Eu tinha a mais plácida certeza que mudei muito. As fotos antigas me mostram um garoto que se encontrou aí pela vida, de algumas das muitas formas nas quais é possível fazê-lo, mesmo em meio aos tropeções e trapalhadas do caminho e é claro, continua perdido de outras tantas formas, ainda que diferentes daquelas de antes.
Achei que este itinerário longo, conflituoso, mas também libertador, estivesse impresso na forma do meu maxilar, no contorno dos músculos, na distância entre meus olhos. De tal maneira que entre aquele garoto perdido e eu, restava apenas uma memória social, uma identidade exterior que me assegurava sermos, eu e ele, de fato, um só.
Ontem, porém, numa das avenidas mais insuportavelmente cheias de pedestres, na hora do almoço, me chamam. E o rosto me traz 20 anos num instante. Aquele papinho rápido de como está, o que faz, quem sabe um chope; e a pergunta pula: Como você me reconheceu? Acho que nem eu me reconheceria...
Ela achou graça e me disse que continuo o mesmo, sem óculos, de barba, mas o mesmo.
Eu olhei em seus olhos e sorri.
Ao retomar meu caminho, uma espécie de alegria estranha: a vida passando.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Retrô
Relendo o blog me assusto: como se pode mudar tanto e não mudar nada. Há textos que ainda sou, outros uma encarnação qualquer que se desfez pelos dias, meses, anos até o "hoje". E há aqueles, meus ou não, que são palavra de salvação. Amén.
“E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia."["Os sobreviventes" in Morangos mofados]
"E para que não doesse demais quando não era capaz de, apenas esperando, evitar o insuportável, fazia a si próprio perguntas como: se a vida é um circo, serei eu o palhaço?"
"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra." (Cartas)
“E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia."["Os sobreviventes" in Morangos mofados]
"E para que não doesse demais quando não era capaz de, apenas esperando, evitar o insuportável, fazia a si próprio perguntas como: se a vida é um circo, serei eu o palhaço?"
"Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra." (Cartas)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Gênesis
Combinamos então que é agora?
Pronto. O dia um, a hora primeira e boa parte deste peso aqui no peito fica na pré-história, no caos primordial sem registro, nem memória. Decidimos que tudo está fresco, tinindo de novo, o mundo estreia e nós com ele.
O cansaço não existe porque ainda não é possível. Ele é o fruto de longos itinerários e nós aqui no primeiro passo, agora o segundo.
Arrependimentos, dúvidas, traços da nossa história agregados à pele, marcados em carne-viva por aí, sumiram.
Novo, o mundo te espera, se estreia tudo diante dos olhos maravilhados da primeira vez e a brisa da tarde se inaugura constante em seus cabelos.
"Bereshit" proclama a vida em seu frescor crepitante e nada é ainda amargo, velho nem triste. No horizonte infinito de possibilidades, "inventar-se" é a palavra, nesse nosso faz-de-conta tão sério.
Pronto. O dia um, a hora primeira e boa parte deste peso aqui no peito fica na pré-história, no caos primordial sem registro, nem memória. Decidimos que tudo está fresco, tinindo de novo, o mundo estreia e nós com ele.
O cansaço não existe porque ainda não é possível. Ele é o fruto de longos itinerários e nós aqui no primeiro passo, agora o segundo.
Arrependimentos, dúvidas, traços da nossa história agregados à pele, marcados em carne-viva por aí, sumiram.
Novo, o mundo te espera, se estreia tudo diante dos olhos maravilhados da primeira vez e a brisa da tarde se inaugura constante em seus cabelos.
"Bereshit" proclama a vida em seu frescor crepitante e nada é ainda amargo, velho nem triste. No horizonte infinito de possibilidades, "inventar-se" é a palavra, nesse nosso faz-de-conta tão sério.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
O que está por trás (ui!) do Império Homossexual?
Os ataques dos políticos contrários ao PLC 122 são perigosos e risíveis. Fico me perguntando se alguém, de fato, concorda que há orquestrado um plano para a criação de um Império homossexual no Brasil. E para além do desgosto com estes tais políticos, na minha humilde posição de quase-sociólogo e gay, tento entender a lógica simbólica que sustenta tais devaneios.
A polêmica em torno da homossexualidade, todos os ódios e mobilizações que suscita me instiga; por que alguém se dá ao trabalho de agredir pessoas que nada tem a ver consigo em plena rua, por estarem de mãos dadas com outra? Pegar um carro, uma arma e no meio de uma madrugada escura e fria atirar numa travesti que nem se conhece, perdida num local ermo de uma rodovia brutal em qualquer saída de grande cidade do país?
