
Eu fiz a curva. E o estranho é que, antes dela, já sabia o que me esperava. Porque é aquela paisagem a que meus olhos sempre quiseram contemplar enquanto corro pela estrada. A reta à minha frente era, sem dúvida, um caminho mais fácil e mais rápido, mas não levava à lugar algum, não ao meu lugar. Por isto apesar de mais longa, esta estrada agora, é, de fato, o meu caminho.
Houve, nos kilômetros anteriores sinalizações. Só que eu, condutor apressado e inconseqüente, passei por elas sem querer entender-lhes o sentido. Uma vez, numa semana de filosofia na PUC, um conferencista disse que aquilo que é fundamental na vida de cada um não somos nós que escolhemos, mas, o necessário é que te escolhe, se apresenta de forma irresistível a você. Lembro o quanto me atordoou isto. E, agora, ao fazer a curva, o quanto pude sentir como proféticas tais palavras.
Ontem, por acaso (?), passava eu distraído na Lapa, com uma cerveja na mão, quando encontro este mesmo cara, na mesa de um bar. Sentei-me e ele me explicou de onde surgiu aquilo. Para Schopenhauer a liberdade não consiste em fazer o que se quer, mas em concretizar aquilo que se é, a sua essência, o seu destino. Mais ou menos o que, depois, dele, Nietzsche expressou com a frase: “Torna-te o que tu és”.
Eu sou a curva. É para lá que o meu destino aponta, lá o encontro. Lá o prazer de se fazer não um trabalho, mas de se construir a si mesmo e de poder ser fiel a isto.
Houve, nos kilômetros anteriores sinalizações. Só que eu, condutor apressado e inconseqüente, passei por elas sem querer entender-lhes o sentido. Uma vez, numa semana de filosofia na PUC, um conferencista disse que aquilo que é fundamental na vida de cada um não somos nós que escolhemos, mas, o necessário é que te escolhe, se apresenta de forma irresistível a você. Lembro o quanto me atordoou isto. E, agora, ao fazer a curva, o quanto pude sentir como proféticas tais palavras.
Ontem, por acaso (?), passava eu distraído na Lapa, com uma cerveja na mão, quando encontro este mesmo cara, na mesa de um bar. Sentei-me e ele me explicou de onde surgiu aquilo. Para Schopenhauer a liberdade não consiste em fazer o que se quer, mas em concretizar aquilo que se é, a sua essência, o seu destino. Mais ou menos o que, depois, dele, Nietzsche expressou com a frase: “Torna-te o que tu és”.
Eu sou a curva. É para lá que o meu destino aponta, lá o encontro. Lá o prazer de se fazer não um trabalho, mas de se construir a si mesmo e de poder ser fiel a isto.


