Eu já beijei todas as bocas, conheço o gosto, o traquejo, as maneiras das línguas. Antecipo as palavras que serão sussurradas aos ouvidos, adivinho sem dúvida ou surpresa os pequenos gestos ensaiados de encantamento.
Por isto o desejo não é mais aguilhão, frêmito, o imponderável que rasga a banalidade dos dias e emerge quando quer. O desejo é a mercadoria exposta nas prateleiras, é o contido nos rótulos do supermercado, se consegue ainda mais barato nas bancas dos camelôs. O desejo é só uma lembrancinha, não repara. Uma palavra entre outras duas no dicionário, substantivo masculino.
Afeto. Amigos à mesa de bar. Telefone: Você está bem? Beijo na boca, corpos ardendo e abraço apertado. Mão bagunçando o cabelo. O nome. Meu nome. Seu nome.
É o afeto que vê o outro. Mira lá dentro dos olhos e compreende tudo o que não se precisa explicar.
Declaração universal de todos os direitos: Há de se ter e se dar afeto. Perto ou longe, hoje ou para sempre. O que importa é que seja em todo agora possível.
P.S. Querid@s, agora só em 2011! Um ano maravilhoso pra todos nós.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Madá, ô Madá, ô Madalelelelena...
Dona Madalena nasceu em 1916, numa vila próxima à cidade do Porto em Portugal. Da mesma forma que tenho dificuldade em processar a informação de que há pessoas no mundo que nasceram depois de 1990, muito estranho isso, também não consigo entender como, por exemplo, quando estourou a segunda guerra mundial que é uma das várias coisas que a gente vê em livros e filmes sobre o passado, D. Madalena na ocasião já estivesse na flor de seus 23 anos.
Quem a vê, respeitável senhora de cabelos pintados à castanho, de uns anos pra cá com uma elegante bengala, e, depois de décadas de Brasil, ainda um forte sotaque lusitano, não imagina as peripécias de Madá. Não só a beira do fogão, de onde, Domingo ao cair da tarde surgiam deliciosos pastéis de queijo, nem da incansável colher cheia de comida que, à menor distração dos pobres netos, punha mais um bocado no prato. Afinal, tudo isto são coisas de avó.
Descobriu-se recentemente, e isto é uma daqueles segredos que pairam constrangedores e silenciosos sobre as ceias de natal, sendo sussurrados em conversas esporádicas na cozinha, que D. Madalena, cansada de esperar pela decisão de ser desposada pelo Senhor Augusto, resolver meter o pé na porta e apelar para a velha tática portuguesa do “ou vai, ou racha, ora pois”. E sendo assim, engravidou antes de noivar, em 1946. Seria perdoada pelos anais da história, um caso clássico de baby boom pós-guerra, deve ter premeditado a auspiciosa e, até então, senhorita. Deus certo, Seu Augusto, português e boêmio inveterado, casou.
Perdi meus dois avôs com pouco tempo entre um e outro. D. Elvira ficou arrasada, teve depressão e veio morar conosco. D. Madalena pintou as unhas de vermelho, mudos os móveis da\sala e queria saber de todos, na missa de sétimo dia, o que acharam da blusa nova que tinha comprado para a ocasião. Tem gente que pára, tem gente que olha pra frente e vai como pode.
No último Natal, D. Madalena decidiu que vai comprar um Ipad. Ficou encantada com o aplicativo do gatinho que repete o que se fala e pode ser alimentado com leite da Apple. Eu olhava pra ela e pensava o que esta mulher já não viu surgir ao longo da sua vida! E ela ali, no sofá, girando o Ipad e rindo de se engasgar com o gatinho virtual.
Sábia que só, vai ao seu jeito, driblando o inexorável tempo. Marca eventos depois dos quais até pode, feliz, partir dessa pra melhor. Primeiro era a minha consagração na vida religiosa, depois, uma semana antes desta, o casório da minha irmã, agora o primeiro bisneto.
D. Madalena me olha desconfiada e pergunta se, agora que não sou mais religioso, não vou casar. Ela é a única pessoa no mundo inteiro para quem eu não faço questão nenhuma de sair do armário, vovós nonagenárias definitivamente não precisam saber de tudo.
Meu único bom propósito para o ano que se avizinha é visitar mais D. Madalena, afinal, sabe-se lá até quando a velhinha vai conseguir passar a perna no carrancudo Sr. Tempo.
Quem a vê, respeitável senhora de cabelos pintados à castanho, de uns anos pra cá com uma elegante bengala, e, depois de décadas de Brasil, ainda um forte sotaque lusitano, não imagina as peripécias de Madá. Não só a beira do fogão, de onde, Domingo ao cair da tarde surgiam deliciosos pastéis de queijo, nem da incansável colher cheia de comida que, à menor distração dos pobres netos, punha mais um bocado no prato. Afinal, tudo isto são coisas de avó.
