Sumiço totalmente justificado da minha parte, queridos amigos: trabalho, faculdade, freela, tarefas domésticas, aff! (Humm... tá faltando beijo na boca nesta lista, né não?!).
- - - - -
Está faltando mesmo. Quase 2 meses sem beijar e outras cositas más. A verdade é que cansei desta história de nights, todas tão incrivelmente iguais, pessoas diferentes com o mesmo carão, o mesmo papinho de “estou procurando alguém para namorar sério blá blá blá”, ou desesperadas para beijar, desesperadas e facinhas na hora da xepa.. Chaaaato!
Resultado: Outro dia no trabalho tinha que digitar "concerto grosso em lá maior" e pus "como é gostoso em lá maior"! rsrsrs Ah, e acreditem, tive uma polução noturna.. nossa! desde a adolescência não sabia o que era isto.
E o incrível é que estou me sentindo muito bem, cuidando de mim, investindo no futuro sem muito saco de pôr minhas energias em outra pessoa. Acho também que a minha extrema necessidade de sexo anda mais calma, estou mais seletivo, será que é a idade?
- - - -
Ninguém me tira da cabeça que as máquinas não são apenas cérebros eletrônicos, possuem temperamentos tinhosos também. Meu computador apagou no sábado de repente e da mesma forma, na Quarta-feira, voltou a funcionar como se nada tivesse acontecido. Acho que tenho um encosto tecnológico, um exu-cai-sistema que me persegue. Vou já já fazer uma oferenda: um pen-drive de 8 G, um disquete de 3 ½ e uma boa webcam tudo posto com farofa em uma encruzilhada qualquer.
- - -
Mega atrasado, a esta altura, até os alíens-bibas da galáxia mais distante já devem ter visto, mas estou baixando agora Queer as Folk, vendo a primeira temporada. Comentários depois.
- - - -
Nova paixão musical: Mika. Adoro todas as músicas do único disco! Vocês já repararam em Billy Brown? É a história de um cara que se apaixona por OUTRO. Viva Mika!
- - - - -
Por que substituíram as telefonistas do 102 por máquinas?! No trabalho, esta semana, ligando para o auxílio à lista:
-Boa-tarde. Bem-vindo ao 102. Para telefone comercial digite 2. para demais solicitações digita 3.
Digitei: 2.
- Fale a cidade desejada
- Rio de Janeiro.
- Entendi... Rio de Janeiro. Fale se está correto ou não.
- Correto.
-Agora fale apenas o nome que deseja consultar.
-Palácio São Clemente .
- Entendi... CHURRASCARIA PALACE.
Droga! Droga! Droga!
sexta-feira, 20 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
A VISITA

- Oi.. é o Fábio.
- Quem? Fábio?
- É você disse que eu podia ligar, me deu seu telefone…
(Humm... com certeza não é comigo, mas poxa, numa sexta-feira à noite...)
Mas não era nenhum Fábio, nem Arthur, nem Paulo, era o Autor! Disse-me que ele e o Namorado estavam pensando em descer a serra para se jogar no Cine Ideal e pegar uma prainha no Sábado. Fiquei muito feliz com a possibilidade de conhecê-los na real e lhes ofereci logo as minhas nababescas instalações na cidade maravilhosa, inclusive a minha querida cama Queen size (Calma gente, eu dormi no colchão tá! Não rolou nenhum ménage que não sou disso oras! Não com amigos.. hehe).
Pela primeira vez fui ao cine ideal. Achei o lugar bem bacana. Na verdade o momento da entrada é um dos melhores! Você é revistado! E minuciosamente... aiai.. adorei. Achei o público MUITO jovem. Não sei se é porque me assumi quase aos 30, mas me impressionou a multidão de quase garotos no local.
Como em toda night que se preze conhecemos gente nova e esquisita. Um menino loirinho, pintosérrima jurando ser hétero durante o dia e quando sóbrio. Nos explicou mil vezes seu sobrenome e a importância fundamental do trema para a pronúncia correta deste.
