Eu nunca disse: “eu te amo”. É sério. Quer dizer, disse para inúmeros queridos amigos e familiares, mas nunca para alguém com quem eu estivesse namorando. Sempre tive medo do comprometimento que as palavras carregam. Um “eu te amo” é o convite a que o outro se lance sem medo e descanse solidamente o seu afeto em você.
Não disse e ainda não direi. Mas a verdade é que algo está acontecendo. Há meses, entre idas e vindas, desistências e reencantamentos, um cara não me sai da cabeça, e do coração?
E isto pode parecer habitual, comum, a maneira mesmo das coisas ditas afetivas serem, mas não para mim. Eu descolo fácil. Ultrapasso desejos e quebro vontades como quem sai e fecha a porta atrás de si. Da mesma forma que me lanço-para; saio, quase ileso, do que já acabou, ou do que simplesmente não há como ser.
No entanto, agora, giro entorno a esse cara, como num campo magnético, ora mais próximo, outras vezes tão distante que pareço nem mais orbitá-lo, mas basta conhecer alguém para perceber o quão central é esta referência.
Seria isto paixão? Quando alguém parece te deixar tão à vontade que você mesmo descobre coisas novas a seu próprio respeito, isto há de ser levado em consideração.
Entre desistências e decisão, a presença querida e ausências inexplicáveis, eu me calo. Porque a maneira como tudo isto me mobiliza me desconcerta e assusta. Mas a verdade é que me faz sentir mais vivo e pressinto até, rodopiando à minha volta, uma daquelas histórias de amor que tornam o mundo e à vida definitivamente mais belos e se inscrevem ocultas, para todo o sempre, no centro do universo, se vividas com generosidade. Terei eu essa entrega?
Quando tudo é tão simples e abissal, como quebrar o silêncio do destino? Não quero mais confiar a ele esta história, quero torná-la minha. Apossar-me dela, possuí-la lançar-me sobre, para o bem e o mal, às custas dos arranhões e da terra batida sobre as vestes. Agarrá-la pela palavra. É isso, preciso de uma palavra.
Seria “amor”?
Não disse e ainda não direi. Mas a verdade é que algo está acontecendo. Há meses, entre idas e vindas, desistências e reencantamentos, um cara não me sai da cabeça, e do coração?
E isto pode parecer habitual, comum, a maneira mesmo das coisas ditas afetivas serem, mas não para mim. Eu descolo fácil. Ultrapasso desejos e quebro vontades como quem sai e fecha a porta atrás de si. Da mesma forma que me lanço-para; saio, quase ileso, do que já acabou, ou do que simplesmente não há como ser.
No entanto, agora, giro entorno a esse cara, como num campo magnético, ora mais próximo, outras vezes tão distante que pareço nem mais orbitá-lo, mas basta conhecer alguém para perceber o quão central é esta referência.
Seria isto paixão? Quando alguém parece te deixar tão à vontade que você mesmo descobre coisas novas a seu próprio respeito, isto há de ser levado em consideração.
Entre desistências e decisão, a presença querida e ausências inexplicáveis, eu me calo. Porque a maneira como tudo isto me mobiliza me desconcerta e assusta. Mas a verdade é que me faz sentir mais vivo e pressinto até, rodopiando à minha volta, uma daquelas histórias de amor que tornam o mundo e à vida definitivamente mais belos e se inscrevem ocultas, para todo o sempre, no centro do universo, se vividas com generosidade. Terei eu essa entrega?
Quando tudo é tão simples e abissal, como quebrar o silêncio do destino? Não quero mais confiar a ele esta história, quero torná-la minha. Apossar-me dela, possuí-la lançar-me sobre, para o bem e o mal, às custas dos arranhões e da terra batida sobre as vestes. Agarrá-la pela palavra. É isso, preciso de uma palavra.
Seria “amor”?
4 comentários:
Lembrei de uma música do Kid Abelha chamada Deve Ser Amor.
hehehe
"Não fosse amor, não haveria planos
Como uma onda quebraria cedo
Fosse um momento, não faria estragos
Eu não estaria no chão, não, não
Não fosse amor, não causaria medo
Feito um brinquedo cansaria logo
Fosse ilusão não traria tanta saudade
E eu não choraria no chão, então
Deve ser amor, deve ser, então
Deve ser amor, deve ser, amor.
Não fosse amor, não duraria tanto
A chama de um Banho-Maria brando
Fosse passado não passaria corrente
E eu não chamaria de amor, eu não
Deve ser amor, deve ser, então
Deve ser amor, deve ser, amor..."
Bjão
Eu sempre digo.
Dai percebi que tinha que ter mais cuidado com essas coisas.
Hj eu digo quando tenho certeza.
Não me importo se a pessoa não diz. Sei que fiz minha parte
Entre desistências e decisão, a presença querida e ausências inexplicáveis, eu me calo. Porque a maneira como tudo isto me mobiliza me desconcerta e assusta.
E quem está do outro lado, normalmente, desespera por um movimento.
Nunca disse que ama??? Mas como??? É TÃO bom!
Postar um comentário