sábado, 16 de maio de 2009

Reminiscências... amorosas (?)


O estudante de arquitetura (parte I)

- Ah, vamos lá Tanta Coisa, só um pouquinho!
- Ta doido, Fulano. Morro de medo dessas coisas.
E era verdade. Além do Aterro do Flamengo ser um local perigoso à noite, meu amigo já tinha quase ido parar na delegacia por causa do tipo de atividade que se faz naquele local àquela hora: pegação.
- A gente dá só uma voltinha. Fica de longe pra ver o povo fervendo.
Enfim, mais algumas cervejas e lá fomos nós fazer copper no Aterro, às 2h da manhã. No local onde estacionamos o carro, havia vários outros parados. Alguns caras permaneciam de pé junto aos seus veículos. Há alguma distância de nós, dava para adivinhar alguém abaixado fazendo um apressado boquete num senhor. Coitado, o que é o desespero. Em respeito à memória de vovô, desviei rápido o olhar.
É lógico que eu sabia que o dar uma olhadinha era só o começo para meu amigo. Ele logo foi em direção às árvores, o canto mais escuro do lugar, onde tudo acontecia. Eu fiquei junto ao carro, numa parte mais iluminada. O Aterro beira a Baía de Guanabara, e à minha frente estava o Pão-de-açúcar, a vista mais linda do Rio. Um ventinho frio soprava e eu entre absorto com a paisagem e preocupado com assaltantes e policiais, esperava meu amigo. Foi quando um outro carro chegou, e fez o boqueteiro sair correndo pras árvores, iluminado pelos faróis do carro que estacionara. Na verdade, pelo que pude ver, era o vovô o caridoso da história. Do carro saíram quatro caras, dos quais apenas um não foi para a região mais escura. Ele era bem interessante e eu o olhava de um jeito que esperava que ele entendesse que eu não estava a fim de chupar seu pau no meio da rua, em pleno bairro de Botafogo. Ele se apresentou, conversamos um pouco e logo depois meu amigo voltou. Nos beijamos, e antes que meu amigo manobrasse para sair do Aterro, ele se debruçou sobre o carro e me disse: “- Jamais imaginei que encontraria alguém como você num lugar assim”. Trocamos telefones. A última coisa que meu amigo disse antes de começar a contar o que viu, ouviu e fez, foi: “Sabe quando vocês vão se ver de novo? Nunca”.
CONTINUA...

7 comentários:

Gato de Cheshire disse...

Nunca é muito tempo... Não é o primeiro nem o último caso de alguém improvável num lugar improvável... Eu mesmo já passei por situação similar, o porém é que se seu amigo falasse isso pra mim... Ele estaria certo... rsss
Mas a verdade é que a situação foi similar, e não igual e as circunstâncias eram bem outras... Enfim.. Se rolar conta pra noisi, hein....

S.A.M disse...

Cedo demais pra dar esse diagnostico e um pouco de preconceito tambem.


A possibilidade dele retornar ou não é a mesma de um cara que vc encontrasse na rua ou na balada.

Quem sabe não é?

:)

Mauri Boffil disse...

adooooroooooo
tenho altas historias no banheiro do aeroporto com o amante casado...

Daniel disse...

sim, eu sou do rio, mas não sei porque dois terços dos meus leitores são de SP. consequentemente, eu leio muitos blogs paulistas.

Anônimo disse...

ódio de vc!
Tô doido pra saber o próximo capítulo, hehehe
See you

Gay Alpha disse...

Então continua logo, porra!!!!!! Hahahahahaha!!!!!! Adoro novelinha!!!!!!! Hugzzzzzão!!!!

Jan disse...

Concordo com os meninos, continua logo essa novelinha...
Bjs