
Ela era a oportunidade perfeita. Desengonçada, esquisita, feia. 47 anos e ainda um sonho de ser cantora profissional. O programa como tantos outros é feito de bizarrices, de gente de quem se ri enquanto o jantar é servido. Pessoas ridículas dão audiência, talvez no mesmo patamar de IBOPE, de miseráveis e desgraçados.
A música de fundo e as risadas ainda antes da apresentação dão o tom do espetáculo que se esperava da escocesa Susan Boyle. É recebida no palco com escárnio, rizinhos e claro desdém. Como a gente se sente irmanado facilmente diante de um alvo. Parece então que podemos, rindo do outro ridículo, nos distanciarmos do ridículo que há em cada um de nós. Nos pomos sempre do lado dos melhores, mais competentes, bonitos e podemos então rir do diferente, às vezes, de puro disfarce, de desespero, rir para se livrar do que, a contragosto, você reconhece também em você mesmo. E nesta ocasião Susan era pra ser um caso clássico e fácil de bode expiatório. Quando ela anuncia o que pretende cantar então... “I dreamed a dream” do musical Les miserables, uma música complexa. Pronto, era só esperar o fiasco.
E quando Susan abre a boca: o espanto. Há algo nela, que lhe sai de dentro, que lhe toma toda e vai além, bastam as primeiras palavras e fica evidente o quanto somos idiotas, ingênuos por achar que conhecemos alguém pelo que ele parece ser. É emocionante. Parece um sonho e é. Só que ali a gata borralheira não sofre nenhuma mudança aparente, não há varinha de condão ou fada-madrinha. Há só o que de melhor e mais bonito cada pessoa é e que está escondido em algum canto de nós. É preciso ter coragem para, apesar de tudo, das risadas, preconceitos e um mundo feito de aparências, acreditar nisto de melhor que há em nós. O caso de Susan Boyle é, como diz a jurada ao fim da apresentação, uma enorme chamada para despertarmos do cinismo, mas é só um exemplo da força bela e harmoniosa que existe em cada um de nós, do dom com que fomos presenteados. Não tenhamos medo.
A música de fundo e as risadas ainda antes da apresentação dão o tom do espetáculo que se esperava da escocesa Susan Boyle. É recebida no palco com escárnio, rizinhos e claro desdém. Como a gente se sente irmanado facilmente diante de um alvo. Parece então que podemos, rindo do outro ridículo, nos distanciarmos do ridículo que há em cada um de nós. Nos pomos sempre do lado dos melhores, mais competentes, bonitos e podemos então rir do diferente, às vezes, de puro disfarce, de desespero, rir para se livrar do que, a contragosto, você reconhece também em você mesmo. E nesta ocasião Susan era pra ser um caso clássico e fácil de bode expiatório. Quando ela anuncia o que pretende cantar então... “I dreamed a dream” do musical Les miserables, uma música complexa. Pronto, era só esperar o fiasco.
E quando Susan abre a boca: o espanto. Há algo nela, que lhe sai de dentro, que lhe toma toda e vai além, bastam as primeiras palavras e fica evidente o quanto somos idiotas, ingênuos por achar que conhecemos alguém pelo que ele parece ser. É emocionante. Parece um sonho e é. Só que ali a gata borralheira não sofre nenhuma mudança aparente, não há varinha de condão ou fada-madrinha. Há só o que de melhor e mais bonito cada pessoa é e que está escondido em algum canto de nós. É preciso ter coragem para, apesar de tudo, das risadas, preconceitos e um mundo feito de aparências, acreditar nisto de melhor que há em nós. O caso de Susan Boyle é, como diz a jurada ao fim da apresentação, uma enorme chamada para despertarmos do cinismo, mas é só um exemplo da força bela e harmoniosa que existe em cada um de nós, do dom com que fomos presenteados. Não tenhamos medo.
Claro, confere aí: http://www.youtube.com/watch?v=d-KiGva9dV4