Dia seguinte, sol maravilhoso na cidade idem fomos para Ipanema e lagartixamos ao sol toda tarde. Tomei litros e litros da minha mais recente paixão: limonada quase enchendo o copo e um pouco de mate só para dar aquela sujada no limão. Ai delícia!
O Autor é um gente boa de marca maior, um querido. Se já o achava legal virtualmente, na real é ainda melhor. E o Namorado então?! Dei a ele uma dica que vai mudar sua vida para sempre: um curso por correspondência de como tratar namorados. Acreditem, esse menino vai ficar rico. Já me inscrevi por antecipação, o primeiro kit é meu e ninguém tasca.
Enfim, Sábado maravilhoso, com pessoas queridíssimas numa cidade de deixar qualquer um de boca aberta de tanta beleza. Quer mais? Eu quero. Voltem logo meninos!
- Quem? Fábio?
- É você disse que eu podia ligar, me deu seu telefone…
(Humm... com certeza não é comigo, mas poxa, numa sexta-feira à noite...)
Mas não era nenhum Fábio, nem Arthur, nem Paulo, era o Autor! Disse-me que ele e o Namorado estavam pensando em descer a serra para se jogar no Cine Ideal e pegar uma prainha no Sábado. Fiquei muito feliz com a possibilidade de conhecê-los na real e lhes ofereci logo as minhas nababescas instalações na cidade maravilhosa, inclusive a minha querida cama Queen size (Calma gente, eu dormi no colchão tá! Não rolou nenhum ménage que não sou disso oras! Não com amigos.. hehe).
Pela primeira vez fui ao cine ideal. Achei o lugar bem bacana. Na verdade o momento da entrada é um dos melhores! Você é revistado! E minuciosamente... aiai.. adorei. Achei o público MUITO jovem. Não sei se é porque me assumi quase aos 30, mas me impressionou a multidão de quase garotos no local.
Como em toda night que se preze conhecemos gente nova e esquisita. Um menino loirinho, pintosérrima jurando ser hétero durante o dia e quando sóbrio. Nos explicou mil vezes seu sobrenome e a importância fundamental do trema para a pronúncia correta deste.
Dia seguinte, sol maravilhoso na cidade idem fomos para Ipanema e lagartixamos ao sol toda tarde. Tomei litros e litros da minha mais recente paixão: limonada quase enchendo o copo e um pouco de mate só para dar aquela sujada no limão. Ai delícia!
O Autor é um gente boa de marca maior, um querido. Se já o achava legal virtualmente, na real é ainda melhor. E o Namorado então?! Dei a ele uma dica que vai mudar sua vida para sempre: um curso por correspondência de como tratar namorados. Acreditem, esse menino vai ficar rico. Já me inscrevi por antecipação, o primeiro kit é meu e ninguém tasca.
Enfim, Sábado maravilhoso, com pessoas queridíssimas numa cidade de deixar qualquer um de boca aberta de tanta beleza. Quer mais? Eu quero. Voltem logo meninos!
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Milk - A Voz da Igualdade

Milênios sem ir ao cinema, acho um absurdo pagar quase R$ 20 por uma sessão. Por isto, cá estava eu agüentando firme até Março quando renovo minha carteirinha de estudante (“autêntiquíssima”).
Mas a noite do Oscar, em pleno domingão de carnaval, me fez abrir uma honrosa brecha nos meus planos iniciais. Quando Sean Penn ao agradecer pelo prêmio de melhor ator, afirmou emocionado que aquele filme, MILK, deveria fazer todos os que votaram a favor da volta do veto ao casamento gay na Califórnia pensarem no que fizeram, tive que ir ao cinema no dia seguinte.
MILK é um filme sobre política. E a gente se assusta fácil com esta palavra. Mas a dimensão política do que está representado na tela é a mais genuína possível. Política originalmente significa a tarefa de gerenciar as relações entre os cidadãos, cuidar da vida de uma sociedade, garantir o direito de representação e participação a quem é membro efetivo de uma comunidade. E o fato é que quer gostem de nós gays ou não, nós estamos presentes em cada cidade, região e país deste mundo. Se somos 10%, 15%, 5% ou sei lá quantos por cento, o fato é que existimos como fator social e por isto precisamos ter a nossa participação na sociedade respeitada e garantida.
