É mentira que se tem o número exato de anos desde que brotamos nesta terra. Temos os anos que foram conquistados por nós, feitos nossos, sobre o qual agimos construindo, edificando, plantando a nós mesmos. Projetando-nos em sonhos, vontades e trabalho. Esses anos nós os temos. Os outros são anos que passaram, nos quais reagimos, mais ou menos, bem ou mal, às provocações todas que venceram nossa inércia. Só aquilo que fizemos em nós e a partir de nós é nosso.
É mentira dizer que tenho os meus 30 anos (efetivamente quase 31). Mais há algo aqui, no interior de tudo o que sou que é meu, que já é meu e que cresce, se expande, entre clarões e tempestades, medos ancestrais e robustez inegável ... algo que sou eu mesmo. Não faz muito tempo, não há muito ainda, mas sim, eu estou em mim, posto, presente, sólido e disso, apesar de tudo, não há como duvidar
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Sobre o Peso da vida
Todos nós temos que ser responsáveis não só pela parte da vida que escolhemos para nós, mas também pelas conseqüências da outra parte, aquela que se faz quando o acaso, o impensável, o não-planejado acontece.
Com 17 anos eu fiz uma escolha que pensava ser toda a minha vida. Aos 27, mudei totalmente, re-invenção total para ser mais feliz, mais leve, muito mais eu mesmo. E sou.
Agora qualquer gesto de liberdade acarreta o ônus da responsabilidade. E tenho me descoberto forte e corajoso o suficiente para ele. Mas, não hoje. Tenho medo.
Diante dos desacertos que não dependem de mim, do que se espera e não acontece, da semente plantada que não vinga. Sim, tudo isto hoje. A reação: Força. Depois dos baques, repensar, refazer, continuar no ânimo necessário. Só agora, na pausa do cansaço, dou-me conta do estremecimento interior que me percorre.
É ruim pensar que a sua vida, em muitos aspectos, depende de uma única chance e que talvez esta seja mais difícil de alcançar do que se imaginava a princípio. Mas o que fazer senão continuar?
Invento, então palco, luz, o close. Relembro os bons motivos. Faço projeções futuras de rir de tudo isto, que então, será passado. Não para escapar, me iludir, fugindo à tensão do hoje. Mas para usá-la, contra a sua insistência, como uma propulsão para agarrar o que ora, apesar de parecer mais difícil, continua sendo, entretanto, a meta.
Com 17 anos eu fiz uma escolha que pensava ser toda a minha vida. Aos 27, mudei totalmente, re-invenção total para ser mais feliz, mais leve, muito mais eu mesmo. E sou.
Agora qualquer gesto de liberdade acarreta o ônus da responsabilidade. E tenho me descoberto forte e corajoso o suficiente para ele. Mas, não hoje. Tenho medo.
Diante dos desacertos que não dependem de mim, do que se espera e não acontece, da semente plantada que não vinga. Sim, tudo isto hoje. A reação: Força. Depois dos baques, repensar, refazer, continuar no ânimo necessário. Só agora, na pausa do cansaço, dou-me conta do estremecimento interior que me percorre.
É ruim pensar que a sua vida, em muitos aspectos, depende de uma única chance e que talvez esta seja mais difícil de alcançar do que se imaginava a princípio. Mas o que fazer senão continuar?
Invento, então palco, luz, o close. Relembro os bons motivos. Faço projeções futuras de rir de tudo isto, que então, será passado. Não para escapar, me iludir, fugindo à tensão do hoje. Mas para usá-la, contra a sua insistência, como uma propulsão para agarrar o que ora, apesar de parecer mais difícil, continua sendo, entretanto, a meta.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Express Yourself

A capa era preta, e nos diversos plásticos transparentes, milhões de fotos da diva, desde aquelas mais antigas às contemporâneas, o que na época, significava as da turnê Blond Ambition, a do eternizado sutiã-cone de Gaultier.
Foi num cinema da Tijuca que nem existe mais. Lembro-me da cena clássica da música Like a Virgin, a loira platinada em cima de uma cama carmesim e antes a ameaça policial que queria proibir o show. Real? A respeito dela nunca se sabe o que é um fenomenal senso de oportunidade diante dos fatos ou uma estratégia diabólica para produzi-los. O resultado é sempre o mesmo: É impossível esquecer-se dela.
