Tenho repensado se meu lugar é mesmo a Filosofia. Acho que, quando a escolhi, junto com um pacote imenso de outras decisões que se desvaneceram ao longo do tempo, eu era outra pessoa.
Esta semana tive a exata impressão que o que me deslumbrou na Filosofia é a imensa capacidade de teorização sobre as coisas, no que eu sou muito bom. Na verdade, teorizar, a imensa atividade mental de que sou capaz, foi durante muito tempo, a minha “saída pela direita”. Diante do mundo dos afetos estranhos, das realidades que exigiam a minha presença integral, do todo da vida da qual eu não estava seguro de poder suportar, a minha mente foi sempre a solução. Teorizar, desmontar, achar soluções simples e abstratas me mantinha calmo.
Hoje não. Há em mim o desejo e a coragem de me lançar ao caudaloso e vasto rio da existência. Por isto tenho pensado se a filosofia continua de fato sendo o que eu quero. Sei que o meu lugar é na universidade, no magistério. Reconheço que tenho uma grande colaboração a dar principalmente na reflexão entre religião e diversidade sexual. Aí, nos grupos de estudo sobre o tema dos quais participo, me sinto, vivo, inteiro, pleno. Eu não tenho mais medo, da vida, da realidade, de mim mesmo. E isto começa a gerar uma profunda inquietude profissional.
Tenho que pensar se, como e quando começar a mudança.
Mas uma coisa me dá alegria: já fiz maiores, por amor a mim, por respeito à vida que é única e passa rápido.
2 comentários:
ahan ... naum entendi nada !
te juro que esses texto de palavras dificies me complican todinhu !
mas se for oq eu to pensando essas duvidas acontecem comigo tbm !
e as conclusoes tbm (..)
bjo
Ah, todo mundo tem essas dúvidas.
Eu, por exemplo, no sétimo período da faculdade, pensei seriamente em trancar, rs...
Mas decidi terminar a facul só pra ter o diploma, hahaha
Bjão e bom fds.
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