segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Here comes the sun

Uma semana luminosa para todos nós...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Esse tal de "Namoro"

Quem quer encontrar alguém que seja significativo o suficiente para habitar, realmente, em um lugar especial do coração, tem muito trabalho.

A dinâmica de encontros e tentativas tem como resultado normal desencontros. A expectativa é sempre o elemento primordial para a frustração. Ser bonito, ter um bom papo, querer de fato estar numa relação não significa que ela irá se realizar. Pelo menos não de forma realmente significativa.

Pode-se começar mil “namoros” com trocentos caras legais. Mas isto não basta. Namorar por que se quer, é namorar pela metade. Lindo, loiro, inteligente e com grana é como ter ovos leite, farinha à mão: parece excelente pra fome, mas não significa que desta mistura sairá necessariamente um bolo inesquecível.

O melhor é não querer namorar. Ou, pelo menos, não contar com isso como algo certo. Porque, estranhamente, viver o que significa, de fato, namorar não depende das partes envolvidas. Não provém da vontade de um e de outro.

Namorar é da ordem da Graça. É um desejo que nasce em sei lá que instâncias: o de estar junto, e mais e mais junto àquele que se ama. É ter a boca cheia de sorriso que ninguém na rua entende, que os colegas do trabalho não sabem o porquê, só de lembrar da última vez em que os dois enamorados estiveram juntos. É ficar louco pra contar a coisa engraçada do dia, sentir uma vontade imediata de abraçá-lo quando o esperado não acontece e saber que logo mais tudo estará melhor, só porque ele estará presente.

Não se decide, não se escolhe, não se persegue o namorar. Ele acontece. É claro que é preciso estar atento e forte, e se enfrentar e enfrentar o medo. Todos os tremores e covardias que estão implicadas em se pôr assim, de forma tão entregue a outro ser humano. Mas é definitivamente a vida, a fluidez da relação, o rasgar da saudade que te mostrarão quem é merecedor da dádiva do seu melhor afeto.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Hiato das palavras.. Ah, não! Segunda-feira...

Eu iria escrever sobre como as palavras se tornaram muralhas para mim, indevassáveis que nem 7 voltas em 7 dias derrubariam, Jericó perde. Em geral, elas são minhas amigas, minhas chaves para o mundo, minhas armas. Em minha vida, quando sentir era um problema eu pensava, racionalizava, inventava teorias, idealizava. E ficava bem, em paz. Finalmente o mundo tinha uma explicação e eu não precisava submergir no sentimento, este sim indomável, denso, desconhecido.

Enfim, eu iria mesmo escrever sobre isto. Aí me lembrei que, às vezes, meus posts assustam e desanimam os leitores incautos (eu ouvi isto no encontro de blogueiros!), mais do que tudo eu percebi que é uma segunda chuvosa no Rio de Janeiro. Começo de semana, com chuva, já é “denso” o suficiente para ainda se escrever um post como este. Portanto, seguindo a recente dica do querido Dan, fiquemos com Soko.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

2º Turno: A Hora do Espanto

O espanto de todos nós com o segundo turno é por percebermos como a religião ainda é uma força poderosíssima no Brasil, capaz de coagir candidatos a assinar termos de compromisso, “cartas abertas” nas quais prometem se alinhar às posições daqueles que se julgam os detentores da verdade moral sobre toda a nação. Em troca? Votos, a promessa de milhões de votos.

E a situação ficará pior! Os segmentos neo-pentecostais, de moral conservadora, são os que mais crescem atualmente quer no meio evangélico, quer na igreja católica, nesta sendo conhecida como “Renovação carismática”.

Aqui e ali se reage. “O Brasil é um país laico”! “A constituição assegura a separação entre Estado e Religião”! Formalmente muito correto e bonito. A questão é que a política, ainda mais a eleitoral, não se rege inteiramente por princípios, nem pelos constitucionais muitas vezes, mas pelas circunstâncias.

A política, a “arte do bem gerir”, se faz a partir de demandas específicas de grupos. O jogo político é aquele no qual cada segmento social procura se fazer representativo e às suas propostas, angariando o favor dos políticos em troca de apoio, de voto.

É preciso gritar sim nessa hora, apelar para os princípios constitucionais. Mas, sobretudo, é preciso que tenhamos (nós, os gays) uma identidade política, uma voz alta e clara no cenário eleitoral para que não apenas falem de nós (os evangélicos, os candidatos, a mídia), mas que sejamos sujeitos reconhecidos do nosso próprio discurso, um dos muitos segmentos sociais a exigir reconhecimento e representatividade.

Avançamos em muitas áreas a passos largos, menos na política. Beijar à vontade na boate, ser retratado de maneira “fofa” (argh!) na mídia não nos garante direitos políticos, não nos livra de ter de lutar, politicamente, para deixarmos de ser pseudo-cidadãos neste país.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Explicação nenhuma isso requer

Há conquistas que se quer exibir. Troféus a ostentar. Cabeças de animais caçados pelas paredes, diplomas emoldurados em consultórios. Homens bonitos também se exibe. Por isso, poderia eu escrever longamente sobre o Alê. Ele é grande, forte, de uma barba irresistível.

Mas tudo o que ele é de fora, está envolto num sentimento tão genuíno, num encontro tão inusitado e belo que se tem medo que, ao ser dito, se desfaça o laço, se desalinhe alguma trama que vem sendo costurada, dia a dia, com palavras, o silêncio entre estas e a certeza paulatinamente experimentada que se encontrou, de fato, alguém especial.

Daí a vontade de “falar sobre” some. Como quando a gente é criança e ganha um doce e não quer dividir, ou vive algo muito bom e quer deixar quieto, na bruma, porque assim, parece que cada mensagem, beijo e amasso rendem mais, se impregnam suavemente na memória, no afeto, na vida.

Eu entendi que isto é bom. Hoje. Que paixão não é uma semana, um mês, um ano. Não há cronômetro. Paixão é o eterno que rasga o instante. Aqui. Agora. E deixa, indelével, a sua marca. Que a tenhamos, na carne, na alma, no furor da noite e na tranqüilidade de acordar lado a lado.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Errata (Ai que vergonha....)

Eh.. então, queridos, peço que desconsiderem o post-desabafo-relâmpago abaixo. Foi tudo um mal-entendido.. (minha ansiedade é uma merda!)

Ontem o moço veio aqui pra casa, preparou o jantar e.. bem ambos perdemos a hora hoje de manhã.

Viva a paixão!

(aiai... = suspiros)

P.S. Na segunda, minha vida volta ao normal no trabalho, o que significa que volto a visitar os blogs amados e atualizo de maneira decente este aqui

Ótimo Final-de-semana!!!!!!!!!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Todos Loucos

Definitivamente somos todos loucos. Não me falem, nunca mais, de paixão e similares.