A primeira vez que fui numa boate gay. O proibido, pecado, a culpa habitualmente encarcerada no mais escuro e solitário de mim, brilhava em luz de neón e bailava livremente em hits que, diferentes dos clipes que eram exibidos nas telas do local, ganhavam imagens de homens se beijando. Eu, pairando nessa atmosfera inédita do tudo permitido, reconheci, imediatamente, as primeiras notas: Vogue, ou, “Welcome to your new life, my dear!”.
Agora em Agosto Madonna faz 50 anos e parece que vem mesmo ao Brasil. E é claro, que, assim como no primeiro show no Maracanã, estarei lá. O que é tão impressionante nela? Por que ela é um ícone gay ?
A diva nos dá a sensação de que é possível, e às vezes faz parecer até fácil, inventar-se, romper padrões, mudar expectativas, criar novas imagens de si e fazer tudo isto de forma absolutamente livre e poderosa. Não é o que todos nós, gays, precisamos fazer par nos manter vivos? Inventar uma identidade para sermos o que somos, já que nas opções tradicionais, nos papéis pré-estabelecidos pela sociedade não há uma opção possível?
Por isso, de uma forma bem clichê: Eu adoro Madonna!!!
“It makes no difference if you're black or white. If you're a boy or a girl. If the music's pumping it will give you new life You're a superstar, yes, that's what you are, you know it” (Vogue)
Foi num cinema da Tijuca que nem existe mais. Lembro-me da cena clássica da música Like a Virgin, a loira platinada em cima de uma cama carmesim e antes a ameaça policial que queria proibir o show. Real? A respeito dela nunca se sabe o que é um fenomenal senso de oportunidade diante dos fatos ou uma estratégia diabólica para produzi-los. O resultado é sempre o mesmo: É impossível esquecer-se dela.
A primeira vez que fui numa boate gay. O proibido, pecado, a culpa habitualmente encarcerada no mais escuro e solitário de mim, brilhava em luz de neón e bailava livremente em hits que, diferentes dos clipes que eram exibidos nas telas do local, ganhavam imagens de homens se beijando. Eu, pairando nessa atmosfera inédita do tudo permitido, reconheci, imediatamente, as primeiras notas: Vogue, ou, “Welcome to your new life, my dear!”.
Agora em Agosto Madonna faz 50 anos e parece que vem mesmo ao Brasil. E é claro, que, assim como no primeiro show no Maracanã, estarei lá. O que é tão impressionante nela? Por que ela é um ícone gay ?
A diva nos dá a sensação de que é possível, e às vezes faz parecer até fácil, inventar-se, romper padrões, mudar expectativas, criar novas imagens de si e fazer tudo isto de forma absolutamente livre e poderosa. Não é o que todos nós, gays, precisamos fazer par nos manter vivos? Inventar uma identidade para sermos o que somos, já que nas opções tradicionais, nos papéis pré-estabelecidos pela sociedade não há uma opção possível?
Por isso, de uma forma bem clichê: Eu adoro Madonna!!!
“It makes no difference if you're black or white. If you're a boy or a girl. If the music's pumping it will give you new life You're a superstar, yes, that's what you are, you know it” (Vogue)
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Tudo Novo de Novo
Como quem quer recomeçar com o pé direito, relanço a pedra fundametal. Ei-la:
Para o Início
Possíveis queridos todos,
Há tempos venho lutando comigo mesmo: ter ou não um blog. Ao fim, a necessidade de dar vazão à tanta coisa... tanta coisa...venceu e como a minha arma é mesmo a palavra, por que não? Sem compromisso, mas com muita vontade de tentar dar um pouco de margem à este rio caudaloso da vida. Então é isso. Inté
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Possíveis queridos todos,
Há tempos venho lutando comigo mesmo: ter ou não um blog. Ao fim, a necessidade de dar vazão à tanta coisa... tanta coisa...venceu e como a minha arma é mesmo a palavra, por que não? Sem compromisso, mas com muita vontade de tentar dar um pouco de margem à este rio caudaloso da vida. Então é isso. Inté
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