Então é isso, eu ando por aí tentando me encontrar.
Saio em busca de algo que seja eu mesmo, que me diga, me faça, me exponha em fibras as mais autênticas e pessoais possíveis, como as do meu jeans beem azul.
Parece ser a coisa mais idiota do mundo procurar algo que simplesmente é você mesmo. E eu tenho medo de ser só isto mesmo: um idiota, um imbecil.
Não sei se é mentira, engodo ou auto-proteção, mas a vida por aí, na casa de amigos queridos, se dá tão fácil, as coisas se resolvem tão óbvias e eu aqui com esta procura, esse negócio de busca, essa coisa de “eu” e “autêntico”. Será que sou, ao final das contas, apenas um idiota?
A questão é que apesar de tudo, eu não me sinto assim. A vida anda meio difícil. Tentando realmente achar algo que me dê alegria e que me faça sentir útil no campo profissional. Errando por aí em busca de um homem pra chamar de meu, pensando numa história bonita e real de amor. Coisas difíceis pacas acontecendo, mas eu acredito e eu gosto de mim mesmo e eu acho que vai dar certo.
A questão é como, quando, com quem, de que forma. Desde 2007 não tem sido fácil. Acho que me falta um prumo, um rumo, aquela coisa da vida ordinária e organizada de rotinas, tarefas. Mas uma rotina que me faça compreender cada dia como o pôr um tijolo a mais na construção de algo sólido, bom e verdadeiro.
Queria mesmo que agora, hoje ou amanhã começasse um novo ano, com fogos de artifício e brindes sorridentes, mas sem nada fake um “novo” alguma coisa de verdade.
Depende de mim?