É claro que se você tem o bastante para investir em tudo o que deseja e satisfazer todos os seus sonhos de consumo, não há impasse nenhum em como ivestir/ gastar/ desperdiçar sua grana. Mas para a imensa maioria das pessoas, inclusive para este blogueiro que vos escreve, não é assim que as coisas acontecem.
Pagas as contas, sobra, Graças a Deus, sempre uma graninha. Disso que sobra, eu tiro sempre mais um dinheirinho para manter guardado, afinal sabe-se lá quando você vai ter uma emergência.
E o resto? Em geral eu mantenho o máximo possível na conta. Fico com uma pena danada de gastar meu suado salário. Mas há fases em que invisto.
Logo quando eu deixei a vida religiosa, há quatro anos, quis gastar me proporcionando tudo o que eu não tinha vivido até então. Isto significa todo um novo guarda-roupa, pois eu só usava conjuntos sociais bem tradicionais, leia-se, totalmente sem graça. Gastava muito na night também. Saia, às vezes, Sábado e Domingo. E era habitual na Sexta ir para uma bar/boate, chamado The Copa aqui no Rio. Música pop, caras na faixa dos quarenta e noites inesquecíveis. O problema é que só durava até umas quatro e meia da manhã e eu queria muito mais. Fácil pegar um táxi e ir para o after na Dama de ferro, lugar então dos moderninhos, muito escuro, muito eletrônico, total piração. Por volta de onze e meia, meio-dia, a luz do sol quase me desintegrava quando eu saía, sonâmbulo, para me jogar no sofá de casa sob os olhares aterrorizados da minha mãe, morava com meus pais na época.
Tive a fase também de cuidar da pele obstinadamente. Dá-lhe peelings e outros tratamentos com luzes miraculosas e nomes esquisitos. Até que percebi que poderia passar a vida toda, e gastar tudo o que tinha com aquilo. Talvez tenha sido a decepção pós-preenchimento. Saí do consultório lindo, sem marca nenhuma de acne, e acordei no dia seguinte como se não tivesse gasto uma grana com a porcaria. Minha dermato na época disse que como o produto era à base d´água, poderia evaporar alguma coisa, ela só não disse que poderia ser tudo.
Ultimamente tenho gasto muito com livros. Sempre fizeram parte da minha cesta básica é verdade, mas estou numa fase ensandecida. Quero comprar todos os clássicos das Ciências Sociais, e me dá um frisson danado ver minha biblioteca aumentando. Evito as livrarias, corro pra longe dos sebos, retirei dos favoritos a “Estante Virtual”, mas mesmo assim, caio em tentação. Porém, ei de vencer! Talvez procure algo como um “Compradores Compulsivos de Livros Anônimos”. Quando isto acontecer, já sei o que fazer, começar a investir minha minguada graninha num novo projeto: viajar mais. Mas pra isto é preciso poupar. Com minha grana atual, não dá nem pra um sofá-cama em Paraopeba.
E porque hoje é Sexta:
sexta-feira, 25 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Total Eclipse of the Heart
Sugestão brega: Leia o post ouvindo:
Sentado à mesa de um bar novo na lapa, com o copo da pura cachaça ainda na mão e o gosto quente que começava a se espalhar pela boca, pergunto a Marcelo:
- Você acha que se apaixona rápido demais?
A surpresa é nítida em seu rosto. Ele me disse que não está apaixonado por Hugo, seu namorado. O que me soa como uma contradição.
- Por que você está namorando então?
Um outro amigo, uma vez disse-me que sabe que é hora de começar a namorar quando sente que está extrapolando demais na vida de solteiro, precisa sossegar o facho.
Meio brincando, meio séria, Jú me pergunta por que eu não tento com o bonitinho que ficou me dando mole. “– Porque não to a fim dele, Jú”. Diante da minha resposta ela exclama inconformada: “-Depois não reclama de ficar pra titia”.
