sábado, 12 de junho de 2010

I MEDDIETOPEBCS ATENÇÃO!!!

Querid@s,

Cometi um erro, dissemos que o nosso I MEDDIETOPEBCS seria sem ser neste Sábado, Dia do Correio Aéreo Nacional, o outro,ou seja, dia 19/06 e não dia 26!
Lobo já disse que pra ele é melhor mesmo dia 19 e eu nem posso no sábado seguinte. Tenho uma festa junina. Enfim ficamos então assim:

I MEDDIETOPEBCS
Dia: 19/06 (Sábado)
Horário: 16h
Local: Cafeína (R. Farme de Amoedo - Ipanema)

P.S.1 Possibilidade de emendarmos com um ou vários chopes depois. Sou sempre a favor do àlcool... rs
P.S.2 Galera seria MUITO BOM se a gente pudesse ter os telefones uns dos outros. Mandem-me por email para rafaelmorello@yahoo.com.br que eu repasso para a galera que vai.
P.S.3: Vamos ser pontuais! (Sou neurótico com horário... rs)
P.S.4: Vamos arrasar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vamos celebrar este dia!

Todos nós sabemos a importância fundamental do que celebramos hoje. Por isto toda a comemoração é pouca para esta data que é uma das centrais do nosso calendário. Sem o motivo de nossas celebrações hordiernas, o que seria de nós?

Por isto: Viva o Dia do Correio Aéreo Nacional! (12/6).

O Correio Aéreo Nacional (CAN) é um serviço postal militar brasileiro iniciado em 1931. Ele tem a imporantíssima missão de integrar o vasto território ancional e possibilitar a ação governamental em áreas de difícil acesso, possuindo um relevante papel social. Por isto, sem dúvida nenhuma, o Dia do Correio Aéreo Nacional é a COISA MAIS IMPORTANTE EVER DESTE 12/6, não é mesmo?

Viva O Correio Aéreo Nacional!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Outing acadêmico + I MEDDIETOPEBCS

Eu fui fazer Ciências Sociais porque a Filosofia não me bastava mais. Na verdade o que me interessa é ficar ali na encruzilhada entra as duas. Mas a filosofia por si só é muito teórica, versa sobre compreensões que sem dúvidas originam coisas, práticas, hábitos muito concretos, mas não parte destes.

Eu fui fazer ciências sociais porque quero estudar a questão de gênero e diversidade sexual. Compreender os processos de construção social da identidade gay, dar a minha colaboração intelectual para uma questão que me toca tão pessoalmente.

Por isto, apesar do nervosismo, foi com enorme vontade que, ao ser perguntado pelo professor de Antropologia III qual seria o assunto do meu seminário, não titubeei: A relação entre igualdade e hierarquia no segmento LGBT. A proposta era analisarmos em algum aspecto da sociedade a relação entre hierarquia e igualdade.

Quando disse o tema, as pessoas olharam pra mim com aquela cara de “Hum...” e o professor, de uma maneira meio tola, disse que um amigo dele fez um trabalho sobre travestis e era muito bem-casado com uma mulher, que nem sempre a gente estudar um tema significa que “somos aquilo”. Eu fiquei calado, com uma cara de “è, mas não é o meu caso”.

O trabalho ficou ótimo, modestamente (rs). Parti do emergir dos sujeitos LGBT’s como produtores de um discurso sobre si mesmos na década de setenta, que inexistia de forma relevante antes disto. E de como a figura do gay até então era só a do efeminado, a “bicha louca” da qual se pode fazer rir. É preciso rir das bichas porque elas embaralham as noções clássicas atribuídas aos gêneros. São homens que remetem ao feminino. E pior, na cabeça de todos são passivas, “passividade” é algo tipicamente feminino, ao contrário da atividade, força, domínio do macho.

A partir da emersão social do segmento LGBT há uma luta intensa por ampliar a cidadania desses sujeitos, o que vem se realizando num projeto assimilacionista, de alargamento dos direitos já facultados aos héteros. Para isto é necessária uma intensa campanha para assegurar a “normalidade” dos homossexuais o que também se faz, afastando-se da imagem tradicional da bicha tão presente na sociedade ainda hoje. Mostrar que se é um gay másculo, que se é de uma espécie fundamentalmente distinta do viado risível é uma forma de angariar simpatias e possibilidades de interação social muito maiores. Assim, no interior do próprio segmento se reproduz contra os efeminados, um preconceito que, em última instância, por exemplo, na legislativa, todos sofremos. Apesar da igual condição homossexual, há uma hierarquia dentro do próprio segmento com vistas à uma maior aceitação social.

