domingo, 1 de fevereiro de 2009

Na estrada


Eu fiz a curva. E o estranho é que, antes dela, já sabia o que me esperava. Porque é aquela paisagem a que meus olhos sempre quiseram contemplar enquanto corro pela estrada. A reta à minha frente era, sem dúvida, um caminho mais fácil e mais rápido, mas não levava à lugar algum, não ao meu lugar. Por isto apesar de mais longa, esta estrada agora, é, de fato, o meu caminho.
Houve, nos kilômetros anteriores sinalizações. Só que eu, condutor apressado e inconseqüente, passei por elas sem querer entender-lhes o sentido. Uma vez, numa semana de filosofia na PUC, um conferencista disse que aquilo que é fundamental na vida de cada um não somos nós que escolhemos, mas, o necessário é que te escolhe, se apresenta de forma irresistível a você. Lembro o quanto me atordoou isto. E, agora, ao fazer a curva, o quanto pude sentir como proféticas tais palavras.
Ontem, por acaso (?), passava eu distraído na Lapa, com uma cerveja na mão, quando encontro este mesmo cara, na mesa de um bar. Sentei-me e ele me explicou de onde surgiu aquilo. Para Schopenhauer a liberdade não consiste em fazer o que se quer, mas em concretizar aquilo que se é, a sua essência, o seu destino. Mais ou menos o que, depois, dele, Nietzsche expressou com a frase: “Torna-te o que tu és”.
Eu sou a curva. É para lá que o meu destino aponta, lá o encontro. Lá o prazer de se fazer não um trabalho, mas de se construir a si mesmo e de poder ser fiel a isto.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

RAPIDINHAS

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Hoje no ônibus

- Alô?! Oi! é o Marco.

(Marco... marco... esta voz não me é estranha)

-E aí como vão as coisas?

(Não é este marco, será que é? Não também não é...)

-Escuta, sem ser Sábado agora, no outro, vou dar uma festinha para comemorar meu aniversário aqui no salão de festas mesmo.

Eu: - Oba! Legal

- Hahaha.. você adora uma festa, né?

(Engraçado... quem será?)

-Escuta, convida a Lívia, ela já voltou de Vitória?

(Ops! Lívia????)

Desliguei rapidinho e fui rindo o resto da longa viagem.

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Eu me considero uma pessoa razoavelmente fora do armário. (Não que isto seja algo a ser seguido por todos, ok? É apenas a minha situação e gosto bastante dela). Mas quando, no final do expediente da editora na qual vocês está fazendo um freela, o único cara além de você começa a discutir sobre mulheres com as duas colegas de trabalho e pede a sua opinião num papinho tipicamente hétero de guerra dos sexos, o que eu faço? Corro pro closet. Me senti esquisito mas não dava para dizer:
- Sei lá, gato. Eu sou gay. Me passa o grampeador?

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Personal Freezer Heart


Meus problemas amorosos acabaram! A partir de agora conto com a inestimável ajuda de um especialista no assunto. Se vocês estão pensando em cupido ou num CEO do disponível.com, parperfeito.com, etc; enganaram-se redondamente. Acabei de contratar os serviços de um:
PERSONAL FREEZER HEART
Este especialista faz seu début (que coisa gay!) no mundo contemporâneo e é a grande solução para pessoas românticas e idealizadoras como eu. Sua tarefa principal consiste em mostrar que o que denominamos “amor”, de fato, não existe. Ou se ocorre é tão raro que deve se dar uma vez a cada um milhão de anos, num rodízio de continentes e respeitando as porcentagens estatísticas das orientações sexuais. Ou seja, a última vez que ocorreu tal fenômeno foi numa montanha no Tibete entre duas lebres machos na década de 50.
Particularmente, meu Personal freezer Heart é Tb um blogueiro. Ele tem me dado dicas preciosíssimas, tais como:
"Use, depois jogue fora."
"Nada de suspiros e olhares perdidos."
"Seja você o conquistador, não o conquistado."
Estou me esforçando bastante. Para me exercitar ponho as músicas mais mela-cuecas do mundo e fico olhando fotos de casais fofos, e depois troco a música (Womanizer da Britney ou uma bate-cabelo que diz “I’m strong enough, strong enough to live without you” ) enquanto rasgando as fotos, emito uma gargalhada maléfica.
Quem desejar a indicação deste maravilhsoso Personal, deixe seu contato nos comentários. E não se esqueça: “O amor não existe, meu bem, a vida é sórdida. Hahaha (SAP: Eis a risada maléfica).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Fim-de-Semana "Gaytorade"