Causam-me muita estranheza os motivos que levam alguém a começar um namoro. E eu tenho achado que, na verdade, estou equivocado em esperar que alguém realmente me chame a atenção a tal ponto que seja nítida minha vontade em começar uma história com a pessoa. Nas vezes em que forcei a barra, no esquema de “vamos ver o que rola”, em menos de das semanas, estava completamente saudoso da minha solteirice. Eu não sei se por comodismo, medo, costume, a verdade é que eu me acostumei e descobri o lado bom da minha solidão. Ou a pessoa entra de forma suave e bem-vinda, há um desejo real de tê-la comigo, ou não acontece namoro algum. Manter alguém fazendo esforço, por alguns momentos de prazer a dois, ou para ter a sensação de companhia e cumplicidade, é um esforço tão hercúleo para mim que fico logo exausto.
Faz oito meses que estou solteiro. De Outubro pra cá ninguém me chamou minimamente a atenção. Tenho sentido tesão, feito novas amizades, procurado gente diferente para juntos descobrir novos mundos, mas nada que se aproximasse de algo como um “namorado”. Não acho isto estranho, embora em momentos de carência seja meio desesperador. O fato é que estou chegando num ponto em que “ficar” já não me atrai tanto, a facilidade e o caráter absolutamente descartável dos encontros me cansa e até mesmo o sexo se torna algo requentado, ainda que não possa anular minha fome. No entanto, como fugir disso? Não há como produzir um encontro realmente significativo. Você pode estar aberto, estar atento, mas provocá-lo, não.
Se eu pudesse escolher, modificaria meus padrões, abaixaria meus critérios e seria infeliz para sempre ao lado de alguém que eu não gosto. Mas isto não é uma opção. O difícil é quando depois de um dia de trabalho, sentado no metrô, voltando pra casa, você começa a pensar o quanto seria bom ter alguém à sua espera. Os amigos estranham a minha constante falta de companhia (e como eu tenho amigos casados!) e começo a me perguntar se não há nada errado comigo. Seria um eclipse total do coração?
Sentado à mesa de um bar novo na lapa, com o copo da pura cachaça ainda na mão e o gosto quente que começava a se espalhar pela boca, pergunto a Marcelo:
- Você acha que se apaixona rápido demais?
A surpresa é nítida em seu rosto. Ele me disse que não está apaixonado por Hugo, seu namorado. O que me soa como uma contradição.
- Por que você está namorando então?
Um outro amigo, uma vez disse-me que sabe que é hora de começar a namorar quando sente que está extrapolando demais na vida de solteiro, precisa sossegar o facho.
Meio brincando, meio séria, Jú me pergunta por que eu não tento com o bonitinho que ficou me dando mole. “– Porque não to a fim dele, Jú”. Diante da minha resposta ela exclama inconformada: “-Depois não reclama de ficar pra titia”.
Causam-me muita estranheza os motivos que levam alguém a começar um namoro. E eu tenho achado que, na verdade, estou equivocado em esperar que alguém realmente me chame a atenção a tal ponto que seja nítida minha vontade em começar uma história com a pessoa. Nas vezes em que forcei a barra, no esquema de “vamos ver o que rola”, em menos de das semanas, estava completamente saudoso da minha solteirice. Eu não sei se por comodismo, medo, costume, a verdade é que eu me acostumei e descobri o lado bom da minha solidão. Ou a pessoa entra de forma suave e bem-vinda, há um desejo real de tê-la comigo, ou não acontece namoro algum. Manter alguém fazendo esforço, por alguns momentos de prazer a dois, ou para ter a sensação de companhia e cumplicidade, é um esforço tão hercúleo para mim que fico logo exausto.
Faz oito meses que estou solteiro. De Outubro pra cá ninguém me chamou minimamente a atenção. Tenho sentido tesão, feito novas amizades, procurado gente diferente para juntos descobrir novos mundos, mas nada que se aproximasse de algo como um “namorado”. Não acho isto estranho, embora em momentos de carência seja meio desesperador. O fato é que estou chegando num ponto em que “ficar” já não me atrai tanto, a facilidade e o caráter absolutamente descartável dos encontros me cansa e até mesmo o sexo se torna algo requentado, ainda que não possa anular minha fome. No entanto, como fugir disso? Não há como produzir um encontro realmente significativo. Você pode estar aberto, estar atento, mas provocá-lo, não.