Descobriu-se recentemente, e isto é uma daqueles segredos que pairam constrangedores e silenciosos sobre as ceias de natal, sendo sussurrados em conversas esporádicas na cozinha, que D. Madalena, cansada de esperar pela decisão de ser desposada pelo Senhor Augusto, resolver meter o pé na porta e apelar para a velha tática portuguesa do “ou vai, ou racha, ora pois”. E sendo assim, engravidou antes de noivar, em 1946. Seria perdoada pelos anais da história, um caso clássico de baby boom pós-guerra, deve ter premeditado a auspiciosa e, até então, senhorita. Deus certo, Seu Augusto, português e boêmio inveterado, casou.
Perdi meus dois avôs com pouco tempo entre um e outro. D. Elvira ficou arrasada, teve depressão e veio morar conosco. D. Madalena pintou as unhas de vermelho, mudos os móveis da\sala e queria saber de todos, na missa de sétimo dia, o que acharam da blusa nova que tinha comprado para a ocasião. Tem gente que pára, tem gente que olha pra frente e vai como pode.
No último Natal, D. Madalena decidiu que vai comprar um Ipad. Ficou encantada com o aplicativo do gatinho que repete o que se fala e pode ser alimentado com leite da Apple. Eu olhava pra ela e pensava o que esta mulher já não viu surgir ao longo da sua vida! E ela ali, no sofá, girando o Ipad e rindo de se engasgar com o gatinho virtual.
Sábia que só, vai ao seu jeito, driblando o inexorável tempo. Marca eventos depois dos quais até pode, feliz, partir dessa pra melhor. Primeiro era a minha consagração na vida religiosa, depois, uma semana antes desta, o casório da minha irmã, agora o primeiro bisneto.
D. Madalena me olha desconfiada e pergunta se, agora que não sou mais religioso, não vou casar. Ela é a única pessoa no mundo inteiro para quem eu não faço questão nenhuma de sair do armário, vovós nonagenárias definitivamente não precisam saber de tudo.
Meu único bom propósito para o ano que se avizinha é visitar mais D. Madalena, afinal, sabe-se lá até quando a velhinha vai conseguir passar a perna no carrancudo Sr. Tempo.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Rio de Dezembro
Então você vira a esquina e ele está lá: em seu deslumbramento matinal cercado de montanhas e sob si, o oceano todo.
É um suplício e uma dádiva morar numa cidade como o Rio no verão. Se você precisa se trancafiar num escritório, consultório ou similar é o verdadeiro inferno de pás de ventilador girando inúteis sobre a sua cabeça. O máximo que se consegue é pagar por um paraíso artificial de frio entrecortado por temperaturas do Saara: ao sair do carro, de casa, ao ir almoçar no Centro, de terno.
Mas se, como eu esta semana, tem-se a oportunidade de, cedinho, dar uma boa caminhada no calçadão, parar um instante com os pés bem firmados na areia fofa e inspirar na brisa o sal novo que queima as narinas, sal de além-mar, de outras terras, onde outros homens e mulheres procuram, como você, ganhar a vida em escritórios abafados a maior parte do ano e uma vez, ao menos uma vez, em Dezembro, vêm à beira d’água para perder de vista o horizonte no sem fim do mar, então, a vida se torna outra.
Os escritórios, consultórios, preocupações e moléstias são as mesmas, a estreiteza da vida. Mas, de repente, esta se faz larga e você carrega toda a infinitude do mundo nesse olhar moreno, olhar de praia que colore o cinza e faz lembrar que há sempre, sempre horizonte.
É um suplício e uma dádiva morar numa cidade como o Rio no verão. Se você precisa se trancafiar num escritório, consultório ou similar é o verdadeiro inferno de pás de ventilador girando inúteis sobre a sua cabeça. O máximo que se consegue é pagar por um paraíso artificial de frio entrecortado por temperaturas do Saara: ao sair do carro, de casa, ao ir almoçar no Centro, de terno.
Mas se, como eu esta semana, tem-se a oportunidade de, cedinho, dar uma boa caminhada no calçadão, parar um instante com os pés bem firmados na areia fofa e inspirar na brisa o sal novo que queima as narinas, sal de além-mar, de outras terras, onde outros homens e mulheres procuram, como você, ganhar a vida em escritórios abafados a maior parte do ano e uma vez, ao menos uma vez, em Dezembro, vêm à beira d’água para perder de vista o horizonte no sem fim do mar, então, a vida se torna outra.
Os escritórios, consultórios, preocupações e moléstias são as mesmas, a estreiteza da vida. Mas, de repente, esta se faz larga e você carrega toda a infinitude do mundo nesse olhar moreno, olhar de praia que colore o cinza e faz lembrar que há sempre, sempre horizonte.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Post musicado
Pra ler ouvindo...