Harvey Milk percebeu que ter o direito de abrir sua pequena loja junto com seu companheiro em São Francisco era muito mais do que uma questão pessoal a ser resolvida de forma singular. Problemas sociais, como discriminação, exigem respostas políticas. Podemos reagir à discriminação que ronda a cada um de nós ainda hoje de várias formas: fingir que ela simplesmente não existe, aceitar os silêncios impostos à nossa maneira de ser e amar, pensar que a humanidade caminha rumo a uma maior aceitação das diferenças graças à uma evolução natural e que não exige empenho da nossa parte. No entanto, se gozamos de certas liberdades hoje impensáveis no passado, é porque muitos entenderam que sua orientação sexual e as repercussões desta numa sociedade preconceituosa não eram apenas dramas pessoais, mas questões sociais e reinvidicações políticas autênticas.
A política em nosso país está desgastada, os partidarismos ridículos, muitas vezes, contaminam a militância gay, enfim, há um número infinito de motivos para acharmos tudo chato e desestimulante. Mas não é uma opção não nos interessarmos pela dimensão política-social do que somos, do que fazemos na cama, de quem amamos. Porque isto significa, não que estejamos fora da política, isto nunca é possível desde que vivemos em sociedade, mas que escolhemos a pior posição possível: fortalecer com nosso silêncio desinteressado a posição dominante e deixarmos de dar a nossa contribuição para que nós e, principalmente, milhões de gays que ainda estão por nascer, sofram menos, sejam mais respeitados, mais felizes.
Mas a noite do Oscar, em pleno domingão de carnaval, me fez abrir uma honrosa brecha nos meus planos iniciais. Quando Sean Penn ao agradecer pelo prêmio de melhor ator, afirmou emocionado que aquele filme, MILK, deveria fazer todos os que votaram a favor da volta do veto ao casamento gay na Califórnia pensarem no que fizeram, tive que ir ao cinema no dia seguinte.
MILK é um filme sobre política. E a gente se assusta fácil com esta palavra. Mas a dimensão política do que está representado na tela é a mais genuína possível. Política originalmente significa a tarefa de gerenciar as relações entre os cidadãos, cuidar da vida de uma sociedade, garantir o direito de representação e participação a quem é membro efetivo de uma comunidade. E o fato é que quer gostem de nós gays ou não, nós estamos presentes em cada cidade, região e país deste mundo. Se somos 10%, 15%, 5% ou sei lá quantos por cento, o fato é que existimos como fator social e por isto precisamos ter a nossa participação na sociedade respeitada e garantida.
Harvey Milk percebeu que ter o direito de abrir sua pequena loja junto com seu companheiro em São Francisco era muito mais do que uma questão pessoal a ser resolvida de forma singular. Problemas sociais, como discriminação, exigem respostas políticas. Podemos reagir à discriminação que ronda a cada um de nós ainda hoje de várias formas: fingir que ela simplesmente não existe, aceitar os silêncios impostos à nossa maneira de ser e amar, pensar que a humanidade caminha rumo a uma maior aceitação das diferenças graças à uma evolução natural e que não exige empenho da nossa parte. No entanto, se gozamos de certas liberdades hoje impensáveis no passado, é porque muitos entenderam que sua orientação sexual e as repercussões desta numa sociedade preconceituosa não eram apenas dramas pessoais, mas questões sociais e reinvidicações políticas autênticas.
A política em nosso país está desgastada, os partidarismos ridículos, muitas vezes, contaminam a militância gay, enfim, há um número infinito de motivos para acharmos tudo chato e desestimulante. Mas não é uma opção não nos interessarmos pela dimensão política-social do que somos, do que fazemos na cama, de quem amamos. Porque isto significa, não que estejamos fora da política, isto nunca é possível desde que vivemos em sociedade, mas que escolhemos a pior posição possível: fortalecer com nosso silêncio desinteressado a posição dominante e deixarmos de dar a nossa contribuição para que nós e, principalmente, milhões de gays que ainda estão por nascer, sofram menos, sejam mais respeitados, mais felizes.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Strong enough...