Se eu pudesse escolher, modificaria meus padrões, abaixaria meus critérios e seria infeliz para sempre ao lado de alguém que eu não gosto. Mas isto não é uma opção. O difícil é quando depois de um dia de trabalho, sentado no metrô, voltando pra casa, você começa a pensar o quanto seria bom ter alguém à sua espera. Os amigos estranham a minha constante falta de companhia (e como eu tenho amigos casados!) e começo a me perguntar se não há nada errado comigo. Seria um eclipse total do coração?
domingo, 20 de junho de 2010
I MEDDIETOPEBCS !!
Cheguei exatamente à hora marca no Cafeína, tenso. Só tinha o telefone do Lobo e do Daniel, que já dissera que iria se atrasar. O sábado à tarde estava como se esperava na Farme, cheio de gays para todos os lados. Se há algum lugar no Rio onde os héteros podem fazer a experiência do que é ser uma minoria, definitivamente é naquela rua de Ipanema.
Sentei, juntando logo duas mesas e, aos poucos, o café foi enchendo. A disputa habitual por mesas foi se tornando mais acirrada e eu defendia como podia minhas quatro cadeiras desocupadas. Vi que na mesa da frente, um rapaz também esperava, protegendo 2 cadeiras contra as investidas dos que chegavam. 4: 15.
Meia-hora depois do horário combinado, minha tensão atingiu o clímax. Já imagina como escrever um post sobre o fracasso do encontro. E o quanto Foxx iria dizer: “É.. ta vendo? Tsc...tsc...tsc.. cariocas!”. Foi quando do outro lado da rua, reconheci o Lobo, ufa! Mas ele atravessou direto para cumprimentar o rapaz na mesa da frente que, sim! era também blogueiro, o Diego do “Câmera de vigilância”. Sentados os três, eu já bem mais aliviado, começamos a fazer planos maquiavélicos de como introduzir (ui!) o Lobo no submundo gay do qual até hoje ele se mantém imune.
Mais uns dez minutos e chega Daniel. Pedimos os primeiros cafés e a conversa seguia animada, afinal, apesar de ser a primeira vez juntos, já freqüentamos os respectivos blogs a algum tempo. Foi então que surgiu a primeira figura feminina da trupe: Hellomotta seguida pouco tempo depois pela imbatível Mulher *. O time se completa com o Fernando do Lost und found in tranlation.
Falou-se sobre a total amplitude de temas que um encontro como este nos permite. Tudo regado aos deliciosos acepipes do Cafeína. Eu estava animado com a encarnação real, visível, daqueles que a gente só tenta vislumbrar a identidade por meios dos comentários.
Foi de fato uma tarde deliciosa, devidamente registrada em fotos, que não serão publicadas aqui! Não, nada disto, ver-nos é o prêmio para quem for aos próximos encontros... hehe.
Quatro horas de muito blá-blá-blá depois cada um foi seguindo o rumo do seu Sábado à noite. E eu fui feliz tomar umas cervejas com amigos pensando o quanto é legal a gente fazer este movimento do virtual para o real.
Que venha o II MEDDIETOPEBCS !!
Sentei, juntando logo duas mesas e, aos poucos, o café foi enchendo. A disputa habitual por mesas foi se tornando mais acirrada e eu defendia como podia minhas quatro cadeiras desocupadas. Vi que na mesa da frente, um rapaz também esperava, protegendo 2 cadeiras contra as investidas dos que chegavam. 4: 15.