Apesar de ridícula, a expressão usada pelo senador em questão nos dá uma pista. "Império" é um símbolo de poder; que para além da dimensão política pertence, ainda hoje, ao homem branco, de classe média, heterossexual. O poder simbólico de um mundo construído para ele, o poder de acessar como naturais e simplesmente dadas, todas as lógicas que governam as relações, todos os mecanismos que localizam um ser humano na cultura, na história, na sociedade. É para conservar o homem branco heterossexual de classe média no topo dos tipos sociais que existe a homofobia, o racismo e o machismo. Já chega o que se perdeu com a liberação feminina e a nova consciência negra. Além disto agora, não se poderá mais afirmar o privilégio da própria identidade a partir do viado desviante? Sobre o que se afirmar superior senão em relação ao mais fraco?
E aqui reside a astúcia atual na lógica discursiva heterocêntrica: negar o desnível social, o privilégio heterossexual. Todas as atitudes ridículas do "Dia do orgulho hétero", da denúncia do "império homossexual" partem da falácia de que as identidades hétero e homo se dão nas mesmas condições de igualdade. Se assim fosse, reconhecer legislações específicas para os gays, seria, de fato, privilégio, um plus em relação à identidade hetero. Mas o fato é que legislações se fazem necessárias justamente porque há um desnível social entre gays e héteros, uma redução absurda no acesso a recursos próprios da cidadania para os primeiros. Desenvolve-se políticas específicas para grupos no sentido de possibilitar a estes iguais condições em relação ao restante dos cidadãos, isto é próprio da democracia já que a igualdade de todos perante a lei não é algo de fato dado, mas um objetivo a ser conquistado, também pela política.
A mesma falsa ideologia da igualdade de condições como pressuposto é usada, por exemplo, para explicar porque certos setores da sociedade avançam e outros nãos, ou porque países se desenvolvem e outros permanecem miseráveis. Negar as posições específicas dos atores sociais em relação à possibilidade de acessar os recursos democráticos é criar a base para se enxergar em qualquer tentativa de inclusão gay na cidadania plena um privilégio e não uma reparação devida. Estejamos atentos.
A polêmica em torno da homossexualidade, todos os ódios e mobilizações que suscita me instiga; por que alguém se dá ao trabalho de agredir pessoas que nada tem a ver consigo em plena rua, por estarem de mãos dadas com outra? Pegar um carro, uma arma e no meio de uma madrugada escura e fria atirar numa travesti que nem se conhece, perdida num local ermo de uma rodovia brutal em qualquer saída de grande cidade do país?
Apesar de ridícula, a expressão usada pelo senador em questão nos dá uma pista. "Império" é um símbolo de poder; que para além da dimensão política pertence, ainda hoje, ao homem branco, de classe média, heterossexual. O poder simbólico de um mundo construído para ele, o poder de acessar como naturais e simplesmente dadas, todas as lógicas que governam as relações, todos os mecanismos que localizam um ser humano na cultura, na história, na sociedade. É para conservar o homem branco heterossexual de classe média no topo dos tipos sociais que existe a homofobia, o racismo e o machismo. Já chega o que se perdeu com a liberação feminina e a nova consciência negra. Além disto agora, não se poderá mais afirmar o privilégio da própria identidade a partir do viado desviante? Sobre o que se afirmar superior senão em relação ao mais fraco?
E aqui reside a astúcia atual na lógica discursiva heterocêntrica: negar o desnível social, o privilégio heterossexual. Todas as atitudes ridículas do "Dia do orgulho hétero", da denúncia do "império homossexual" partem da falácia de que as identidades hétero e homo se dão nas mesmas condições de igualdade. Se assim fosse, reconhecer legislações específicas para os gays, seria, de fato, privilégio, um plus em relação à identidade hetero. Mas o fato é que legislações se fazem necessárias justamente porque há um desnível social entre gays e héteros, uma redução absurda no acesso a recursos próprios da cidadania para os primeiros. Desenvolve-se políticas específicas para grupos no sentido de possibilitar a estes iguais condições em relação ao restante dos cidadãos, isto é próprio da democracia já que a igualdade de todos perante a lei não é algo de fato dado, mas um objetivo a ser conquistado, também pela política.