Muitos dizem que a figura do homem gay másculo surgiu como um contraponto à maneira como os homossexuais eram retratados nos relatos médicos (porque durante muito tempo foi considerado patologia) e nos boletins policiais (porque era também crime). A figura do homossexual era a do efeminado, que transitava livre e faceiro pelo feminino incorporando gestos e balangandãs típicos deste universo. “Bicha” era a mulherzinha, a feminina, o passivo. Durante muito tempo e, talvez até hoje em alguns recantos deste Brasil, “comer um viado” não manchava em nada a heterossexualidade do macho ativo. Resquícios disso podem ser sentidos até hoje pelo preconceito que existe dentro do “mundo gay” em relação às bibas mais escandalosas.
Vestir-se como “homem”, falar e gesticular dentro daquilo que, tradicionalmente, é apontado como sendo uma postura de “macho” se tornou então a regra. Neste sentido realçar as fórmulas másculas, os músculos, ter um corpo de homem é um distintivo importante que separa o gay atual da forma como seus companheiros de boyolice eram vistos no passado.
Tudo isto para dizer que eu estou descobrindo uma nova dimensão nesta coisa de músculos. Continuo achando esquisito e meio “artificial” um corpo certinho, musculoso. Me dá a impressão de que é feito de plástico e de que encostando uma agulha: pfiu! Estora. Como toda imposição acho chata... aquela coisa: “Você pode ser gay, desde que seja lindo, bem-sucedido, criativo, fashion... blá blá blá”. Gosto de caras com corpos legais, mas isto não quer dizer, necessariamente, musculosos. Bem proporcionada, num conjunto interessante, uma barriguinha tem um charme irresistível.
No entanto, entendi o fascínio de um corpo musculoso. Não, eu não tenho um, nem peguei recentemente uma Barbie (até fiz, mas não é por isso). Um corpo musculoso é um corpo trabalhado, nele se investiu esforço, energia, disciplina e acho isto fascinante. A idéia de que você não está abandonado, entregue à degradação do tempo, de que seu corpo não é apenas o reflexo das intempéries da vida e fruto dos excessos e faltas que você comete é sedutora. Se você é o seu corpo, isto significa, de algum modo, que precisa ter domínio sobre ele. Confuso?
Talvez ajude o meu exemplo. Estou numa luta danada, nadando contra a corrente, remando contra a maré, construindo tijolo por tijolo o que eu quero, quem eu sou, aquilo que corresponde ao meu desejo mais profundo. E apesar de gostar do meu corpo, de modo geral, acho que ele não expressa o que eu sou, a energia que tenho, a força de que me sinto capaz.
Acho triste o corpo ser reduzido à uma vitrine de carnes, exposto só para alavancar apetites, a fim de fazer parte da turma dos “gays bem sucedidos” ou poder tirar a camisa e ser mais um no deprimente mundo dos sem personalidade que lota a night por aí. Mas ter um corpo que corresponda ao que você é, que expresse sua força e condiga com a sua energia deve ser ótimo.
P.S. Ah, descobri que é isto também que me fascina na Madonna. O corpo dela é expressão de sua determinação, do pódio onde ela quer se manter, seja pelas formas ou pela maneira que dança, parece livre e onipotente. Quer mensagem mais forte que esta?
Vestir-se como “homem”, falar e gesticular dentro daquilo que, tradicionalmente, é apontado como sendo uma postura de “macho” se tornou então a regra. Neste sentido realçar as fórmulas másculas, os músculos, ter um corpo de homem é um distintivo importante que separa o gay atual da forma como seus companheiros de boyolice eram vistos no passado.
