É claro que os dois filmes mais recentes do celebrado cineasta tem, como não poderia deixar de ser, sua assinatura. No entanto, são dois filmes diametralmente opostos, quase um Yin-Yang, ou os dois pólos dialéticos da vida (será que o próximo filme é uma síntese?)
Em “Whatever Works” (Tudo pode dar certo) temos um cético e rabugento velho que não só casa com a jovem linda e loira como, quando esta o abandona, cai, literalmente, em cima do verdadeiro amor da sua vida. Esta, ao invés de lhe processar, enquanto ainda está toda alquebrada no hospital, lhe dá uma cantada. Há ainda personagens encontrando a verdadeira vocação artística e fazendo muito sucesso depois dos sessenta anos, outros, na mesma faixa etária, saindo do armário e logo arranjando um companheiro e uma festa de ano-novo que reúne os ex-casados com seus atuais cônjuges num clima de total harmonia, enfim, tudo pode dar certo.
O filme que está em cartaz, “You Will Meet a Tall Dark Stranger”, poderia ter sido traduzido como “Tem tudo pra dar errado”, ainda que o título no Brasil tenha ficado como “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”. Nele, uma série de situações mostram que a vida é um jogo de azar no qual, quase sempre, o cruel destino, no sentido bem grego do termo, nos vence. Paixões desfeitas, golpes de sortes que se desmancham no ar e coisas nobres e pelas quais vale a pena viver, como o amor, a família e os sonhos profissionais encarados como uma enorme ilusão. Não vou além para evitar spoler, ok? Já deu pra sentir o clima do filme, pessimismo sarcástico típico do diretor americano.
Enfim, qual dos Woody Allen, é você?
Eu? Acho até que tudo pode dar certo, eventualmente, mas o mais sensato é contar que, como diz a paráfrase de Skakespeare que abre o filme: “A vida é cheia de som e fúria, e, no final, isso não significa quase nada”.
18 comentários:
Respondendo a pergunta do post: Acredito ser todos, ou melhor, todos em um, assim como ele o é. Segundo ele mesmo, a vida é a visão que cada um possue dela. E a visão que temos na maioria das vezes, depende de comos estamos e nems empre de quem somos.
Bem, em se tratando de Woody Allen, sou fã declarada, ao ponto do meu gatinho ter ganhado seu nome.
Me identifico com ele até mais do que gostaria.
Ainda não assisti seu novo filme, mas já está agendado, apenas aguardando um tempinho na agenda.
Quanto a visão da vida: quem não tem seu momento de pessimismo, desesperança, mas também não possue horas de uma fé que parece inabalável.
No meu caso, estou sempre entre Melina e Melinda...rsrs
Ah, por meio da querida Borboleta tenho acompanhado seus posts há um certo tempo, me desculpe por deixar um comentário somente hoje.
Quem sabe não foi um momento de fé inabalável que finalmente deixei-me registrada por aqui?!rsrs
Beijins
Eu gosto do Allen.
Mas gosto mais de voltar aqui, neste teu espaço!
Hugzão!
Pra mim o melhor dele é noivo nervoso e noiva neurótica, mas confesso que não assisti a todos...
Woddy é show!
Abraços
Quanto mais ranzinza, cínico e pedante for o filme do Woody Allen mais chances de fazer farra no meu coração. Mas na vida real, real, eu acho que sou: Todos Dizem Eu Te Amo, porque né, o calor do Nordeste,o vai e vem do mar, os homens com gosto de sal, ai ai ai
Esqueci de dizer que achei o post genial---> mote e execução. Bjs
Eu não gostei de Tudo pode dar certo. Achei chatissimo.
Perdi o tesão logo no começo quando o cara começou a conversar com a câmera.
Enfim, 10 minutos depois estava dormindo. E olha que eu nao durmo vendo filmes.
bjo rafa!
:)
Eu gosto do Alle, mas não tanto. Acho que não seria nenhum deles, embora ame Maridos e Esposas.
bjão, Rafinha
Eu acho que seria mais o segundo filme...
tb considerei q os dois filmes eram dimetralmente opostos...
e definitivamente, eu sou o segundo filme.
adoro allen.
ainda nao vi o segundo filme...
=[
bjs do voy
Tenho birrinha com ele. Mas vereis os filmes pra poder tecer comentários.
"tudo pode dar errado" ai ai.
o universo conspira contra mim. vou em uma mãe de santo. iria se não fosse cético.
Beijos
Meu caro Rafa... tu não tem idéia de tudo (mais) que os gaúchos fazem bem... hauhauahauahaa!!! Bjoz!
Gostei (demais) de "tudo pode dar certo", achei engraçado, sensível enfim, pirei.
"Voce vai conhecer...", por acaso, to com planos de ver hoje, depois te falo.
Bjo
eu não vi esse mais novo ainda, mas Tudo Pode Dar Certo foi bem bom.
acho q eu to mais pro mais novo.
pq eu não posso escolher Annie Hall
Fujo dele. Cansei de Woddy. Sou mais Gosford Park. Pode? Tem essa opção de Altman?
Aliás, ninguém me tira da cabeça que Eric Rohmer e Richard Linklater exploram as relações humanas de maneira superior e menos enfadonha do que Woody Allen.
O segundo, certamente.
Esperto é aquele condicionado a esperar sempre pelo pior. porque se ele acontecer, já se esperava por isso, e qualquer coisa a mais que isso é lucro.
Um beijo Rafa!
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