A mesma falsa ideologia da igualdade de condições como pressuposto é usada, por exemplo, para explicar porque certos setores da sociedade avançam e outros nãos, ou porque países se desenvolvem e outros permanecem miseráveis. Negar as posições específicas dos atores sociais em relação à possibilidade de acessar os recursos democráticos é criar a base para se enxergar em qualquer tentativa de inclusão gay na cidadania plena um privilégio e não uma reparação devida. Estejamos atentos.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Das pequenas rebeliões
A vida anda tão corrida como quase sempre. Compromissos de trabalho e estudo se estendendo desaforadamente pelas sagradas horas de ócio; sábado já numa versão light de qualquer dia-feira. Mas eu tenho minhas pequenas rebeliões: no meio de tudo paro e leio um livro por puro gosto. Preparando uma aula sobre a ética em Aristóteles, vejo dois episódios de Smash. Aos sábados, troco o café por tequila, afinal não hei de me submeter assim tão fácil.
Foi por isso que ontem inventei uma tradição de séculos: O cinema das Quartas. Toda semana agora, desde há muito tempo, irei dar a escapadinha. A idéia passou por minha cabeça em meio ao nada que fiz no trabalho. E imediatamente um frisson começou a me percorrer. Quase a delícia de uma coisa poibida, ilícita. Não falei a ninguém, nenhuma palavra aos colegas de trabalho. Olhava-os e num sorrisinho quase indisfarçável:"Eu não sou quem voçês pensam, tá? Vou no cinema, há séculos, em plena quarta-feira".
Vi "Shame". O filme não é exatamente sobre compulsão sexual. É sobre a incapacidade de se comunicar, de estabelecer laços com os outros. Se o sexo é um sintoma, uma válvula de escape da situação, esta poderia se dar sob qualquer outra forma onde haja interação: o jogo ou a bebida, por exemplo. Há o perigo de se interpretar o filme de uma maneira moralista. Como se toda a pessoa com uma intensa vida sexual de múltiplos (as) parceiros (as) tivesse um sério problema psicológico. Como se a sanidade mental tivesse como corolário a vida monogâmiga e fiel. Eu acho que a pessoa pode dar mais que "chuchu na serra" (alguém me explica esta expressão?), não querer viver algo nem próximo de um "casamento" e, nem por isso, representar um caso patológico.
Gostei do filme. As cenas são fortes mas nada que não se tenha visto antes no cinema. Destaque para a trilha sonora que eleva os momentos de tensão e lança outra compreensão para as cenas de sexo, muito interessante. Ah... e o comentário de George Clooney no Oscar é real: Michael Fassbender pode jogar golfe, pelado, sem usar as mãos...
Foi por isso que ontem inventei uma tradição de séculos: O cinema das Quartas. Toda semana agora, desde há muito tempo, irei dar a escapadinha. A idéia passou por minha cabeça em meio ao nada que fiz no trabalho. E imediatamente um frisson começou a me percorrer. Quase a delícia de uma coisa poibida, ilícita. Não falei a ninguém, nenhuma palavra aos colegas de trabalho. Olhava-os e num sorrisinho quase indisfarçável:"Eu não sou quem voçês pensam, tá? Vou no cinema, há séculos, em plena quarta-feira".
Vi "Shame". O filme não é exatamente sobre compulsão sexual. É sobre a incapacidade de se comunicar, de estabelecer laços com os outros. Se o sexo é um sintoma, uma válvula de escape da situação, esta poderia se dar sob qualquer outra forma onde haja interação: o jogo ou a bebida, por exemplo. Há o perigo de se interpretar o filme de uma maneira moralista. Como se toda a pessoa com uma intensa vida sexual de múltiplos (as) parceiros (as) tivesse um sério problema psicológico. Como se a sanidade mental tivesse como corolário a vida monogâmiga e fiel. Eu acho que a pessoa pode dar mais que "chuchu na serra" (alguém me explica esta expressão?), não querer viver algo nem próximo de um "casamento" e, nem por isso, representar um caso patológico.
Gostei do filme. As cenas são fortes mas nada que não se tenha visto antes no cinema. Destaque para a trilha sonora que eleva os momentos de tensão e lança outra compreensão para as cenas de sexo, muito interessante. Ah... e o comentário de George Clooney no Oscar é real: Michael Fassbender pode jogar golfe, pelado, sem usar as mãos...
quarta-feira, 28 de março de 2012
Isto náo é um post
Hoje é um dos raros dias que eu não tenho absolutamente nada para fazer no trabalho, mas só devo sair daqui, pontualmente, às seis horas. Já li todos os blogs possíveis, passei pelos sites minimamente aceitáveis em horário de trabalho e ...ainda tenho três horas.
Por que não escrever? Já fiz muitos posts corridos, por inspiração súbita e compromissos mil agendados. Hoje que eu estou calmamente de frente para o computador...nada.
Pensei em escrever um pequeno conto, partilhar alguma experiência estética, uma mensagem profunda sobre a brevidade da vida, mas nada me vem.