Meia-hora depois do horário combinado, minha tensão atingiu o clímax. Já imagina como escrever um post sobre o fracasso do encontro. E o quanto Foxx iria dizer: “É.. ta vendo? Tsc...tsc...tsc.. cariocas!”. Foi quando do outro lado da rua, reconheci o Lobo, ufa! Mas ele atravessou direto para cumprimentar o rapaz na mesa da frente que, sim! era também blogueiro, o Diego do “Câmera de vigilância”. Sentados os três, eu já bem mais aliviado, começamos a fazer planos maquiavélicos de como introduzir (ui!) o Lobo no submundo gay do qual até hoje ele se mantém imune.
Mais uns dez minutos e chega Daniel. Pedimos os primeiros cafés e a conversa seguia animada, afinal, apesar de ser a primeira vez juntos, já freqüentamos os respectivos blogs a algum tempo. Foi então que surgiu a primeira figura feminina da trupe: Hellomotta seguida pouco tempo depois pela imbatível Mulher *. O time se completa com o Fernando do Lost und found in tranlation.
Falou-se sobre a total amplitude de temas que um encontro como este nos permite. Tudo regado aos deliciosos acepipes do Cafeína. Eu estava animado com a encarnação real, visível, daqueles que a gente só tenta vislumbrar a identidade por meios dos comentários.
Foi de fato uma tarde deliciosa, devidamente registrada em fotos, que não serão publicadas aqui! Não, nada disto, ver-nos é o prêmio para quem for aos próximos encontros... hehe.
Quatro horas de muito blá-blá-blá depois cada um foi seguindo o rumo do seu Sábado à noite. E eu fui feliz tomar umas cervejas com amigos pensando o quanto é legal a gente fazer este movimento do virtual para o real.
Que venha o II MEDDIETOPEBCS !!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Descompasso... Desatino
O menino percebeu cedo que não se encaixava. Diferente dos seus brinquedos de montar, o módulo que era não se acoplava em nenhuma peça até então conhecida. E sabia como peças soltas se perdiam facilmente. Telhados triangulares de fábricas de tijolinhos, uma parte do nariz de palhaço do quebra-cabeça sumiram, para nunca mais voltar. Não era possível haver coisa pior do que não se encaixar.
Vez por outra, viu seu pai fazer força, muita força até que a hélice finalmente compusesse parte integrante do helicóptero. Também sua mãe forçava, de quando em vez, uma parte qualquer de um eletrodoméstico, até que este funcionasse como prova irrefutável de sua bem encaixada inteireza. E assim, o menino foi se forçando pela vida.
E o melhor de tudo é que havia sempre situações, esquemas, propostas pedindo novas peças. E se era para se acoplar que fosse a algo grande, definitivo, eterno. Assim o fez. Diferente de qualquer lego que um esbarrão derruba, pensou que se encaixar em Deus era a melhor coisa a fazer. Aquilo que garantiria para a eternidade a sensação reconfortante de “fazer parte”. E aí, o menino sorriu sorrisos ensaiados, repassou teorias prontas, tinha a resposta para qualquer pergunta, porque o universo inteiro, todas as ambivalências, sonhos e afetos tinham um lugar, um escaninho rotulado e perfeito para ser transmitido com a naturalidade de quem conseguiu decifrar em fórmulas tudo o que a vida pode ser.
O menino não era medíocre, nem falso. Realmente ser conhecedor dos códigos e detentor do segredo da existência foi sua salvação durante anos. Até mesmo o desconforto, a sensação de não pertencimento, que o acompanhara desde sempre, ganhavam nomes pomposos e honras celestiais. O menino então vestia-se como se esperava, falava o que condizia com o que era e parecia ser a encarnação perfeita da função que desempenhava. E isto lhe dava um lugar no mundo, um ponto no tempo-espaço a partir do qual olhava o universo inteiro calculando geometricamente distâncias, régua e compasso para tudo.
Um dia, batem à sua porta. E ele que sempre desmascarara o inesperado nos outros, cobrindo-o de nomes conhecidos e teorias familiares percebeu que não era um outro que ali estava. Atrás da porta, estava ele mesmo, mas não etiquetado, não confortável. O incômodo descompasso continuou batendo até que seu som foi, aos poucos, arruinando as harmonias serenas de tudo na vida do menino. E o que eram as altas paredes, os janelões de toalhas ao vento em dias de sol aprazível, revelou-se cenário, realidade fake de filme ou novela, dos piores.
