mal nos cobre e passamos a vida numa cantilena monótona a lamentar o que fizeram de nós, ou, assumimos que agora é conosco. E o que se faz, quem a gente se torna, passa a ser responsabilidade nossa.

Eu preciso tomar uma decisão. Não exatamente agora. Daqui a cerca de um ano, termino a graduação e tenho a chance de regulamentar esta minha estranha vida profissional. Eu sei bem o que quero fazer, o ideal a ser alcançado. O real, porém, me diz: Não agora. Há ainda, quase insuspeita, uma porta, à esquerda, no fim do corredor, pela qual posso, talvez, passar.

A grande questão é achar o ponto de equilíbrio, a justa medida entre a realização do meu desejo e as possibilidades reais do momento. Eu não tenho mais quinze anos, os sonhos tem a medida necessária da comida no prato; também não fui vencido ainda, atropelado pelo rolo compressor da vida para achar que só o pão de cada dia nos daí hoje.

O que eu queria era acreditar que o tempo sempre nos dá sabedoria e discernimento, mas não é verdade. A gente pode morrer velho e tão estúpido quanto sempre foi. Na minha vida profissional o tempo de responder demandas sempre urgentes, de recuperar o perdido está chegando ao fim. Eu só preciso agora saber que passo dar.

5 comentários:

Fred disse...

Quando o tempo chega, quando as escolhas se fazem urgentes e quando não sabemos qual das portas escolher tem algo que comigo funciona. Instinto. Fecha os olhos e "deixa isso tudo que tem aí dentro" te guiar... Confio nos teus passos, guri! Hehehehe!

Agora... me chamar assim - à queima roupa - de Frederico é covardia... quem vai lavar minha cueca melada agora, hein?????? Hahahahaha! Fotos pelado prontas pro envio... aguardo o e-mail, okay? Bjssssssssssss, queridÃO!!!!!

FOXX disse...

concordo plenamente com os dois primeiros parágrafos

| D! disse...

Huuum, Grandes decisões nos sondam a todo instante, talvez algumas mais exaltadas por nós.. Mais ambas passageiras e dignas de Retorno no caso de erros... Fica a dica...

Lobo disse...

Eu acho que seria bem mais fácil se existisse uma entidade cósmica que nos apontasse o caminho. Mas como não há, eu tenho o hábito de fechar os olhos e correr pra onde o meu coração me manda. E sem olhar pra trás, senão choro sangue de tanto arrependimento por ter deixado mil outras escolhas pra trás XD.

Beijo Rafa!

::::FER:::: disse...

Eu tive duas cachorrinhas que morreram, e nunca mais quis, de cachorro grande tenho muito medo. de gato tenho nojo, não curto. abraços do FER