Tudo eu tenho que jogar fora. Por sua causa.
Agora você permanece em tudo que era meu, em todas as coisas que eram eu.
Sabe aquela música preferida que disse ser perfeita para fins de tarde e que desde então ouvíamos sempre no carro, voltando de viagens quando, na serra, o sol de punha esplêndido? Fora.
Letras cheias de sentido, melodias que, por si só, tornavam o meu dia muito melhor, bem antes de você, agora estão plenas de ti, contaminadas pelas vezes em que as ouvimos, minha cabeça no teu colo, tua boca na minha.
Os dvd’s já pus no lixo. Em dias de frio com uma boa taça de vinho na mão e seu abraço quente, seu corpo rijo, filmes que nunca acabamos nessas noites.
Tudo pleno de você e eu cheio da sua ausência.
Preciso de tudo novo, virgem, intacto: roupas, móveis, país e músicas. Preciso de uma outra vida.
Pra esquecer mesmo que o que eu preciso é você.
P.S. Atenção, eu estou bem! Acordei com esta música na cabeça. Acho a voz do cantor melancolicamente linda e o post surgiu dela. Bjs e ótimo fim-de-semana!
Tudo eu tenho que jogar fora. Por sua causa.
Agora você permanece em tudo que era meu, em todas as coisas que eram eu.
Sabe aquela música preferida que disse ser perfeita para fins de tarde e que desde então ouvíamos sempre no carro, voltando de viagens quando, na serra, o sol de punha esplêndido? Fora.
Letras cheias de sentido, melodias que, por si só, tornavam o meu dia muito melhor, bem antes de você, agora estão plenas de ti, contaminadas pelas vezes em que as ouvimos, minha cabeça no teu colo, tua boca na minha.
Os dvd’s já pus no lixo. Em dias de frio com uma boa taça de vinho na mão e seu abraço quente, seu corpo rijo, filmes que nunca acabamos nessas noites.
Tudo pleno de você e eu cheio da sua ausência.
Preciso de tudo novo, virgem, intacto: roupas, móveis, país e músicas. Preciso de uma outra vida.
Pra esquecer mesmo que o que eu preciso é você.
P.S. Atenção, eu estou bem! Acordei com esta música na cabeça. Acho a voz do cantor melancolicamente linda e o post surgiu dela. Bjs e ótimo fim-de-semana!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A Piriguete e o Cafuçú diliça
Trabalho numa micro-editora. No escritório somos oito, ao todo. E estamos sem office-boy, por isto é comum que, quando a secretária sai pra realizar alguma tarefa os outros se responsabilizem por atender a porta e o telefone.
Ontem foi uma situação destas. Ao abrir a porta, lá estava ela: Loira à força, de top bem colante e uma calça vestida à vácuo.
- Oi, eu vim pegar um documento pra Dra. Mariângela
- Você pode esperar um minuto que a responsável está acabando uma reunião e já vem falar contigo.
- Tá bom.
Vou até a copa fazer um café e quando volto, vejo a piriguete coçando desesperadamente o cofrinho.
- Ai, acho que algum bicho me mordeu.
Sorrio, o meu melhor sorriso “E eu com isso?”
Foi quando se deu o inusitado:
-Dá uma olhada pra mim..
Então, no meio da recepção de uma respeitada editora de música clássica, a piriguete se vira, aponta o traseiro na minha direção e abaixa despudoradamente o cós da calça, deixando quase á mostra o famigerado derrière.
- E aí, tem alguma coisa?
Bem, alguma coisa tinha, mas nada que se parecesse com uma picada de inseto.
Minha sorte é que fui recompensado da triste visão, com um mulato 1,85m, forte, aquela cara de homem que sabe o que faz e sorriso encantador. Técnico da manutenção de computadores. Ficou ao lado da baia onde trabalho quase duas horas. Eu suava, apesar do ar condicionado.
Em algum momento ao desligar o celular ele se vira para mim e diz:
- Ih.. eu hein! O cara me mandou beijo ao desligar. Sai fora – e sorriu
Eu sorri também e disse:
- Que isso... cada um se diverte como quer.
Hum... sabe que meu computador de casa não está funcionando muito bem?
Ontem foi uma situação destas. Ao abrir a porta, lá estava ela: Loira à força, de top bem colante e uma calça vestida à vácuo.
- Oi, eu vim pegar um documento pra Dra. Mariângela
- Você pode esperar um minuto que a responsável está acabando uma reunião e já vem falar contigo.
- Tá bom.
Vou até a copa fazer um café e quando volto, vejo a piriguete coçando desesperadamente o cofrinho.
- Ai, acho que algum bicho me mordeu.