O menino sabia que seu mundo acabara ali. Que não mais haveria possibilidade de uma realidade inventada, mas crida como verdadeira. Seria preciso vender beleza a quem olhasse para ele, enquanto no seu interior, tudo estaria em ruínas.
E foi então que, por sua conta e risco, o menino aceitou sua estranheza e descompasso em relação ao que, ordinariamente, chamam “vida”.
E neste momento, o menino tornou-se homem.
****
I MEDDIETOPEBCS - É AMANHÃ UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU !!!!
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)
Vez por outra, viu seu pai fazer força, muita força até que a hélice finalmente compusesse parte integrante do helicóptero. Também sua mãe forçava, de quando em vez, uma parte qualquer de um eletrodoméstico, até que este funcionasse como prova irrefutável de sua bem encaixada inteireza. E assim, o menino foi se forçando pela vida.
E o melhor de tudo é que havia sempre situações, esquemas, propostas pedindo novas peças. E se era para se acoplar que fosse a algo grande, definitivo, eterno. Assim o fez. Diferente de qualquer lego que um esbarrão derruba, pensou que se encaixar em Deus era a melhor coisa a fazer. Aquilo que garantiria para a eternidade a sensação reconfortante de “fazer parte”. E aí, o menino sorriu sorrisos ensaiados, repassou teorias prontas, tinha a resposta para qualquer pergunta, porque o universo inteiro, todas as ambivalências, sonhos e afetos tinham um lugar, um escaninho rotulado e perfeito para ser transmitido com a naturalidade de quem conseguiu decifrar em fórmulas tudo o que a vida pode ser.
O menino não era medíocre, nem falso. Realmente ser conhecedor dos códigos e detentor do segredo da existência foi sua salvação durante anos. Até mesmo o desconforto, a sensação de não pertencimento, que o acompanhara desde sempre, ganhavam nomes pomposos e honras celestiais. O menino então vestia-se como se esperava, falava o que condizia com o que era e parecia ser a encarnação perfeita da função que desempenhava. E isto lhe dava um lugar no mundo, um ponto no tempo-espaço a partir do qual olhava o universo inteiro calculando geometricamente distâncias, régua e compasso para tudo.
Um dia, batem à sua porta. E ele que sempre desmascarara o inesperado nos outros, cobrindo-o de nomes conhecidos e teorias familiares percebeu que não era um outro que ali estava. Atrás da porta, estava ele mesmo, mas não etiquetado, não confortável. O incômodo descompasso continuou batendo até que seu som foi, aos poucos, arruinando as harmonias serenas de tudo na vida do menino. E o que eram as altas paredes, os janelões de toalhas ao vento em dias de sol aprazível, revelou-se cenário, realidade fake de filme ou novela, dos piores.
O menino sabia que seu mundo acabara ali. Que não mais haveria possibilidade de uma realidade inventada, mas crida como verdadeira. Seria preciso vender beleza a quem olhasse para ele, enquanto no seu interior, tudo estaria em ruínas.
E foi então que, por sua conta e risco, o menino aceitou sua estranheza e descompasso em relação ao que, ordinariamente, chamam “vida”.
E neste momento, o menino tornou-se homem.
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I MEDDIETOPEBCS - É AMANHÃ UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU !!!!
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Cof... Cof... Cof... Atchim!... Bruuuh
A gripe me pegou, por isto, peço que não estranhem este post: desconexo e em retalhos.
*****
Mal-educado
Querid@s tod@s: Nem agradeci o interesse de vocês pelos meu trabalho da facul, aquele citado em “Outing Acadêmico”. Assim que o tiver corrigido repasso para aqueles que manifestaram o desejo de ler.
