31. Hoje. E é estranho pensar como ser o centro das atenções me encabula um pouco. È aquela minha velha história de estar sempre disponível para os outros, adorar fazer um agrado, um carinho, um presente, mas me sentir esquisito quando sou eu a recebê-los.
É bem verdade que já foi muito mais. No fundo, deve ser um ranço qualquer de uma auto-estima sofrida, restos e raspas de sensações e experiências que ficaram dependuradas por aqui, em mim, em algum lugar.
Para o chopp-celebração de hoje convidei todos aqueles que fazem parte de mim, fizeram ou quase isso. Indiscriminadamente, sem o medo ancestral que me acompanha há séculos de aniversários: Será que vai alguém? Não importa. Lembrar de todos é o que me diz que a vida, está aí, sempre às portas, nova, pungente e é preciso de fato agarrá-la, desejá-la como se quer o bem-amado. É preciso gostar da vida, ser generoso com ela.
E isto eu venho aprendendo, ah se venho...
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