quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A rebordosa e os monstrinhos


A prova de francês ontem deve ter tido um teor alcoólico fortíssimo. Assim como um bom porre de qualquer substância suja nas noites da Lapa, só senti a rebordosa no dia seguinte. Acordei desanimado, triste, sem energia para nada. E se já se está à beira do precipício emocional o que custa dar um passo a mais? Verifiquei meu saldo bancário... aiai.
Montado o cenário, eles começam a aparecer, rastejantes, esgueirando-se sabe-se lá de que profundezas escuras. Apresentam-se tão suaves que chego apensar que eles, são simplesmente, eu. Os monstrinhos irritantes com suas bigornas enormes que martelam em lugares dentro de mim o seu mantra axé-funk: “As coisas não dão certo mesmo... oh vida, óh azar, porque comigo!”. Ao som ouve-se um fundo musical de fossa, como se uma mulher, maquiagem borrada, batom vermelho-vulgar, ajeitasse a flor que lhe cai dos cabelos. Sentada ao balcão de um bar vazio e ainda assim enevoado pelos cigarros fumados há pouco, ela pede mais um uísque caubói ao bartender que mantém o mesmo ar enfadonho de todas as noites. São 3:30h da manhã.
Mas eis que de súbito, no nevoeiro denso repleto de monstrinhos, mulheres com batom vermelho-vulgar e saldos bancários próximos do zero, rasga-se uma fresta de luz. E eu me concentro ali, esperando, ansioso pelo sol, pela claridade. Algo que não apenas está em mim, mas que sou eu mesmo, me diz: tá, e agora? Quais são as possibilidades? O que pode ser feito?
E assim, de uma hora para outra, o Super-me vence os monstrinhos.

4 comentários:

Fernando disse...

Tenho estado numa eterna espera pelo despertar do meu "Super-me". De verdade? Estou cheio de monstrinhos internos para vencer. Pensando bem, alguns vários externos também. Lutar sozinho às vezes cansa.

Valeu pela visita no Fale com Ele. Te linkei também, e tô lendo TUDO aqui. Muito bom.

Mabe disse...

Valeu pela visita.
Tb add seu blog aos favoritos meus.
Beijos

Venenoso disse...

gentemmm!

Eu tenho esse Blobs da foto! hehehe

Querido, nessas horas, eu penso na Madonna e força na peruca!

bjos

Flor disse...

Vai ver a mulher era eu, depois das 6 caipirinhas tomadas numa festa da empresa. A diferença é que não cai flor dos cabelos como eu sou capaz de descer uma rampa de estacionamento num salto 15 sem sequer tropeçar.
Até meu pileque tem classe. ;)