****
Pra aqueles que experimentaram um D`éjà vu ao assistir o novo clipe de Lady Gaga “Alejandro”, saiba não ocorreu nenhum fenômeno psíquico ou paranormal contigo. Eis a prova:
Precisava do sutiã de metralhadora? Definitivamente Lady Gaga já pode aposentar, deu sua colaboarção inestimável para o pop com a música e o clipe de Bad Romance. E é só.
****
Gerundiando
Lendo: “A descoberta do mundo” de Clarice Lispector.
Comentário: Incrível pensar que esta é uma compilação das crônicas publicadas todo Domingo pelo Jornal do Brasil. O que já foi nossa imprensa? Clarice não é de uma leitura fácil, rápida, enquanto se espera o ônibus, na maioria das vezes. Adoro Clarice, sendo que nada, até agora barra o meu preferido dela: “A aprendizagem ou o livro dos prazeres”.
Ouvindo: “I Just Want To Make Love To You” com Etta James.
Comentário: Voz incrível, interpretação eletrizante de uma das minhas cantoras de jazz favoritas.
Vendo: Mad Men
Comentário: Série de Tv americana que retrata em meio ao cotidiano de uma agência publicitária nos anos 60, os questionamentos de um dos seus melhores profissionais, Don Draper. Chama a atenção o descompasso entre a vida do dia-a-dia com suas obrigações e prazres familiares e profissionais e o desejo de algo diferente, mas que não se sabe bem o quê. Além do mais pra quem gosta de homem de verdade, o protagonista, Jon Hamm é uma coisa toda boa, apesar de muito engomadinho na série.
Comendo: Pastel de queijo,
Comentário: Muito. Obstinadamente. Quase uma compulsão. E o pior é que tem uma pastelaria quase na minha esquina... aiai. Bom, mas pra quem quer provar uma versão mais classuda de pastel recomendo aqui no Rio, os do “Bar do Adão”. A matriz é em Vila Isabel e tem uma filial, toda arrumadinha, em Botafogo. Muitas combinações, bem recheado.. uma delícia!
Pensando: Acaba semestre! Acaba logo... ai, acaba vai...
Comentário: Sem comentários.
****
Trecho
“A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo”. (Clarice Lispector)
****
I MEDDIETOPEBCS - FALTAM 3 DIAS UHUUUUUUU!!!
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)
*****
Mal-educado
Querid@s tod@s: Nem agradeci o interesse de vocês pelos meu trabalho da facul, aquele citado em “Outing Acadêmico”. Assim que o tiver corrigido repasso para aqueles que manifestaram o desejo de ler.
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Pra aqueles que experimentaram um D`éjà vu ao assistir o novo clipe de Lady Gaga “Alejandro”, saiba não ocorreu nenhum fenômeno psíquico ou paranormal contigo. Eis a prova:
Precisava do sutiã de metralhadora? Definitivamente Lady Gaga já pode aposentar, deu sua colaboarção inestimável para o pop com a música e o clipe de Bad Romance. E é só.
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Gerundiando
Lendo: “A descoberta do mundo” de Clarice Lispector.
Comentário: Incrível pensar que esta é uma compilação das crônicas publicadas todo Domingo pelo Jornal do Brasil. O que já foi nossa imprensa? Clarice não é de uma leitura fácil, rápida, enquanto se espera o ônibus, na maioria das vezes. Adoro Clarice, sendo que nada, até agora barra o meu preferido dela: “A aprendizagem ou o livro dos prazeres”.
Ouvindo: “I Just Want To Make Love To You” com Etta James.
Comentário: Voz incrível, interpretação eletrizante de uma das minhas cantoras de jazz favoritas.
Vendo: Mad Men
Comentário: Série de Tv americana que retrata em meio ao cotidiano de uma agência publicitária nos anos 60, os questionamentos de um dos seus melhores profissionais, Don Draper. Chama a atenção o descompasso entre a vida do dia-a-dia com suas obrigações e prazres familiares e profissionais e o desejo de algo diferente, mas que não se sabe bem o quê. Além do mais pra quem gosta de homem de verdade, o protagonista, Jon Hamm é uma coisa toda boa, apesar de muito engomadinho na série.
