Sim, acho que descobri. No fundo, a minha insatisfação e tristeza vêm do fato de eu não estar dando a devida atenção ao meu desejo. Tenho olhado muito para o que preciso, para o que é necessário, para o mais útil. Mas nem sempre isto corresponde ao que você é e ao seu genuíno desejo.
É preciso que eu me freqüente mais, habite a mim mesmo, esteja con-centrado em mim. Tenho uma facilidade enorme em me dispersar, uma aptidão para fantasias, bailes luxuosos de carnaval fora de época, com confetes e serpentinas para alegrar a vida e colori-la nem que seja pelo breve instante de tê-las ao ar.
Cansei do mecanismo louco de me atirar sobre tudo com sede e ânsia, para, logo depois, eleger um alvo ainda melhor, ainda mais gratificante sobre o qual me lançar.
Despir-me, tirar a maquiagem, mesmo a corretiva; ir ao espelho, com minhas imperfeições e marcas. Mas também com o fulgor dos meus olhos que sei que há e contemplar a vida que é minha, que sou eu. Só eu e nada mais.
Estar em mim de tal forma que a minha palavra não seja entonada, os meus gestos sejam só os “meus” e em tudo que de mim brotar, eu possa reconhecer-me ali: nas pessoas que amo, no trabalho que exerço, no rumo que dou a cada um dos meus dias.
4 comentários:
Auto-conhecimento é tão bom, né?
hehehehe
Bjos e boa sorte no processo.
www.confissoesaesmo.wordpress.com
Minha insatisfação e tristeza também vêm do fato de fazer tudo aquilo "que se tem de fazer", e nada, nada daquilo que faz com que eu seja eu.
Mas deixa isso pra lá.
Adoro monocelhas!
Pois bem... Habite-se. Nós ainda somos a nossa melhor casa!
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