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ATENÇÃO! I MEDDIETOPEBCS

Data: 26/6 (Sábado)
Hora: 16h
Local: ????????
Blogueiros do Rio e Simpatizantes interessados: Manifestem-se!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

I Maravilhoso, Estupendo e De Dar Inveja Em Todo O País Encontro de Blogueiros Cariocas e Simpatizantes (I MEDDIETOPEBCS)

Para esclarecer: Não tenho o menor problema com paulistas/ paulistanos! Adoro São Paulo e seus habitantes. Meu melhor namorado (até agora, please) era de Sampa! Durante 1 ano fui figurinha fácil na Benedito Calixto, no Pedaço de Pizza da R. Augusta, e tantos outros lugares desta megalópole maravilhosa.

Não é implicância é inveja branca! O querido povo de Sampa já fez vários encontros de blogueiros, rolam lanchinhos no ipê do Edu, e o povo carioca, até agora nada. Mas isto vai mudar!

Estamos iniciando os preparativos do “I Maravilhoso, Estupendo e De Dar Inveja Em Todo O País Encontro de Blogueiros Cariocas e Simpatizantes (I MEDDIETOPEBCS)”. Sim!

Já sei que além de mim, Lobo Cinzento, Mulher *, Hellomotta, Yag e Daniel moram no Rio! Os queridos Paulo Faysano (que sugeriu um encontro interestadual) e Paulo Braccini também poderiam vir, além, é claro, do mega requisitado Foxx que já esteve em encontros de blogueiros nos quatro cantos deste país varonil, mas não leva fé na capacidade de reunião dos cariocas... tsc...tsc...tsc... Nós te perdoamos, sua raposa incrédula, e te acolhemos de braços abertos, ok?

Enfim, quem conhecer outros blogueiros cariocas ou simpatizantes de outros estados tão interessantes quanto nós (hehehe...) entrem em contato.
O mais fácil é depois marcar um sábado, em algum café charmoso para horas de boa conversa e muita cafeína.

Contato: rafaelmorello@yahoo.com.br / MSN: rafael-morello@hotmail.com
Tô animado!!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Mundo virtual... afeto real!

Então, várias coisas acontecendo nesta blogosfera. É muito legal perceber como a gente se sente íntimo daqueles blogueiros que acompanhamos. A vida que perpassa cada post, os sonhos, alegrias, tristezas e ilusões de cada um parecem materializar a pessoa diante de nós e o que temos então, deixa de ser só um simples texto num monitor e ganha os ares de uma boa conversa de bar com amigos, ou de desabafo ao pé do ouvido.

Sei que nem tudo é verídico, que não sei nem a cara (nem o nome!) da maioria dos blogueiros que acompanho. Mas não importa, isto faz parte do mundo virtual mesmo. Mas o meu afeto é, sem dúvida, real.

Fico emocionado em acompanhar o romance entre dois blogueiros que está rolando. Sou leitor assíduo de um deles e me identifico muito com seu “histórico afetivo”. Saber que ele teve um encontro extremamente significativo, lindo por si só, independente do que acontecer daqui para frente é enternecedor. E mostra que mesmo quando a gente se entende seco, a terra é boa por baixo da fina camada áspera e tudo pode brotar de novo.

Conversei a primeira vez com Visão e Mauri no MSN. Que sensação boa, a primeira vez que você fala com alguém e parece que estávamos só continuando um papo que já rolava pelos comentários nos respectivos blogs.

Fiquei meio chocado em ouvir a voz da Vaca Jersey na entrevista para o Yag! Sei lá, “uma voz”: entonação, timbre, palavras é tão mais concreto do que um texto. Adorei o gauchês. E fiquei feliz de conhecer um pouco mais o homem por trás do mito (rs)

A relação com a Bia do “A arte da Palavra” é diferente. Amiga do mundo real, ler seu blog me dá sempre a impressão de um convite para a intimidade, para acessar, para além de todos os outros contextos nos quais nos encontramos, uma dimensão única e muito pessoal, o que me deixa muito feliz.

Muitas vezes o blog é para mim uma forma de me conectar às coisas, treinar meu olhar a respeito da vida, outras, sair da estreiteza das minhas questões e mergulhar no mundo que é cada outra pessoa. Frequentemente, escrever é uma espécie de salvação. As palavras que aliviam, trazem alento... pode ser mesmo só uma teimosia, uma maneira de cismar que mesmo a pior dor, o dia mais sem sentido, se transforma num texto belo e a beleza tem sempre razão de ser.