Comendo: Pastel de queijo,
Comentário: Muito. Obstinadamente. Quase uma compulsão. E o pior é que tem uma pastelaria quase na minha esquina... aiai. Bom, mas pra quem quer provar uma versão mais classuda de pastel recomendo aqui no Rio, os do “Bar do Adão”. A matriz é em Vila Isabel e tem uma filial, toda arrumadinha, em Botafogo. Muitas combinações, bem recheado.. uma delícia!
Pensando: Acaba semestre! Acaba logo... ai, acaba vai...
Comentário: Sem comentários.
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Trecho
“A maioria das pessoas estão mortas e não sabem, ou estão vivas com charlatanismo”. (Clarice Lispector)
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I MEDDIETOPEBCS - FALTAM 3 DIAS UHUUUUUUU!!!
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)
terça-feira, 15 de junho de 2010
O Estranho caso dos SMS’s
Domingo à noite, eu entretido com o meu episódio de Mad Men bipa o celular, torpedo: “Desculpe, acordei super tarde e fui fazer umas coisas, academia, depois família. Maneiro te conhecer. Aqui é meu telefone. Longo beijo”. Hãn? Como assim? Pensei logo: Algum (a) FDP que ficou com o cara/ a moça e deu o telefone errado no fim da noitada!
Educado que sou, e com o coração solidário, respondi: “Eu acho que vc mandou a mensagem pra o número errado. Este é o meu, Rafael”. E continuei entretido a acompanhar as angústias existenciais de Don Draper.
Pouco tempo depois outro SMS: “Pois é vc disse que seu nome era Rafael e o meu é Carlos, mas me chamam Kaká. Não lembra? :(“ Que? Deveria ser uma brincadeira, tratei de ligar logo pro número, mas estranhamente nenhuma das várias tentativas completava a ligação.
Minha resposta: “Que estranho! Eu não conheci ninguém ontem. Até tentei te ligar para desfazer o mal-entendido mas não completa. Sorte aí”. Achei que enfim estava resolvido o mal-entendido. Foi quando aconteceu o mais esquisito de tudo:
“Rafael a genti (sic) se conheceu no Tv-Bar e vc me deu seu cel. Não to entendendo, desculpe se estou incomodando”. Caraca! Eu fui ao tv bar com 2 amigos naquela noite! Mas nem fiquei com ninguém, só dancei horrores. Como assim?
Respondi mais uma vez negando e ainda chegaram mais duas mensagens do cara!
Hipóteses:
1) Algum dos meus 2 amigos brincando comigo(... ridículo). Mesmo assim liguei para eles que alegaram que não tinham nada a ver com a história.
2) Havia um ex-peguete meu lá que estava com um cara esquisito. Será que o FDP deu o meu número e usou o meu nome? Hum... sei não, é muita falsidade ideológica pra uma pessoa só.
3) É o Além querendo unir, de forma inusitada, duas almas gêmeas e sedentas de volúpia e prazer.... Será?
Enfim, um caso bizarro de SMS’S!
****************
I MEDDIETOPEBCS - FALTAM 4 DIAS UHUUUUUUU!!!
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)
Educado que sou, e com o coração solidário, respondi: “Eu acho que vc mandou a mensagem pra o número errado. Este é o meu, Rafael”. E continuei entretido a acompanhar as angústias existenciais de Don Draper.
Pouco tempo depois outro SMS: “Pois é vc disse que seu nome era Rafael e o meu é Carlos, mas me chamam Kaká. Não lembra? :(“ Que? Deveria ser uma brincadeira, tratei de ligar logo pro número, mas estranhamente nenhuma das várias tentativas completava a ligação.
Minha resposta: “Que estranho! Eu não conheci ninguém ontem. Até tentei te ligar para desfazer o mal-entendido mas não completa. Sorte aí”. Achei que enfim estava resolvido o mal-entendido. Foi quando aconteceu o mais esquisito de tudo:
“Rafael a genti (sic) se conheceu no Tv-Bar e vc me deu seu cel. Não to entendendo, desculpe se estou incomodando”. Caraca! Eu fui ao tv bar com 2 amigos naquela noite! Mas nem fiquei com ninguém, só dancei horrores. Como assim?
