
Deu no jornal: lançamento do livro :“Poesias para me sentir viva”. A autora tem ELA, uma doença degenerativa que ataca os neurônios motores. Atualmente Leide nem pisca porém, movimenta os olhos e foi assim que ela “escreveu” os 60 poemas da obra.
Há forças enormes que me surpreendem, amores à vida mais fortes do que a morte (não seria uma solução mais fácil?): todas coisas que me tocam profundamente e me espantam. Por que eu não sei se seria capaz.
O quanto eu estou vivo? Em que condições vale a pena estar? Até onde podem ir minha determinação e desejo. De três anos para cá tenho precisado muito deles. E eles não têm me faltado. De uma forma muito concreta tenho me descoberto mais forte e adulto do que jamais sonhei. Mas minha fragilidade e a paralisia do medo também me rondam. E nesse equilíbrio instável de forças e abismos que sou eu mesmo, há sempre, no entanto algo constante, a coragem de não me iludir, de não repousar em uma vida pré-fabricada, não construir sobre expectativas alheias, palácios cômodos. Desbravar tudo, sangrar todo, ir, sempre, mais, adiante. Necessidade de que sou feito ou coragem salutar?
Parabéns a Leide e à surpreendente vida.
Há forças enormes que me surpreendem, amores à vida mais fortes do que a morte (não seria uma solução mais fácil?): todas coisas que me tocam profundamente e me espantam. Por que eu não sei se seria capaz.
O quanto eu estou vivo? Em que condições vale a pena estar? Até onde podem ir minha determinação e desejo. De três anos para cá tenho precisado muito deles. E eles não têm me faltado. De uma forma muito concreta tenho me descoberto mais forte e adulto do que jamais sonhei. Mas minha fragilidade e a paralisia do medo também me rondam. E nesse equilíbrio instável de forças e abismos que sou eu mesmo, há sempre, no entanto algo constante, a coragem de não me iludir, de não repousar em uma vida pré-fabricada, não construir sobre expectativas alheias, palácios cômodos. Desbravar tudo, sangrar todo, ir, sempre, mais, adiante. Necessidade de que sou feito ou coragem salutar?
Parabéns a Leide e à surpreendente vida.