P.S. Quantos blogam do Rio? Quem? Precisamos organizar nosso “I Maravilhoso, Estupendo e De Dar Inveja Nos Paulistas Encontro de Blogueiros Cariocas” rsrs

Cinza sobre a alma

“Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu” já dizia o poeta.
Dias claros que são nublados aos olhos. E não há tristeza ou dor, só um inexplicável pairando sobre qualquer alegria, como um fino véu sobre o espelho que então, não brilha.

Dias que os amigos parecem poucos e distantes, no qual se recorda os amores com dificuldade e a vida parece só um tronco seco de outono. Só que a gente nem lembra que virá a primavera.

Mas é também em dias assim que se operam os pequenos milagres. Talvez porque a própria tessitura do ser esteja toda diversa da normal, estamos mais sensíveis, embuídos de nós mesmos, como que recolhidos a nos acariciar, repetindo um “já passa” que ecoa por dentro.

Talvez seja a esperança de algo bom, talvez seja mesmo o bom de todo o dia, acolhido com avidez da necessidade, da expectativa. O fato é que o pequeno milagre surge. O sair à rua num sol de Maio no Rio, folhear as páginas bobas de uma revista qualquer tomando um café fumegante depois de cumprida exaustiva tarefa. Encontrar amigos on-line e descobrir a voz de vaca cheia de gauchês por aí.
Tudo te lembra que apesar do nublado dos olhos, do oco da alma, há vida. E então arranja-se uma esperança qualquer de que ela vá se esgueirando por tudo, espalhando-se sobre o que está disperso e morno sobre o piso e promovendo aquela robustez, que afinal é preciso, para mais um dia.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Rio Fashion We...ird

É tudo grande, comprido, largos espaços, longos corredores. O cais do porto, uma das zonas mais degradadas do Rio, recebeu uma maquiagem completa, como só um evento de moda poderia fazer. Até a degradação ficou chique, uma coisa meio decadénce com grife.

Encontramos a Miss Brasil bem na entrada e se no carnaval pulando conosco sob o sol de Ipanema ela já era linda, produzida para os holofotes e flashes dos fotógrafos, fazendo pose em mil camarotes, parecia mesmo um outro tipo de gente, diferente de nós, meros mortais “hum.. até que hoje eu to bonito”.

Pulseirnhas postas, entramos no camarote da revista da moda, guiados devidamente pelo Mister Atol das Rocas, mais corpaço que beleza, mas muito simpático e a nossa porta de entrada para o mundo dos canapés de alcachofra com limão siciliano. Mas o que me importava mesmo estava aos litros dentro do reluzente balde de gelo: Champagne. O camarote parecia um mini-zôo fashion, com todas a as espécies possíveis deste estranho universo: bichas cabelereiras à la Lady Gaga, assistentes histéricos com crachás enormes fazendo poses, anãs-fashions de cabelo chanel sentindo-se Mirandas Priestlys, as próprias Mirandas Priestlys, anônimos querendo passar por famosos, celebridades fingindo que queriam passar anônimas. Do nada, aparecem ex-BBB’ s (Ex-Hein? Quem?) mais flashes pipocam, alguns globais, cantoras que um dia estiveram na moda e nós, os bicões alienígenas só bebendo de graça.

Na verdade, todo o clima era muito estranho. Uma mise-en-scéne completa. A impressão que eu tinha enquanto sorvia em goles prazerosos as plásticas taças de champagne era que a qualquer momento uma sirene tocaria e todo mundo começaria a desfazer os inusitados penteados, tirar a maquiagem bizarra, parar com a encenação e voltar a ser gente de verdade. Um arrepio percorreu-me a alma quando entendi que ninguém iria se desfazer da sua persona, e se um dia o quiserem, talvez não possam porque, como diz o poema, por tanto tempo ali, a máscara grudou-se à cara e já não há quem possa arrancá-la.

Não falo mal da moda. Sei que é uma indústria como outra qualquer. Também um campo onde se expressa a criatividade e o gênio humano. Refiro-me à esta atitude poser que emana das modelos dos desfiles e atinge a todos em qualquer momento e função. Alguém segura uma taça como se fosse sair na capa da próxima Vanity Fair ou vai até o banheiro sentindo-se La Bündchen no principal desfile da noite.

Até que meu novo cavanhaque pós-moderno funcionou super bem, se eu me comportasse um pouquinho como alguém que deseja conquistar o mundo numa cruzada de pernas ou estivesse usando alguma peça de roupa bizarra e original, poderia quase passar por um deles.
Mas não, o bom mesmo é observar este estranho universo, enquanto aproveito o melhor dele: Champagne, do bom e de graça!

Ouvindo: Chelsea Hotel - Rufus Wainwright