Respondi mais uma vez negando e ainda chegaram mais duas mensagens do cara!
Hipóteses:
1) Algum dos meus 2 amigos brincando comigo(... ridículo). Mesmo assim liguei para eles que alegaram que não tinham nada a ver com a história.
2) Havia um ex-peguete meu lá que estava com um cara esquisito. Será que o FDP deu o meu número e usou o meu nome? Hum... sei não, é muita falsidade ideológica pra uma pessoa só.
3) É o Além querendo unir, de forma inusitada, duas almas gêmeas e sedentas de volúpia e prazer.... Será?
Enfim, um caso bizarro de SMS’S!
****************
I MEDDIETOPEBCS - FALTAM 4 DIAS UHUUUUUUU!!!
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)
domingo, 13 de junho de 2010
Respeito
Então tem uma hora que você percebe que a coisa toda está demais. Em algum momento bobo, sem nenhum motivo especial, uma sensação reveladora toma conta de você, uma intuição certeira com a clareza de um “2 + 2”: Você está se desrespeitando.
Tudo isto acaba tomando muito sua energia. Não que você pense nisto obstinadamente, mas a questão está lá, como um pano de fundo de cena, emoldurando, mal ou bem, tudo o que de tão variado se desenrola no palco da sua existência. E energia, pra você, a esta altura de uma vida que está se reconstruindo em amplos sentidos, aos trinta e dois anos, é uma coisa preciosa demais pra você não prestar atenção nela.
E o mais chato de tudo é que tanta energia é gasta em algo que você sempre imaginou que para se autêntico e bom, deveria ser uma fonte renovadora, real e fluída de energia. As coisas estão ao contrário. É preciso tomar uma decisão. Ou a gente se torna eterno servidor da coisa, se arrastando por ruas cheias de pedintes como nós, mãos estendidas aqueles que passam sem nem menear a cabeça e que, na verdade, nem tem nada pra dar, ou a gente descobre que esta fonte de aconchegante calor, de luminosidade criativa, de afeto real está em nós e naqueles que amamos.
Não é uma decisão fácil, não sei nem se uma decisão assim, nascida de uma percepção direta, mas que ocorre no “tão lá dentro da alma” tem alguma relevância prática, se ela vira algo como uma mudança de atitude. Mas deveria, deveria. Porque é preciso que a gente se respeite: a dignidade primeira, basilar é esta afinal.
Tudo isto acaba tomando muito sua energia. Não que você pense nisto obstinadamente, mas a questão está lá, como um pano de fundo de cena, emoldurando, mal ou bem, tudo o que de tão variado se desenrola no palco da sua existência. E energia, pra você, a esta altura de uma vida que está se reconstruindo em amplos sentidos, aos trinta e dois anos, é uma coisa preciosa demais pra você não prestar atenção nela.
E o mais chato de tudo é que tanta energia é gasta em algo que você sempre imaginou que para se autêntico e bom, deveria ser uma fonte renovadora, real e fluída de energia. As coisas estão ao contrário. É preciso tomar uma decisão. Ou a gente se torna eterno servidor da coisa, se arrastando por ruas cheias de pedintes como nós, mãos estendidas aqueles que passam sem nem menear a cabeça e que, na verdade, nem tem nada pra dar, ou a gente descobre que esta fonte de aconchegante calor, de luminosidade criativa, de afeto real está em nós e naqueles que amamos.
Não é uma decisão fácil, não sei nem se uma decisão assim, nascida de uma percepção direta, mas que ocorre no “tão lá dentro da alma” tem alguma relevância prática, se ela vira algo como uma mudança de atitude. Mas deveria, deveria. Porque é preciso que a gente se respeite: a dignidade primeira, basilar é esta afinal.
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