
A prova de francês ontem deve ter tido um teor alcoólico fortíssimo. Assim como um bom porre de qualquer substância suja nas noites da Lapa, só senti a rebordosa no dia seguinte. Acordei desanimado, triste, sem energia para nada. E se já se está à beira do precipício emocional o que custa dar um passo a mais? Verifiquei meu saldo bancário... aiai.
Montado o cenário, eles começam a aparecer, rastejantes, esgueirando-se sabe-se lá de que profundezas escuras. Apresentam-se tão suaves que chego apensar que eles, são simplesmente, eu. Os monstrinhos irritantes com suas bigornas enormes que martelam em lugares dentro de mim o seu mantra axé-funk: “As coisas não dão certo mesmo... oh vida, óh azar, porque comigo!”. Ao som ouve-se um fundo musical de fossa, como se uma mulher, maquiagem borrada, batom vermelho-vulgar, ajeitasse a flor que lhe cai dos cabelos. Sentada ao balcão de um bar vazio e ainda assim enevoado pelos cigarros fumados há pouco, ela pede mais um uísque caubói ao bartender que mantém o mesmo ar enfadonho de todas as noites. São 3:30h da manhã.
Mas eis que de súbito, no nevoeiro denso repleto de monstrinhos, mulheres com batom vermelho-vulgar e saldos bancários próximos do zero, rasga-se uma fresta de luz. E eu me concentro ali, esperando, ansioso pelo sol, pela claridade. Algo que não apenas está em mim, mas que sou eu mesmo, me diz: tá, e agora? Quais são as possibilidades? O que pode ser feito?
E assim, de uma hora para outra, o Super-me vence os monstrinhos.
Montado o cenário, eles começam a aparecer, rastejantes, esgueirando-se sabe-se lá de que profundezas escuras. Apresentam-se tão suaves que chego apensar que eles, são simplesmente, eu. Os monstrinhos irritantes com suas bigornas enormes que martelam em lugares dentro de mim o seu mantra axé-funk: “As coisas não dão certo mesmo... oh vida, óh azar, porque comigo!”. Ao som ouve-se um fundo musical de fossa, como se uma mulher, maquiagem borrada, batom vermelho-vulgar, ajeitasse a flor que lhe cai dos cabelos. Sentada ao balcão de um bar vazio e ainda assim enevoado pelos cigarros fumados há pouco, ela pede mais um uísque caubói ao bartender que mantém o mesmo ar enfadonho de todas as noites. São 3:30h da manhã.
Mas eis que de súbito, no nevoeiro denso repleto de monstrinhos, mulheres com batom vermelho-vulgar e saldos bancários próximos do zero, rasga-se uma fresta de luz. E eu me concentro ali, esperando, ansioso pelo sol, pela claridade. Algo que não apenas está em mim, mas que sou eu mesmo, me diz: tá, e agora? Quais são as possibilidades? O que pode ser feito?
E assim, de uma hora para outra, o Super-me vence os monstrinhos.





