terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Supercine


Na Televisão ligada por causa da novela, a surpresa: Brokeback Mountain. O lindo pergunta:
- Ih, será que a Globo vai passar sem cortes?
Acompanhamos atentos a linda e triste história de amor de dois cowboys que precisam se refugiar na montanha porque na sua vida comum não há espaço, não há brecha possível para se viver uma paixão como aquela.
Quanto mais tudo vai ficando difícil na tela, o amor se refugiando em brevíssimas visitas ao monte Brokeback, sinto alegria de estar ali onde estou. Luz apagada, cama confortávelmente desfeita, travesseiros e lençóis espalhadados. Ao lado, ele. Que me beija. Seu sorriso, o calor do seu abraço, o aconchego de seu corpo. Para que amores impossíveis na televisão quando há alguém real do seu lado?

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Por quê?


Por que será que o sol hoje brilha mais, mesmo escondido por entre as nuvens?
Por que será que há mais cor, movimento e beleza em cada centímetro quadrado da vida?
Por que será?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Que venha 2009 !!!


A TODOS OS QUERIDOS O MELHOR ANO DE SUAS VIDAS. FELIZ ANO-NOVO!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Sex and the City


É um seriado antigo, eu sei. Mas após vê-lo completo (6 temporadas), não há como não se apaixonar por estas quatro meninas nova-iorquinas. Porque, na verdade, o seriado trata de algo essencial para meninos e meninas do mundo inteiro: relacionamentos. O quanto os encontros e (muitos, muitos desencontros) formam o que nós somos. Definem a nossa vida e qual o poder que temos (ou não) sobre eles. Além disso, têm uma ligação afetiva enorme das personagens, especialmente da Carry (Sarah Jessica Parker), com Nova Iorque que é muito real pra mim em relação ao Rio.
Uma das coisas retratadas de forma mais pungente no seriado é a amizade das personagens. E eu acredito em amizade, amo meus amigos, conto com eles. O roteiro é super bem amarrado, cheio de sutilezas e graças e, mesmo para quem não é uma biba fashion como eu é surpreendente acompanhar a criatividade do figurino. Enfim, as meninas vão deixar saudades. Preciso de uma outra série já! (Que pelo número de recomendações deve ser Brothers and Sisters).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

De / Para

Prezado Senhor A.

Venho por meio desta, lhe informar que não entendi a nossa conversa no Domingo pela manhã, na minha cama, após fazermos, como de costume, sexo. Um dos mais incríveis da minha vida, como também é de costume com o senhor.

Tecnicamente se nos vemos quase todos os dias, você conhece meus amigos e eu o seu único, não há como chegar nesta altura do campeonato, 2 meses, e dizer que só estamos dando uns pegas um no outro. As experiências ruins relatadas no passado, as decepções com os “ex” não podem nos fazer desistir de amar, de nos relacionarmos, de estar abertos a quem a vida nos presenteia. Optar por não se relacionar de forma generosa e comprometida é uma opção de morte, indigna de um ser humano. O senhor diz que não é por minha causa, que é uma “coisa sua”. Como alguém pode desistir? Sentir-se “velho demais para isto” aos 40 anos!?

O senhor me disse que não estava terminando nada, que gostaria de continuar me vendo, só não quer entrar num “esquema de namoro”. Just for fun, Just sex. Só a puta sacanagem gostosa, sem casa de amigos, Domingos à tarde em cinemas ou beijos de perder o fôlego em meio a encantamentos repentinos dos olhos que miram o outro.

Como falei com o senhor na ocasião acima citada, eu não sei o que eu quero. Tenho que pensar. Trepar com o senhor é ótimo. Mas há algo mais: a vida e a minha fé nela. A minha alegria nos encontros que ela mesma proporciona e é claro o desejo de viver intensa e despudoradamente uma paixão, não só entre lençóis, mas de cama, mesa, banho e todo, todo o resto.
A gente se fala (ou não),
Cordialmente, R.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Madonna: A saga


O ingresso estava comprado 4 meses antes do show, depois de 4:30h de fila e uma primeira decepção: a incompetência da empresa organizadora fez com que os ingressos Vips desaparecessem logo nas primeiras horas (e ressurgissem no dia do show!).

