
O ingresso estava comprado 4 meses antes do show, depois de 4:30h de fila e uma primeira decepção: a incompetência da empresa organizadora fez com que os ingressos Vips desaparecessem logo nas primeiras horas (e ressurgissem no dia do show!).
O dia 14 / 12 alimentou horas de conversas com amigos, fez-me recapitular como a Diva marcou minha vida, o quanto para mim ela representa um emblema de coragem, ousadia, de “do it better”.
Chegamos apenas meia hora da abertura oficial dos portões no maracanã que, no entanto, aconteceu, com meia hora de atraso. O clima de excitação era latente ao longo das gigantescas e confusas filas que rodeavam o estádio.
Muitas, muitas bibas. Como era de se esperar, multidões de viados de todas as tribos, “gaydar” apitando descontroladamente por todos os lados. Os héteros para reafirmarem-se como tais, agarravam pela cintura as namoradas e não desgrudavam delas de modo algum. Medo de serem abduzidos pelo mundo gay?
E... um furto. Sim! Na hora de entrar, procurei por todos os bolsos o meu ingresso guardado durante meses com todo esmero e eis que ele não estava mais comigo. Chocado, me tremendo, morto de raiva, penso: o que fazer?
Você acredita em anjos? Dois carinhas que tinham se juntado a nós na fila, apenas para não ficarem lá atrás, tinham um ingresso sobrando! De um amigo que desistiu! E.. me deram! Não, eles não me venderam, não fizeram um precinho camarada, simplesmente me deram o ingresso. Eu pensei em beijar-lhes os pés ou pagar o valor em favores sexuais, mas resolvi aceitar a gratuidade do milagres e os agradeci e também à vida, a Deus e à Diva loira que do alto de sua suíte presidencial do Copacabana Palace rogava por mim.
O Show? Ótimo. Destaque absoluto e emocionado para “Like a Prayer” e surpresa super agradável com a versão rock para “Bordeline”. Mas, fiquei também com uma impressão estranha. Como se muito mais do que a pessoa, ali cantando, dançando e até descendo do palco para chegar bem perto do público, o mais interessante fosse o mito.
A Diva, a metáfora Madonna não é uma americana baixinha pulando cordas no palco do maraca. É uma superprodução de milhões de dólares e de pessoas que a constroem e mantém. E de certa maneira, que não sei explicar qual e nem porquê, me deu um pouco de tristeza por pensar que também os sonhos da gente são frutos de milhões de estratégias de produção, são produtos que compramos. Tudo tem um preço. Tudo.
Mas enfim, c’est la vie. E é bonita, é bonita.
O dia 14 / 12 alimentou horas de conversas com amigos, fez-me recapitular como a Diva marcou minha vida, o quanto para mim ela representa um emblema de coragem, ousadia, de “do it better”.
Chegamos apenas meia hora da abertura oficial dos portões no maracanã que, no entanto, aconteceu, com meia hora de atraso. O clima de excitação era latente ao longo das gigantescas e confusas filas que rodeavam o estádio.
Muitas, muitas bibas. Como era de se esperar, multidões de viados de todas as tribos, “gaydar” apitando descontroladamente por todos os lados. Os héteros para reafirmarem-se como tais, agarravam pela cintura as namoradas e não desgrudavam delas de modo algum. Medo de serem abduzidos pelo mundo gay?
E... um furto. Sim! Na hora de entrar, procurei por todos os bolsos o meu ingresso guardado durante meses com todo esmero e eis que ele não estava mais comigo. Chocado, me tremendo, morto de raiva, penso: o que fazer?
Você acredita em anjos? Dois carinhas que tinham se juntado a nós na fila, apenas para não ficarem lá atrás, tinham um ingresso sobrando! De um amigo que desistiu! E.. me deram! Não, eles não me venderam, não fizeram um precinho camarada, simplesmente me deram o ingresso. Eu pensei em beijar-lhes os pés ou pagar o valor em favores sexuais, mas resolvi aceitar a gratuidade do milagres e os agradeci e também à vida, a Deus e à Diva loira que do alto de sua suíte presidencial do Copacabana Palace rogava por mim.
O Show? Ótimo. Destaque absoluto e emocionado para “Like a Prayer” e surpresa super agradável com a versão rock para “Bordeline”. Mas, fiquei também com uma impressão estranha. Como se muito mais do que a pessoa, ali cantando, dançando e até descendo do palco para chegar bem perto do público, o mais interessante fosse o mito.
A Diva, a metáfora Madonna não é uma americana baixinha pulando cordas no palco do maraca. É uma superprodução de milhões de dólares e de pessoas que a constroem e mantém. E de certa maneira, que não sei explicar qual e nem porquê, me deu um pouco de tristeza por pensar que também os sonhos da gente são frutos de milhões de estratégias de produção, são produtos que compramos. Tudo tem um preço. Tudo.
Mas enfim, c’est la vie. E é bonita, é bonita.