Queridos, em primeiro lugar quero agradecer de verdade a todo mundo que me deu suas palavras de carinho e força nos comentários sobre o último post. Obrigado! Me senti muito acalentado virtualmente por vocês. Bem, feito o devido agradecimento... tive um ótimo fim de semana. Não, não está tudo maravilhoso, ainda me sinto sem energia, meio cansado, mas me recusei a ficar em casa. Sei bem o que me dá ânimo. E fui atrás disso.
Na Sexta fiquei na casa dos meus pais. Colinho de mamãe e almoço especial pra mim no Sábado: Empadão de camarão. Viva mamãe hehe...
De noite fui ao Boy Bar. Na verdade, apesar de ser pequeno, é a boate que mais gosto. Fico logo enjoado com mais de 10 minutos de bate-estaca e lá tem a trilha sonora perfeita para quem quer se acabar na pista de dança: Pop Music com muito flashback. Aquela coisa que vai desde os hits bate-cabelo atuais (E tome Madonna, Beyonce, Britney, Shakira...) até Abba e Michael Jackson ainda preto e molequinho com os irmãos (como se chamava o grupo mesmo?). Além disso, não tem nenhuma Barbie louca do edi tirando a camisa e o percentual de gente fazendo a egípcia (SAP: carão) é mínimo.
Me acabei, dancei horrores sem saber se haveria amanhã, sem vergonha e nem pudor. Dei uns beijinhos, mas não era isso que eu estava procurando ali. Não aquela noite.
Cheguei em casa 6: 30h, dormi um pouco e fui para Ipanema. Caramba! Parece que todos os homens bonitos de todas as orientações sexuais, aparências e etnias estavam ali. Fui com amigos queridíssimos. Daquele tipo que te faz recordar a todo instante como é um dom precioso e inestimável uma verdadeira amizade. Depois pizza e cá estou.
Não vou dizer que, vez por outra, não me lembrava dele. E que, mesmo em meio à luz tão boa do sol sobre meu corpo, às risadas gostosas com os amigos, eu não estremecia e murchava por um segundo. Mas só por este tempo. Só um pouco. A vida segue, não é? E eu não quero ficar parado. Não mesmo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

À faca e facão


Quando tudo à sua volta parece desmoronar a um tocar de dedos, como um castelo de cartas. Foram assim meus últimos dias. Fui despedido, por uma situação meramente burocrática. Preciso de uma qualificação que ainda não tenho.
Troquei de curso na faculdade. Ao invés de tratar do assunto que me interessa de forma transversal, indireta, na sociologia posso encará-lo de frente, sem rodeios.

Minha celebrada paixão me disse que eu estou a quilômetros na frente dele. Que está passando por um momento difícil na vida (sem grana total, meio depressivo) e não tem certeza do que quer. Isto depois de duas semanas perfeitas. Por que eu continuo me deixando iludir por príncipes em cavalos brancos que te beijam de forma irresistível em noites de Réveillon?
Saldo: Falta-me energia. Parece, nestes dias, que fiz uma prova de Triátlon. Cansado!
Mas... eu não sou de desistir, nem de me entregar fácil. Se há algo em mim é coragem e disposição para dobrar as arestas da vida, vencer os desafios, saltar as impossíveis muralhas que se põem à minha frente. No momento, só preciso descobrir onde está a tal coragem... perdida no meio dos cacos, esquecida em algum canto depois que tudo virou uma bagunça. Mas eu hei de encontrá-la. Ah! se vou.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Paixão

Sim senhores, eu estou apaixonado.
E isto não é rotineiro, ou banal, não sou um cara que se encante fácil.
Acho que sexo pode ser muito bom, mas só ele não leva à paixão.
Um cara agradável, inteligente, companheiro é ótimo. Mas não o suficiente para me apaixonar por ele.
Um homem bonito, interessante, charmoso é uma dádiva. Mas beleza não põe mesa para mim (apesar de me abrir o apetite... hehe).
A paixão é uma mistura de todos estes ingredientes com alguma espécie de sorte, de não-sei-o-que que me captura e me lança encantado no outro.
Ao longo dos 3 últimos anos tinha acontecido 2 vezes. E agora. Como percebi?
Não foram as mãos dadas no cinema,
Nem os beijos insaciáveis que nunca terminam.
Não foram os olhos dele que com encanto me contemplam,
Nem as coisas safadas que me diz ao pé do ouvido.
Não foi porque a minha cama se tornou o centro de todas as galáxias quando nela ele está,
Nem porque ela dobra de tamanho na sua ausência.
Foi ontem, domingo à noite. Quando ele se foi e eu percebi que o que eu mais desejava, acima da paz no oriente Médio, do fim da fome no mundo ou de acertar sozinho a Mega-sena acumulada, é que ele ficasse.
Sim senhores, eu estou apaixonado

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

MEME... você sabe o que é isto?

Eu não sabia até bem pouco tempo atrás.

Nunca tinha sequer ouvido ou lido a palavra "meme".

Até que um estranho fenômeno começou a ocorrer nos meus blogs favoritos: gente revelando coisas nunca ditas antes, regras e regras aqui e acolá e como uma gripe ou o último hit bate-cabelo as pessoas espalhavam por aí o tal de Meme entre os seus queridos.

Pois é, eu também fui pego pelo meme. Quem me indicou foi meu querido anjo-brother-quase-de-sangue-amigo-de-todas-as-horas Angelus Gautama

Seguem as regras:
1 - Linkar a pessoa que te indicou.
2 - Escrever as regras do meme em seu blog.
3 - Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
4 - Indique mais 6 pessoas e coloque os links no final do post.
5 - Deixe a pessoa saber que você o indicou, deixando um comentário para ela.
6 - Deixe os indicados saberem quando você publicar seu post.

Aleatoriedades (Momento: Inventando palavras)
  1. Eu mudei radicalmente a minha vida há três anos. Pessoal, profissional: tudo.
  2. O que mais detesto nas pessoas é amargura e o que mais amo é a leveza.
  3. Fiquei anos sem beber água, só tomava Coca-cola. (rs.. sério)
  4. Dei uns pegas num cara pela primeira vez, quando tinha 15 anos. A segunda foi aos 27.
  5. Minha mãe me perguntou num almoço se eu era passivo ou ativo! (Ninguém merece...)
  6. Noite perfeita? : Amigos num bar, cerveja gelada na mesa e por debaixo dela mãos entrelaçadas com alguém que me faça perder o fôlego.

Então... é isso. Bjs

Bom, And the Meme goes to: Mr. Angel, Fale com Ele, Loser baby, Vou te contar, Enquanto isso..., O inferno na Terra.