O dia 14 / 12 alimentou horas de conversas com amigos, fez-me recapitular como a Diva marcou minha vida, o quanto para mim ela representa um emblema de coragem, ousadia, de “do it better”.

Chegamos apenas meia hora da abertura oficial dos portões no maracanã que, no entanto, aconteceu, com meia hora de atraso. O clima de excitação era latente ao longo das gigantescas e confusas filas que rodeavam o estádio.

Muitas, muitas bibas. Como era de se esperar, multidões de viados de todas as tribos, “gaydar” apitando descontroladamente por todos os lados. Os héteros para reafirmarem-se como tais, agarravam pela cintura as namoradas e não desgrudavam delas de modo algum. Medo de serem abduzidos pelo mundo gay?

E... um furto. Sim! Na hora de entrar, procurei por todos os bolsos o meu ingresso guardado durante meses com todo esmero e eis que ele não estava mais comigo. Chocado, me tremendo, morto de raiva, penso: o que fazer?

Você acredita em anjos? Dois carinhas que tinham se juntado a nós na fila, apenas para não ficarem lá atrás, tinham um ingresso sobrando! De um amigo que desistiu! E.. me deram! Não, eles não me venderam, não fizeram um precinho camarada, simplesmente me deram o ingresso. Eu pensei em beijar-lhes os pés ou pagar o valor em favores sexuais, mas resolvi aceitar a gratuidade do milagres e os agradeci e também à vida, a Deus e à Diva loira que do alto de sua suíte presidencial do Copacabana Palace rogava por mim.

O Show? Ótimo. Destaque absoluto e emocionado para “Like a Prayer” e surpresa super agradável com a versão rock para “Bordeline”. Mas, fiquei também com uma impressão estranha. Como se muito mais do que a pessoa, ali cantando, dançando e até descendo do palco para chegar bem perto do público, o mais interessante fosse o mito.

A Diva, a metáfora Madonna não é uma americana baixinha pulando cordas no palco do maraca. É uma superprodução de milhões de dólares e de pessoas que a constroem e mantém. E de certa maneira, que não sei explicar qual e nem porquê, me deu um pouco de tristeza por pensar que também os sonhos da gente são frutos de milhões de estratégias de produção, são produtos que compramos. Tudo tem um preço. Tudo.

Mas enfim, c’est la vie. E é bonita, é bonita.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mil coisas


Hoje fiz a entrevista para o doutorado, achei que foi boa, mas nunca se sabe. Como era de se esperar, fiquei nervoso e a minha reação natural a isto é desembestar a falar. O professor mal acabava a frase e eu já explicava o ponto do meu projeto que tinha a ver com o que foi dito. Fiquei encucado com o que um deles me disse: “Você está muito convicto do que quer fazer” (achei isto bom)... “convicto até demais” (hum... não é um comentário estranho?)
Com isto, meu último compromisso oficial de 2008 é preparar o material didático de Filosofia para o 3º do ensino médio, lá do colégio. Já tenho muita coisa pronta e é bom que rola uma graninha de direitos autorais.
O sabe-se-lá-namoro vai bem. Depois do ataque histérico do post anterior, conversamos (Sim 1º DR) e eu realmente gosto de ter aquele peito forte à disposição para repousar nele minha cabeça cansada neste final de ano.
No mais: SHOW da MADONNA no Domingo que vem. YES! YES! Já estou decorando o playlist fazendo meu modelito, ficando loira e tudo o mais para este mega e super esperado evento.
Ah.. e semana que vem começa o meu freela na editora. Ai, preciso de uma bolsa R$ de doutorado já!!!