Livros, filmes, a velha tática de encher com boa música um post vazio? Nem isso.
Então fica aqui registrado: Um Não-post
Por que não escrever? Já fiz muitos posts corridos, por inspiração súbita e compromissos mil agendados. Hoje que eu estou calmamente de frente para o computador...nada.
Pensei em escrever um pequeno conto, partilhar alguma experiência estética, uma mensagem profunda sobre a brevidade da vida, mas nada me vem.
Livros, filmes, a velha tática de encher com boa música um post vazio? Nem isso.
Então fica aqui registrado: Um Não-post
domingo, 25 de março de 2012
Volúpia
Meus olhos passam pela vitrine e brilham, através delas, um mundo inteiro. Aguça-se meu sentido de expert e logo percebo que para variar, o mais bem contruído mostruário é o que menos importa, holofotes e glitter sobre merdas fáceis de se digerir para sentir-se um pouco menos culpado pela banalidade da vida, afinal, ainda que o título, o tema e a escrita seja pavorosa, é ainda, assim um livro. Há status.
Basta reparar no metrô lotado enquanto duas mocinhas riem imbecis, o senhor com olhar vago amarga o passado e uma multidão está em sua própria festa particular com seus mp3's. Sentado, comprimida entre tipos quaisquer de usuários, está não mais do que um rapaz, de óculos e barbicha que é quase apenas um prenúncio do homem que será, lê um livro. Ou uma senhorinha com roupas de eficiente secretária, ar cansado de hirearquias e corporações, mas que, no entanto, ali em pé, com bolsa e sacolas sobre os braços, segura desajeitadamente um livro. Há status.
O que me levou ali naquela manhã foi uma necessidade absoluta, uma obra sobre a formação identitária do Brasil para um trabalho da faculdade. Mas basta entrar em um lugar de livros para se perder. Deve-se passar, como dito, direto pelos grandes mostruários e bizarrices de best-sellers, e esmiuçar com sofreguidão e de maneira discreta, para não chamar a atenção de outros experts, as estantes laterais, as prateleiras mais inacessíveis, onde se encontram os verdadeiros tesouros. Folhear, ler a primeira página, cheirar um pouquinho o livro.
Outra delícia das livrarias é traçar os perfis psicológicos a partir do que as pessoas lêem, que livros seguram, a partir de que orelhas se interessam. Nesse sentido é importante nunca se aproximar da estante de auto-ajuda, dê a volta, faça salto com vara, vai que alguém te flagra perto da edição comemorativa dos 25 anos do "Diário de um mago", ou do best-seller "Como influenciar pessoas e fazer amigos". Aff...Não há outra saída então, corte os pulsos.
Afinal, não tinha o livro de que precisava. Saí com outros dois de que não tinha a menor necessidade. Mas o amor é assim: gratuito e livre.
Basta reparar no metrô lotado enquanto duas mocinhas riem imbecis, o senhor com olhar vago amarga o passado e uma multidão está em sua própria festa particular com seus mp3's. Sentado, comprimida entre tipos quaisquer de usuários, está não mais do que um rapaz, de óculos e barbicha que é quase apenas um prenúncio do homem que será, lê um livro. Ou uma senhorinha com roupas de eficiente secretária, ar cansado de hirearquias e corporações, mas que, no entanto, ali em pé, com bolsa e sacolas sobre os braços, segura desajeitadamente um livro. Há status.
O que me levou ali naquela manhã foi uma necessidade absoluta, uma obra sobre a formação identitária do Brasil para um trabalho da faculdade. Mas basta entrar em um lugar de livros para se perder. Deve-se passar, como dito, direto pelos grandes mostruários e bizarrices de best-sellers, e esmiuçar com sofreguidão e de maneira discreta, para não chamar a atenção de outros experts, as estantes laterais, as prateleiras mais inacessíveis, onde se encontram os verdadeiros tesouros. Folhear, ler a primeira página, cheirar um pouquinho o livro.
Outra delícia das livrarias é traçar os perfis psicológicos a partir do que as pessoas lêem, que livros seguram, a partir de que orelhas se interessam. Nesse sentido é importante nunca se aproximar da estante de auto-ajuda, dê a volta, faça salto com vara, vai que alguém te flagra perto da edição comemorativa dos 25 anos do "Diário de um mago", ou do best-seller "Como influenciar pessoas e fazer amigos". Aff...Não há outra saída então, corte os pulsos.
Afinal, não tinha o livro de que precisava. Saí com outros dois de que não tinha a menor necessidade. Mas o amor é assim: gratuito e livre.
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