Tudo isto para dizer que eu estou descobrindo uma nova dimensão nesta coisa de músculos. Continuo achando esquisito e meio “artificial” um corpo certinho, musculoso. Me dá a impressão de que é feito de plástico e de que encostando uma agulha: pfiu! Estora. Como toda imposição acho chata... aquela coisa: “Você pode ser gay, desde que seja lindo, bem-sucedido, criativo, fashion... blá blá blá”. Gosto de caras com corpos legais, mas isto não quer dizer, necessariamente, musculosos. Bem proporcionada, num conjunto interessante, uma barriguinha tem um charme irresistível.
No entanto, entendi o fascínio de um corpo musculoso. Não, eu não tenho um, nem peguei recentemente uma Barbie (até fiz, mas não é por isso). Um corpo musculoso é um corpo trabalhado, nele se investiu esforço, energia, disciplina e acho isto fascinante. A idéia de que você não está abandonado, entregue à degradação do tempo, de que seu corpo não é apenas o reflexo das intempéries da vida e fruto dos excessos e faltas que você comete é sedutora. Se você é o seu corpo, isto significa, de algum modo, que precisa ter domínio sobre ele. Confuso?
Talvez ajude o meu exemplo. Estou numa luta danada, nadando contra a corrente, remando contra a maré, construindo tijolo por tijolo o que eu quero, quem eu sou, aquilo que corresponde ao meu desejo mais profundo. E apesar de gostar do meu corpo, de modo geral, acho que ele não expressa o que eu sou, a energia que tenho, a força de que me sinto capaz.
Acho triste o corpo ser reduzido à uma vitrine de carnes, exposto só para alavancar apetites, a fim de fazer parte da turma dos “gays bem sucedidos” ou poder tirar a camisa e ser mais um no deprimente mundo dos sem personalidade que lota a night por aí. Mas ter um corpo que corresponda ao que você é, que expresse sua força e condiga com a sua energia deve ser ótimo.
P.S. Ah, descobri que é isto também que me fascina na Madonna. O corpo dela é expressão de sua determinação, do pódio onde ela quer se manter, seja pelas formas ou pela maneira que dança, parece livre e onipotente. Quer mensagem mais forte que esta?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Procuram-me desesperadamente

Queridos Mr. Angel, Autor, e demais queridíssimos:
A todos que tem se perguntado onde estou lhes digo: Não, a minha curva (vide post anterior) não acabou num precipício (pelo menos não ainda), eu também não estou à base de medicamentos tarja preta jogado numa cama de algum manicômio psiquiátrico e nem encontrei o príncipe encantado e permaneço há dias na garupa de seu cavalo atravessando as pontes e viadutos da cidade maravilhosa. O que aconteceu foi que meu computador deu pau (no pior sentido desta expressão, a princípio, tão animadora). Pifou mesmo. Mas daqui a pouco eu volto. Saudades de vcs. Bjs. Inté
P.S. Eu não quero consertá-lo, talvez compre um laptop.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Na estrada

Eu fiz a curva. E o estranho é que, antes dela, já sabia o que me esperava. Porque é aquela paisagem a que meus olhos sempre quiseram contemplar enquanto corro pela estrada. A reta à minha frente era, sem dúvida, um caminho mais fácil e mais rápido, mas não levava à lugar algum, não ao meu lugar. Por isto apesar de mais longa, esta estrada agora, é, de fato, o meu caminho.
Houve, nos kilômetros anteriores sinalizações. Só que eu, condutor apressado e inconseqüente, passei por elas sem querer entender-lhes o sentido. Uma vez, numa semana de filosofia na PUC, um conferencista disse que aquilo que é fundamental na vida de cada um não somos nós que escolhemos, mas, o necessário é que te escolhe, se apresenta de forma irresistível a você. Lembro o quanto me atordoou isto. E, agora, ao fazer a curva, o quanto pude sentir como proféticas tais palavras.
