Então é isso, queridos, após uma longa jornada cheguei ao final das 5 temporadas de Queer as folk. Devo dizer que as únicas que realmente te prendem a atenção com tramas interessantes e um ritmo ágil são as 2 primeiras.
Na última temporada há algumas cenas memoráveis, especialmente em relação à tragédia que se abate na comunidade gay de Pittsburgh. Mas mesmo este acontecimento fica estranho na trama. Durante alguns episódios ele parece redefinir um monte de situações, especialmente em relação ao relacionamento de Brian e Justin, mas então, você descobre, no último episódio que ele não foi tão importante assim para as personagens, como até então o seriado fazia questão de insinuar.
É interessante perceber também o clima geral dos E.U.A. quanto à questão da cidadania gay na época do final do seriado. Há referências explícitas à perseguição política da casa branca na era Bush e uma atmosfera de desânimo no ar, que levou o casal Mel e Lindsey a se mudar para o Canadá, por exemplo. Seria muito legal se a gravação da últma temporada tivesse coincidido com a vitória do Obama e a sua política totalmente gay friendly.
Eu definitivamente não fui pego pelo casal principal. Brian apesar de algumas nuances interessantes é alguém que eu classificaria como um chato egocêntrico e Justin é legal, mas menininho demais, loirinho demais, não faz nada o meu tipo. Honra seja feita aos homens de Michael, os dois maridos da personagem ao longo da trama são sem dúvida os mais interessantes exemplares da espécie masculina em todo seriado. E, além disso, o casamento-fofo-toda-a-vida do Michael com Ben mexe com alguma coisa de muito romântica e idealizada que ainda resiste aos áridos tempos atuais e segue, vez por outra, batendo no meu velho peito.
Neste fim de semana, começo nova jornada: Brothers and Sisters. Bj!