quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Ajuda dos universitários

Faz quase dois meses...
Não, não há uma data comemorativa e, talvez, isso simbolize toda a situação.
Quando se está namorando? Quais são as inúmeras possibilidades intermediárias entre uma boa trepada e um “I Love you, baby”?
Não que o rótulo me importe, mas você pode considerar namoro se o cara some e você fica quase um final de semana inteiro sozinho?
Eu não estou apaixonado, mas gosto da companhia dele. Especialmente de deitar minha cabeça em seu peito forte e brincar com seus pêlos enquanto ele passa, distraído, a mão pelos cachos do meu cabelo.
A economia constante de palavras e a sua vida tão “casa-trabalho” me incomodam um pouco, mas eu ando tão sem tempo, sem grana e sem saco que já não sou mais aquele que me atirava por aí com sofreguidão.
Ele é o cara real que está neste momento possível da minha vida.
Mas será que isto é suficiente?
E tudo isto me irrita ainda mais quando eu penso que há uma espécie de síndrome crônica de solteirice em mim. Não me é um movimento natural e tranqüilo estar com alguém, apesar de reconhecer e gostar dos encantos e chamegos de uma boa companhia.
E é tudo mais esquisito porque meus amigos mais próximos tem a doença contrária: São uns casadoiros!
Será que o mundo está cheio de caras apaixonantes e só eu que não vejo? Ou solteirice prolongada (não por falta de opção – a não ser aquelas que te parecem verdadeiramente interessantes) é normal?

5 comentários:

Fernando disse...

O único mal da solteirice aguçada é a dificuldade de aceitá-la de volta quando não dá certo quando acabamos encontrando alguém apaixonante. Entende?
Mas depois é questão de costume.

FOXX disse...

"e você fica quase um final de semana inteiro sozinho?"


sério q vc tá reclamando disso?

Anônimo disse...

Síndrome de solteirisse? Tendência suicida a procurar princípes encantados?

Por que isso me é tão familiar?

Anônimo disse...

Ai, esse assunto é tão complexo.
No meu caso, por exemplo, eu já tava namorando quando me dei conta, hehehe
E tô muito feliz!

La Fleur disse...

Sabe que eu tenho percebido em mim essa tendência a ficar sozinha? Talvez fruto de 4 anos de um relacionamento em que eu era totalmente independente e livre daquelas coisas chatas do namoro: eventuais defeitos do outro, eventuais chatices da família do outro, aniversário de sogra, sobrinho, dar apoio quando algo dá errado... Acho que isso me faz pensar duas vezes em dividir minha vida com alguém. Se não gostar MUITO, se não amar mesmo, de se rasgar, não vale o esforço.
E não, o mundo não está cheio de pessoas apaixonantes mesmo.
Daí eu me vejo daqui a uns anos como a amiga bem-sucedida, super cool e solteira, madrinha de todos os casamentos, mas solteira. :)

Ou talvez seja só uma fase. Da última fase dessas veio um longe período taken...