Ontem, por acaso (?), passava eu distraído na Lapa, com uma cerveja na mão, quando encontro este mesmo cara, na mesa de um bar. Sentei-me e ele me explicou de onde surgiu aquilo. Para Schopenhauer a liberdade não consiste em fazer o que se quer, mas em concretizar aquilo que se é, a sua essência, o seu destino. Mais ou menos o que, depois, dele, Nietzsche expressou com a frase: “Torna-te o que tu és”.
Eu sou a curva. É para lá que o meu destino aponta, lá o encontro. Lá o prazer de se fazer não um trabalho, mas de se construir a si mesmo e de poder ser fiel a isto.
Houve, nos kilômetros anteriores sinalizações. Só que eu, condutor apressado e inconseqüente, passei por elas sem querer entender-lhes o sentido. Uma vez, numa semana de filosofia na PUC, um conferencista disse que aquilo que é fundamental na vida de cada um não somos nós que escolhemos, mas, o necessário é que te escolhe, se apresenta de forma irresistível a você. Lembro o quanto me atordoou isto. E, agora, ao fazer a curva, o quanto pude sentir como proféticas tais palavras.
Ontem, por acaso (?), passava eu distraído na Lapa, com uma cerveja na mão, quando encontro este mesmo cara, na mesa de um bar. Sentei-me e ele me explicou de onde surgiu aquilo. Para Schopenhauer a liberdade não consiste em fazer o que se quer, mas em concretizar aquilo que se é, a sua essência, o seu destino. Mais ou menos o que, depois, dele, Nietzsche expressou com a frase: “Torna-te o que tu és”.
Eu sou a curva. É para lá que o meu destino aponta, lá o encontro. Lá o prazer de se fazer não um trabalho, mas de se construir a si mesmo e de poder ser fiel a isto.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
RAPIDINHAS
_____________________________________________________________________
Hoje no ônibus
- Alô?! Oi! é o Marco.
(Marco... marco... esta voz não me é estranha)
-E aí como vão as coisas?
(Não é este marco, será que é? Não também não é...)
-Escuta, sem ser Sábado agora, no outro, vou dar uma festinha para comemorar meu aniversário aqui no salão de festas mesmo.
Eu: - Oba! Legal
- Hahaha.. você adora uma festa, né?
(Engraçado... quem será?)
-Escuta, convida a Lívia, ela já voltou de Vitória?
(Ops! Lívia????)
Desliguei rapidinho e fui rindo o resto da longa viagem.
____________________________________________________________________
Eu me considero uma pessoa razoavelmente fora do armário. (Não que isto seja algo a ser seguido por todos, ok? É apenas a minha situação e gosto bastante dela). Mas quando, no final do expediente da editora na qual vocês está fazendo um freela, o único cara além de você começa a discutir sobre mulheres com as duas colegas de trabalho e pede a sua opinião num papinho tipicamente hétero de guerra dos sexos, o que eu faço? Corro pro closet. Me senti esquisito mas não dava para dizer:
- Sei lá, gato. Eu sou gay. Me passa o grampeador?
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Hoje no ônibus
- Alô?! Oi! é o Marco.
(Marco... marco... esta voz não me é estranha)
-E aí como vão as coisas?
(Não é este marco, será que é? Não também não é...)
-Escuta, sem ser Sábado agora, no outro, vou dar uma festinha para comemorar meu aniversário aqui no salão de festas mesmo.
Eu: - Oba! Legal
- Hahaha.. você adora uma festa, né?
(Engraçado... quem será?)
-Escuta, convida a Lívia, ela já voltou de Vitória?
(Ops! Lívia????)
Desliguei rapidinho e fui rindo o resto da longa viagem.
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Eu me considero uma pessoa razoavelmente fora do armário. (Não que isto seja algo a ser seguido por todos, ok? É apenas a minha situação e gosto bastante dela). Mas quando, no final do expediente da editora na qual vocês está fazendo um freela, o único cara além de você começa a discutir sobre mulheres com as duas colegas de trabalho e pede a sua opinião num papinho tipicamente hétero de guerra dos sexos, o que eu faço? Corro pro closet. Me senti esquisito mas não dava para dizer:
- Sei lá, gato. Eu sou gay. Me passa o grampeador?
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