Sorrio, o meu melhor sorriso “E eu com isso?”
Foi quando se deu o inusitado:
-Dá uma olhada pra mim..
Então, no meio da recepção de uma respeitada editora de música clássica, a piriguete se vira, aponta o traseiro na minha direção e abaixa despudoradamente o cós da calça, deixando quase á mostra o famigerado derrière.
- E aí, tem alguma coisa?
Bem, alguma coisa tinha, mas nada que se parecesse com uma picada de inseto.
Minha sorte é que fui recompensado da triste visão, com um mulato 1,85m, forte, aquela cara de homem que sabe o que faz e sorriso encantador. Técnico da manutenção de computadores. Ficou ao lado da baia onde trabalho quase duas horas. Eu suava, apesar do ar condicionado.
Em algum momento ao desligar o celular ele se vira para mim e diz:
- Ih.. eu hein! O cara me mandou beijo ao desligar. Sai fora – e sorriu
Eu sorri também e disse:
- Que isso... cada um se diverte como quer.
Hum... sabe que meu computador de casa não está funcionando muito bem?
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Que Woody Allen é você?
É claro que os dois filmes mais recentes do celebrado cineasta tem, como não poderia deixar de ser, sua assinatura. No entanto, são dois filmes diametralmente opostos, quase um Yin-Yang, ou os dois pólos dialéticos da vida (será que o próximo filme é uma síntese?)
Em “Whatever Works” (Tudo pode dar certo) temos um cético e rabugento velho que não só casa com a jovem linda e loira como, quando esta o abandona, cai, literalmente, em cima do verdadeiro amor da sua vida. Esta, ao invés de lhe processar, enquanto ainda está toda alquebrada no hospital, lhe dá uma cantada. Há ainda personagens encontrando a verdadeira vocação artística e fazendo muito sucesso depois dos sessenta anos, outros, na mesma faixa etária, saindo do armário e logo arranjando um companheiro e uma festa de ano-novo que reúne os ex-casados com seus atuais cônjuges num clima de total harmonia, enfim, tudo pode dar certo.
O filme que está em cartaz, “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, poderia ter sido traduzido como “Tem tudo pra dar errado”, ainda que o título no Brasil tenha ficado como “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”. Nele, uma série de situações mostram que a vida é um jogo de azar no qual, quase sempre, o cruel destino, no sentido bem grego do termo, nos vence. Paixões desfeitas, golpes de sortes que se desmancham no ar e coisas nobres e pelas quais vale a pena viver, como o amor, a família e os sonhos profissionais encarados como uma enorme ilusão. Não vou além para evitar spoler, ok? Já deu pra sentir o clima do filme, pessimismo sarcástico típico do diretor americano.
Enfim, qual dos Woody Allen, é você?
Eu? Acho até que tudo pode dar certo, eventualmente, mas o mais sensato é contar que, como diz a paráfrase de Skakespeare que abre o filme: “A vida é cheia de som e fúria, e, no final, isso não significa quase nada”.
Em “Whatever Works” (Tudo pode dar certo) temos um cético e rabugento velho que não só casa com a jovem linda e loira como, quando esta o abandona, cai, literalmente, em cima do verdadeiro amor da sua vida. Esta, ao invés de lhe processar, enquanto ainda está toda alquebrada no hospital, lhe dá uma cantada. Há ainda personagens encontrando a verdadeira vocação artística e fazendo muito sucesso depois dos sessenta anos, outros, na mesma faixa etária, saindo do armário e logo arranjando um companheiro e uma festa de ano-novo que reúne os ex-casados com seus atuais cônjuges num clima de total harmonia, enfim, tudo pode dar certo.
O filme que está em cartaz, “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, poderia ter sido traduzido como “Tem tudo pra dar errado”, ainda que o título no Brasil tenha ficado como “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”. Nele, uma série de situações mostram que a vida é um jogo de azar no qual, quase sempre, o cruel destino, no sentido bem grego do termo, nos vence. Paixões desfeitas, golpes de sortes que se desmancham no ar e coisas nobres e pelas quais vale a pena viver, como o amor, a família e os sonhos profissionais encarados como uma enorme ilusão. Não vou além para evitar spoler, ok? Já deu pra sentir o clima do filme, pessimismo sarcástico típico do diretor americano.
Enfim, qual dos Woody Allen, é você?
Eu? Acho até que tudo pode dar certo, eventualmente, mas o mais sensato é contar que, como diz a paráfrase de Skakespeare que abre o filme: “A vida é cheia de som e fúria, e, no final, isso não significa quase nada”.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Nouvelle Vague
Musiquinha que adoro e tem a cara de final de semana ao cair da tarde com amigos em casa e vinho branco gelado. (Pra espantar o clima ruim do post-bêbado anterior)
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